A árvore mais antiga já encontrada, de 385 milhões de anos, não tinha folhas, apenas galhos, mas já absorvia dióxido de carbono e ajudava a esfriar o planeta. A descoberta está ajudando cientistas a entender a evolução das florestas e sua influência no clima, segundo um estudo publicado na edição da revista científica britânica Nature desta semana. A imagem ao lado é uma concepção artística desa planta.
Cientistas britânicos e americanos conseguiram identificar o fóssil de uma árvore que estaria entre as mais antigas do mundo. Pesquisadores americanos encontraram os fósseis no estado de Nova York, nos Estados Unidos, há dois anos, mas, até agora, não tinham conseguido identificá-los.
Dois fósseis intactos, 23 milhões de anos mais antigos que o último exemplar registrado, foram encontrados por pesquisadores do Museu Estadual de Nova York. Segundo os cientistas, as primeiras florestas começaram a surgir em um momento importante da história do planeta – poucos tempo antes dos primeiros vertebrados chegarem à terra seca.
Em 1870, fósseis de árvores antigas foram encontrados em Nova York, mas em pedaços. Sem conhecer o topo das plantas, os cientistas especulavam sobre sua função na natureza. Agora, os dois novos exemplares ajudam a resolver o mistério.
Batizada de Wattieza genus, a árvore lembra uma palmeira moderna com galhos parecidos com folhas de palmeiras e ramos que se parecem com a flor escova-de-palmeira. Com cerca de dez metros de altura, a planta se reproduzia através de esporos e seus galhos serviam de alimento para animais da época.
Segundo os cientistas, a descoberta permite que eles imaginem, e entendam, como funcionavam os primeiros ecossistemas florestais da Terra. Eles acreditam que o surgimento das árvores e das florestais ajudou a remover dióxido de carbono da atmosfera, esfriando o planeta e o deixando próximo à temperatura atual – adequada à vida.
Eles chamaram Christopher Berry, da School of Earth, Ocean and Planetary Sciences da Cardiff University, no País de Gales, que confirmou que os fósseis eram da espécie que formou as primeiras florestas da Terra.
Berry, um especialista com 17 anos de experiência no assunto, descreveu a descoberta como “espetacular”. Segundo ele, a descoberta permite que cientistas recriem os ecossistemas das primeiras florestas. O mistério das árvores fossilizadas teve início em 1870, quando os primeiros tocos, ainda em pé, foram encontrados após uma enxurrada em Gilboa, Nova York.
Até os outros dois fósseis serem encontrados, caídos de lado com tronco, galhos, brotos e copa ainda intactos, ninguém sabia como era a aparência da árvore inteira.
“Este foi um momento significativo na história do planeta”, disse o cientista. “O crescimento das florestas removeu muito dióxido de carbono da atmosfera. Isto fez as temperaturas caírem e o planeta ficou bastante parecido com o que é hoje.”
“Os galhos das árvores teriam caído no chão e se decomposto, oferecendo uma nova cadeia alimentar para os organismos vivendo embaixo.”
Berry trabalhou com colegas da Binghamton University, em Nova York, e com o New York State Museum. Segundo os cientistas, a Wattieza genus tinha aparência semelhante à de uma palmeira e podia alcançar cerca de nove metros de altura.
Fontes:
BBC Brasil
G1 Ciência

Qual é o nome da ciência que estuda o desenvolvimento e aparecimento das plantas no planeta (paleontobotanica?)?
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