No fim, o início

Este é o fim de 2023. O último dia. Mas não é o fim. Não pra mim. É mais um recomeço, pois assim é a órbita da Terra. Vai, vem, vai, vem. Por quase 5 bilhões de anos ela está nesse movimento, por mais 5 bilhões de anos vai continuar. Passou por uns percalços. Vários percalços. Mas ela está aqui. Sempre estará enquanto o Sol não a devora quando virar uma gigante vermelha. Temos bastante tempo.

Não seja nostálgico ou achando que algo irá acabar. Não vai acabar mais do que a mudança da hora, do minuto ou do segundo. Algumas coisas realmente acabam, mas outra nascem, ou renascem. Eu sei, isso não é válido para todos. Alguns tiveram perdas que não poderão ser repostas. Eu sinceramente sinto muito.

Eu sei o que são perdas, e elas nunca são iguais, e frequentemente não podem ser repostas. Nossa única saída é aprender a conviver com isso e seguirmos em frente. É o que nos dá para fazer. E sim, eu sei que é muito difícil. Ninguém jamais disse que a vida era fácil, apesar disso também não ser um consolo.

Se a Terra passou por quase aniquilação total e mesmo assim algum broto surgiu, dando continuidade à espécie, creio que também podemos ir adiante no ano que se segue, mas mantendo as lembranças. Só elas para nos fazer seguir em frente. A lembrança do que foi bom, não do ruim. Pense nisso ao respirar fundo, contar até 5, 10 ou 50. Acredite, você pode. Se eu pude, você também pode.

Agora começam as minhas férias. Elas vão ser boas. Claro que vão. As postagens foram automatizadas, porque eu quero curtir bastante, mas sem deixar vocês na mão. Aproveitem, amigos e amigas. Aproveitem cada mínimo momento. Ninguém no leito de morte pensou “se ao menos eu tivesse trabalhado mais..”

Feliz 2024!

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