Descoberto imenso lago com altíssima concentração de CO2. Pega ele, Greta!

Greta, no seu festival de idiotices previamente escritas pelos pais, disse que não devemos simplesmente reduzir as emissões de gás carbônico, mas efetivamente zerá-las. Isso é lindo, mas vindo de uma pessoa incapaz de responder a um simples pedido de uma mensagem para o mundo (saiu do script, ferrou!), não se admira muito em termos de desconhecimento. Vai parar todas as fábricas? As que produzem alimentos, vestuário e os apetrechinhos de tecnologia que ela tanto adora? Acho que não. Imagina, então, quando ela descobrir a quantidade de gás carbônico que vem de dentro de um lago. Vamos acabar com ele também?

O dr. Bayani Cardenas é professor do Departamento de Ciências Geológicas da Faculdade de Geociências da Universidade do Texas. Diferente do que você pode pensar, ele não dá tiros em rochas para saber do que elas são feitas. Ele prefere a água, mas não pode agir como um genuíno texano nesse caso, porque seria um tiro n’água. De qualquer forma, seu pessoal estuda processos hidrológicos de fluxo e transporte. Ou seja, o que acontece dentro d’água e como ela se comporta quando flui por onde tem que fluir e o que acontece durante o transporte do respectivo líquido.

Cardenas estudava as águas subterrâneas de uma ilha nas águas filipinas. Sói que ele achou algo inusitado: a água borbulhava que nem refrigerante depois de aberto. Sabe água mineral gasosa? Pois é, é tipo aquilo, mas ao mesmo tempo nada a ver, já que água mineral gasosa tem gás adicionado artificialmente, mas os efeitos das bolhinhas é o mesmo.

Soda Springs, como foi chamado por Cardenas, está num local de um dos ecossistemas marinhos mais diversos do mundo, repletos de recifes de coral. Isso significa muito, pois os recifes são feitos de carbonatos e esse carbonato vem da reação com quantidades expressivas de gás carbônico. Mas não pode ser muito expressiva, ou o deslocamento da reação faz com que se produza bicarbonato, que é mais solúvel. Daí, nada de recife.

Cardenas achou as bolhas tão maravilhosas que até fez filminho. Claro que temos o filminho aqui:

Medições feitas pela equipe de Cardenas apontaram que as concentrações de CO2 chegavam a 95.000 partes por milhão, ou 9,5%, o que é um número absurdo, chegando a 200 vezes maior a concentração de CO2 na atmosfera. A menor leitura foi de 60.000 ppm, o que ainda é a maior leitura já registradas na natureza.

A equipe rastreou as águas subterrâneas por meio de testes usando radônio-222, que é bem comum em águas subterrâneas nas Filipinas, mas não em oceano aberto, mas calma! Tem mais! Juntamente com as emanações de CO2, Cardenas e sua galera da pesada acharam pontos quentes no fundo do mar, onde as águas subterrâneas estavam sendo descarregadas no oceano. O que isso significa? Poluição! E está chegando ao sistema de recifes.

Já o gás carbônico tem procedência em emanações subterrâneas, óbvio, provavelmente devido ao vulcanismo.

Claro, vão alegar que isso não tem nada a ver com as indústrias e Gretinha está certa (pelo menos, enquanto lê o discurso que escreveram pra ela). Mas o sistema de águas, gases e efeito estufa é bem mais complicado do que as aulas que você não frequenta dizem, Gre-grê.

E já que você está interessado em saber mais (está, não está?), a pesquisa foi publicada no periódico Geophysical Research Letters

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