Hora de dar um brilho charmoso no seu colesterol!

Você está cansado de ouvir falar de LDL e HDL. Já até decorou que HDL é o colesterol bom e LDL é o colesterol fidaputa. A bem da verdade, o LDL não é uma gordura em si (por “uma” gordura, estou falando de ser uma substância específica), mas sim um complexo de gordura e proteína. Esta bagaça faz o lindo favor de dar um help para placas de gordura darem um rolê no corpo, até que a miserenta grude nas paredes dos vasos sanguíneos. Já sabe que daí é pra se ferrar, né? Então!

Para saber como anda o colesterol, pesquisadores resolveram ficar brilhando no escuro. Tudo que fica brilhando no escuro é maneiro. Chernobyl e Goiânia não me deixam mentir!

James Thierer, um estudante de pós-graduação no Carnegie’s Department of Embryology, da Universidade Johns Hopkins. É o estagiário do estagiário de luxo. Junto com Steven Farber, da Clínica Mayo, Thierer desenvolveu o sistema LipoGlo, que usava engenharia de genoma de última geração para marcar o LDL com uma enzima de forma que o LDL fique mais aceso que árvore de natal. Muito maneiro. O que podemos fazer legal com isso? Que tal um paulistinha brilhante?


Não esse.


Sim, esse!

Thierer e Farber monitoraram o movimento de complexos de colesterol em larvas e paulistinhas num ensaio tão sensível (ui!) que pode ser usada para medir lipoproteínas em uma gota de sangue quase microscópica, permitindo que pesquisadores realizem muitos dos mesmos testes médicos que são realizados em humanos em larvas do referido peixe, em escala muito, mas muito menor. E se é possível fazer no peixe, você então, nem se fala!

A LipoGlo permite a observação diretamente da concentração, tamanho e distribuição de lipoproteínas em amostras de material extremamente pequenas, para que possam, eventualmente, elucidar formas de combater os riscos de doenças cardíacas.

Uma técnica e tanto. Só espero que deixe a gente brilhante que nem o paulistinha (o peixe) Ia fazer sucesso nas raves, e enquanto você ainda está em casa, caretão, que tal ler a pesquisa que foi publicada na Nature Communications? Aproveita que ela está brilhantemente aberta para quem quiser ler!

Deixe um comentário, mas lembre-se que ele precisa ser aprovado para aparecer.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s