Nova técnica promete facilitar o transplante de pulmões

Vamos ser honestos, ninguém quer entrar na faca. Toda cirurgia tem seus riscos, e quando falamos de alguma forma de transplante, piorou! É um processo longo, com risco maior, necessitando maior perícia. Sorte nossa que, diferente dos professores, cirurgiões não têm suas salas de operações invadidas por teóricos medicinais (eu espero!). Aliado a isso, tem o problema da falta de doadores.

Agora, uma nova técnica promete dar uma "recauchutada" em pulmões doentes, além de remover leucócitos dos órgãos doados, de forma a garantir melhor eficiência a mais órgãos à disposição para doação. Isso enquanto não inventamos órgãos sintéticos.

O dr James Fildes é pesquisador do Hospital Universitário de Manchester do Sul, em Manchester, Inglaterra, entre outras coisas que eu fiquei com preguiça de escrever, mas se vocês clicarem no link poderão ver o currículo dele. Fildes pesquisa como tornar os transplantes mais eficientes, mas o problema que todos enfrentam, médicos e pacientes, é aquela coisinha chamada "rejeição".

Tudo começa com seu organismo zuado pela gambiarra acarretada por bilhões de anos de Evolução Biológica. Desenvolvemos um sistema de defesa, que ataca qualquer corpo estranho. Às vezes, ataca a nós mesmos, mas isso é detalhe. De qualquer forma, é por causa desse sistema imunológico que temos vacinas… e processos de rejeição. Mesmo porque, convenhamos, o sistema imunológico não tem como diferenciar um órgão transplantado de um alien devorador de entranhas. Ele teria esta capacidade se fosse desenhado por mim, que penso em tudo.

Assim, quando você recebe um órgão, seu corpo começa a lutar contra ele, principalmente se detectar glóbulos brancos lá. Será leão atacando leão. Dessa forma, a pessoa precisa tomar imunossupressores, para inibir a ação do seu sistema imunológico, o que fará o favor de deixar seu corpitcho mais vulnerável a doenças propriamente ditas, mas fica na base do 8 ou 80. Pelo menos, por enquanto.

Fildes e seus colaboradores estudam uma nova técnica chamada ex-vivo lung perfusion (EVLP), em que o pulmão é mantido vivinho da Silva, sendo mantido respirando fora do corpo da pessoa, alimentado por sangue e nutrientes de forma artificial, antes de ele ir finalmente para o seu lugar devido. Assim, este querido órgão que de outra forma poderia ir pro lixo, por causa da rejeição, pode ser bem aproveitado, significando uma redução significativa do tempo na espera lista e aumentar o acesso ao transplante, pois menos órgãos seriam perdidos no processo.

A equipe fez testes com pulmões de suínos, já que vegans não quiseram ceder seus pulmões para testes.

A pesquisa publicada no periódico American Journal of Transplantation sugere que o EVLP poderia, inclusive, ser usado para entregar medicamentos antes do pulmão ser implantado, de modo a que o sistema imunológico do paciente não o reconhece como uma possível ameaça. Claro, que não funcionará a 100%, mas naturalmente nada no nosso organismo funciona a 100%. Melhorando, mesmo que seja pequena a melhoria, ainda assim serão milhares de vidas agradecidas, com médicos dizendo:

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