Com tanto maluco conspiracionista por aí, eu fico pensando como é que ninguém até hoje questionou em que universo vivemos. Há maluco que até estabelece que a Terra não gira ao redor do Sol, portanto, eu posso pressupor que a Terra, ou melhor, o Brasil não está no Sistema Solar. Estamos no mundo de Qward, no Universo de Anti-matéria. Isso pretende explicar as sandices que eu leio no jornal, oriundo das “maravilhas” propostas pelos políticos brasileiros. Agora, na base do “depois da casa arrombada, tranca de ferro”, leio que o Governo Federal pretende criar uma força interministerial do diabo a quatro, pretendendo evitar desastres ambientais.
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Nada, eu disse NADA pode ser mais ridículo quando o "pensamento" religioso acaba dando vazão à estupidez (o que acontece quase sempre). Isso aliado aos defensores de células culturais que devem ser "preservadas" por algum motivo espúrio que escapa à minha compreensão. Este relativismo cultural acaba servindo de desculpa para quaisquer atrocidades que mentes tacanhas e que ainda vivem na pré-história façam. E
Desde o dia 31 de dezembro do ano passado está chovendo. A prefeitura, ciosa do seus deveres para com a população – e respeitadora com o dinheiro dos impostos – faz o que sabe fazer melhor: merda. Entra ano, sai ano e é sempre vem aquela palhaçada de contratar a infame Fundação Cacique Cobra Coral (como o nome é muito grande, chamemos de Chefe Minhoquinha). Só que, ao que parece, ele não anda muito bom das pernas, digo, do tacape ou seja lá o que ele use para controlar algo que ninguém controla.
O bebê de olhos escuros viu o raiar do dia. Seu murmúrio disse à sua mãe que ele estava com fome, e ela — como toda mãe zelosa — o amamentou. Aos poucos, o lindo bebê vira o rosto e começa a prescrutar o mundo e ele não sabe que será estudado por vários cientistas. Suas habilidades serão observadas e até pelo modo como ele pensa. Isto porque Kanzi, o bonobo, mostra como são pequenas as diferenças entre fera e homem.
Uma das maiores taras do catolicismo é o Sudário de Turim, que mais parece uma toalha de mesa de gosto duvidoso. Falar nele é o mesmo que mexer em vespeiro ou questionar a… cahan… virgindade da "Dona" Maria. Por causa disso, vivemos tocando no assunto (só no assunto, eu não tenho nenhuma tara na "Dona" Maria). A questão da vez é que o Império do Mal Vaticaniano ficou feliz como pinto no lixo ao saber de uma pesquisa que chegou a nenhuma conclusão a respeito do pano-de-chão-sacro e disseram que a Ciência não podia explicá-lo. E isso foi divulgado antes do Natal. Coincidência?
Eu vejo com reserva certas atitudes. Não creio eu que ritos religiosos devam ser misturados de qualquer jeito ou pode acabar em problemas, e a experiência mostra que isso é mais regra que exceção. Um exemplo é quando misturam rituais católicos (como missas, por exemplo) e ritos africanos. Os dois têm tanto amor conjunto como um judeu hassídico adoraria participar de uma reza numa mesquita sunita.
Se Jesus tivesse realmente existido, ele estaria que nem a imagem ao lado. O problema nem é com ele, mas com o seu fã clube, que não perde a oportunidade de seguir os ditames do Príncipe da paz, Maravilhoso Conselheiro, o Consolador (êpa!) e glorioso filho de Deus. Aqueles conselhos maravilhosos sobre amor e harmonia, pregando a paz entre os homens de boa vontade. O problema é que os homens lá na Igreja da Natividade estavam com vontade de sair na porrada. Até polícia foi envolvida da peleja.
Sempre achei os testes de fé algo bem idiota. Justino Mártir pode ser visto como herói e santo pelos católicos, mas tão-somente era um imbecil que resolveu encher o saco das autoridades, sendo executado não por ser cristão, mas puramente por ser um pé-no-saco. Passado um certo tempo, ciosos religiosos presunçosos resolveram que o hype de se sacrificar tinha passado, era mainstream demais. Então o lance era fazer os outros testarem a sua fé, de preferência arrumando um modo de passar os bens caso confessassem, digamos, que eram adeptos de bruxaria ou algo assim. Claro que uma tortura básica ajudava na pesquisa.
Eu fico pensando no ponto que o mundo chegou. Pensamos que os séculos e mais séculos de civilização fizeram as pessoas melhores. Tenho sérias dúvidas quanto a isso. A única coisa que ficou patente é a liberdade que não temos. Chegamos no pior pesadelo de qualquer autor de ficção científica ou que verse sobre aspectos sociais. 1984 já não é mais um futuro distópico. Não é nem uma coisa nem outra. É passado já, já está em nossas vidas, não temos como voltar atrás, só que é muito mais aterrador que qualquer coisa que Orwell ou Huxley pudessem imaginar. O Grande Irmão é exatamente seu irmão, aquele que está ao seu lado, lhe vigiando.
Estamos chegando no fim. Do ano, da minha paciência e da picada. As coisas naquela Terra de Ninguém chamada "Oriente Médio" nunca foram normais, ainda mais se levarmos em conta que o pessoal lá conversava com cobras falantes, ficava dando rolé no deserto por uma porrada de tempo só pra ver um terreno e um hippie andou fumando cigarrinho que Jeová não fuma e teve umas ideias estrambólicas. Com o passar do tempo, as coisas foram só piorando, já que o máximo em termos de "evolução" social que teve por lá foi… nenhuma! Ainda vivem como se vivia há uns 1000 anos, a despeito do óleo preto solto na pista.