Imprima a sua casa

O avô do avô do seu avô pode não ser bem o seu avô
Grandes Nomes da Ciência: Steve Wozniak

Construir uma casa sempre dá um trabalhão. E já começa no projeto. Pense, então, se um engenheiro sentasse em frente ao seu computador, projetasse toda a casa e ao dar um Ctrl+P, uma casa surgisse. Mágica, feitiçaria? Não, é tecnologia e falo isso sem precisar me vestir de odalisca (para o que muita gente dará graças ao seu deus favorito). Um pesquisador da Universidade do Sul da Califórnia desenvolveu uma técnica em que uma poderosa impressora 3D fabrica toda a casa, praticamente sozinha, desde a fundação até os canos de água e fiação elétrica. Novamente, isso parece coisa de filme, mas é mais real do que você pensa.

O dr.Behrokh Khoshnevis é professor nas cadeiras de Engenharia Civil e Engenharia Industrial. Como lá professor não deve ganhar tão bem quanto nossos jogadores de futebol. Sua técnica chamada Artesanato de Contorno (no original, Contour Crafting) visa automatizar o processo de construção, em que pode ser aplicado na construção de uma casa ou num condomínio inteiro dessas mesmas casas.

A ideia do bom doutor é que esta técnica possa ser usada em construções de emergência, como no caso em que desastres naturais nesse mundo perfeito acontecem a todo momento, bem como para servir de moradia para astronautas na Lua ou mesmo Marte, o que demonstra que o cara não pensa pequeno. Ele até deu uma palestra sobre isso no TEDx:

Impressoras 3D não são novidade. Podem ser usadas para fazer maquetes, modelos e até mesmo peças de si mesmas. Existe até versão brasileira, ainda que não seja produzida pela Herbert Richers.

Khoshnevis – que tem nome de vilão de história em quadrinhos –lembra que ele não é especialista em impressões em 3D. Ele apenas defende o processo na fabricação de casas, já que o sistema automatizado poderia evitar atrasos, lesões e questões trabalhistas relacionados com os trabalhadores humanos.

O principal foco é ter um método rápido de barato de se construir, de forma a competir com os amiguinhos de olhos puxados, ganhando 3 centavos ao dia, tendo que pagar 1 centavo à empresa por causa da alimentação (que mal vale meio centavo). Como a previsão é que isso implique em menores custos, barateando o processo, muito provavelmente isso jamais seria feito no Brasil, onde normalmente um saco de cimento usado em obras públicas chega a patamares vergonhosos, mas isso não existe na verdade. O Senado nunca tocaria no assunto.

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Sobre André Carvalho

και γνωσεσθε την αληθειαν και η αληθεια ελευθερωσει υμας

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