Porcos comendo Cu têm mais energia e carne melhor

Porcos são animais ótimos, criaturinhas fofinhas, meigas e deliciosas. Só um animal alçado à divindade seria capaz de nos dar o nosso amado bacon. Um bichinho querido assim precisa ter alimentação adequada. Se ele se alimenta direito, nossa refeição ganha mais sabor. Uma das teorias vigentes é que porcos que se alimentam com refeições ricas em cobre acabam gerando uma carne mais saborosa, já que o referido metal parece aumentar a capacidade dos porcos de utilizarem gordura após a absorção, resultando em maior utilização de energia de toda a dieta.

O dr. Hans Stein é professor do Departamento de Ciências Animais da Universidade de Illinois. Sua pesquisa estuda a digestão, absorção e utilização de energia e nutrientes em animais monogástricos e humanos.

O dr. Hans Chucrute, digo, o dr. Frank Stein, quero dizer, o dr. Hans Stein e sua equipe estudam como o uso do cloreto básico de cobre, ou Cu(OH)Cl, está melhorando o metabolismo da gordura nos lindos porquinhos, de forma que eles tenham mais energia. Com isso, os deliciosos porquinhos adquirem melhores taxas de conversão alimentar quando alimentamos essa fonte de cobre nas dietas.

No estudo, Stein e seus colaboradores alimentaram os porcos com uma das duas dietas. Ambos continham principalmente milho, farelo de soja e grãos em geral, mas uma das dietas continha apenas 20 miligramas de cloreto de cobre por quilograma. A dieta experimental era idêntica, exceto que também continha 150 miligramas de Cu(OH)Cl por quilograma. Os porcos que consumiram a dieta experimental apresentaram maior ganho médio diário e razão de ganho/alimentação, representando melhor conversão alimentar e economia para os produtores.

Claro, isso não toda a história, já que temos que lembrar que o cobre é um metal pesado. Na Europa, as preocupações ambientais promovem a regulamentação do cobre nos fluxos de resíduos e deve-se controlar a ingestão de cobre nos porquitchos. Não é porque alguns miligramas de cobre melhora o porquinho que isso significa que o porcão possa meter a fuça em locais contaminados. No mais, com tudo dosado, será a festa da sua feijoada.

A pesquisa foi publicada no periódico Journal of Animal Science

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