Há alguns meses venho acompanhando a exposição das chaves de criptografia do método AACS, utilizado para proteger o conteúdo do HD-DVD e Blue-Ray.
O Consórcio AACS, responsável pela definição e aplicação do método de criptografia vem lutando contra os (cr)hackers há alguns meses em vão, assim que o consórcio conseguiu resolver a primeira exposição de chaves os (cr)hackers expuseram outra mais crítica.
Agora a MPAA (Associação das Produtoras Norte-Americanas de Filmes) está tentando resolver o problema de forma legal. Através de uma lei, a DMCA, Digital Millenium Copyright Act, que proíbe qualquer tentativa de burlar sistemas de proteção de direitos autorais, está tentando derrubar os sites que publicam a chave.
A campanha levada pela MPAA chegou a tal ponto que até mesmo o site Digg, um dos maiores site de notícias na Internet onde a própria audiência as publicam e decidem quais são relevantes, removeu os posts referentes a chave exposta, conforme publicado no blog oficial do site.
A comunidade lançou, então, seu contra-ataque, iniciando ‘A Revolta do DRM‘. A quantidade de notícias se referindo às chaves expostas aumentaram significantemente, juntamente com a quantidade de votos na mesma notícia. A situação chegou a tal ponto que a página principal do Digg ficou tomada exclusivamente por notícias referentes às chaves (veja foto).
Não bastando o Digg, o protesto também vazou para o resto da internet. Uma pesquisa no Google revelou quase 300 mil páginas encontradas contendo os números da chave. Além disso vários domínios estão sendo registrados com as chaves, veja dois exemplos. Existe, inclusive, uma música publicada no YouTube
O Digg teve então que se retratar, conforme publicado no blog oficial do site, decidiu manter todas as notícias referentes a chave exposta, e aparentemente as coisas estão voltando ao normal, pelo menos no site Digg.
O impacto foi tão grande que pôde ser sentido nono Reedit, website concorrente, que chegou a ter sua página principal tomada por posts referentes a revolta. O site da Forbes também noticiou o ocorrido, além de divrersos outros com o C|Net e Slashdot.
A Revolta do DRM, ou A Revolta das Chaves, é a consequência de diversas políticas pró-DRM que a RIAA (Associação das Gravadoras Norte-Americanas) e a MPAA vem aplicando desde 1999, iniciada com o processo contra o Napster, e que sempre tem se mostrada infrutífera perante iniciativas de individuais que acabam sendo adotadas por comunidades inteiras.
O investimento em tecnologias de DRM tem se mostrado, repetidamente, inútil e desgastante para o relacionamento com o cliente, uma vez que cria impecílhos para a utilização normal de diversos tipos de usuários. Não à tôa que as próprias gravadoras já estão começando a anunciar que estão abandonando tecnologias de DRM, e começando a utilizar outras formas mais inteligentes de atrair compradores para seus produtos.
Um exemplo é o novo CD do Nine Inch Nails, que tem a superfície preta, que fica branca logo após ser tocada por um CD-Player, voltando a ficar preta em seguida. Este sim é o caminho das gravadoras, agregar conteúdo e serviços, e não simplesmente investir em tecnologias caras que só atrapalham o consumidor, e que depois precisam ser repassadas para o preço final do produto.
Para finalizar, minha parte no protesto. Com vocês, A CHAVE:
09 F9 11 02 9D 74 E3 5B D8 41 56 C5 63 56 88 C0
Fonte: Doses Diárias
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Um comentário em “A Revolta do DRM: Como a MPAA quer proibir um número”
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