Quer usar maconha e meter a cara no álcool? Tenho péssimas notícias

Pessoal está afoito com o uso de maconha medicinal. Claro que maconha medicinal não é a mesma coisa que maconha de traficante, mas vai dizer isso pra essa gente que está até falsificando receita para ter acesso ao jererê medicinal.

Eu não vou entrar no mérito do uso da maconha medicinal. O que eu irei comentar é que, como todo remédio, não deveria ser para ser usado com álcool. Bem, vagabundo acha que aquilo é apenas, você sabe, maconha, e meteu o focinho na manguaça também. E isso não está sendo nada legal, como uma pesquisa apontou.

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Ei, garoto. Vai uma nicotina disfarçada para lhe viciar?

O Sherlock Holmes original era viciado em cocaína. As versões modernas deram uma maneirada (ou mesmo omitiram isso). Na versão Sherlock da BBC, ele anda com trocentos patches de nicotina. Obviamente, ninguém chegaria a tanto, certo? Bem, nicotina é um dos alcaloides mais viciantes. Mais viciante que a cocaína, por sinal. Em todo mundo tem apertado o cerco a cigarros normais e os eletrônicos, principalmente os eletrônicos, que os dependentes químicos juram não ter nicotina e que podem parar quando quiserem. Muitos já pararam umas 5 vezes.

Um perfeito exemplo disso é a marca Twirly Pop, que vem com um pirulito (clichê não sai de moda nunca!). É bonitinho, engraçadinho e você inadvertidamente compraria para os seus filhos, mas trata-se de um e-Liquid, uma essência para cigarros eletrônicos. É exatamente esse aí da imagem à esquerda.

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Maconha deixa seu cérebro com funcionamento anormal e QI Baixo

Em setembro deste ano aconteceu o festival de humor negro da Internet brasileira (não que isso não aconteça todos os dias). Uma distinta senhorita que assina como Cah Nabis postou no Twitter dando boa noite a todos depois de ter perdido uma perna, pois estava lindamente com a cabeça voada no jererê, fazia surf ferroviário, e quando foi pular do trem, fez alguma caca tão grande que teve que amputar a perna.

O presente artigo não tem nada a ver diretamente com a Cah, mas uma explicação do que aconteceu: Uma pesquisa mostra que o uso da maconha cada vez mais precoce resulta em função anormal do cérebro, baixo QI e, segundo informações paralelas não confirmadas, uma louca vontade de comentar em portais de notícia.

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Cigarro eletrônico detona com seus genes, mas quem se importa?

Ano passado eu escrevi dois artigos sobre cigarros eletrônicos (ou e-cigarrettes ou e-cigs).[1] [2] Vários dependentes químicos me xingaram (sim, quem precisa usar qualquer forma para controlar o vício em nicotina, é um dependente químico, e muito pior que quem é viciado em cocaína, já que nicotina tem poder viciante bem maior). O que aqueles viciados não conseguiram fazer é derrubar os links com as publicações científicas. No máximo mostraram site que vende cigarro eletrônico dizendo que cigarro eletrônico é muito bom É mais ou menos como site criacionista que diz que Evolução é mito. Aliás, do jeito que estava o discurso, cigarro eletrônico parece uma igreja: não pode falar mal que seus seguidores ficam ofendidos e lhe xingam, além das falácias religiosas de sempre.

Agora, uma pesquisa mostra que os cigarros eletrônicos, que não fazem nenhum mal, altera centenas de genes importantes para a sistema imunológico entrar em ação. Obviamente, é tudo uma conspiração. Nada disso é verdade. Não acredite em Ciência.

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Por que é tão difícil quebrar hábitos?

Hábito é uma coisa boa… ou ruim, dependendo se o hábito for bom ou ruim, como você deve imaginar. O problema é que tanto um como outro tipo de hábito é um tanto difícil de largar, mesmo querendo. Muios acham que é fraqueza, falta de caráter ou de força de vontade, mas nada relacionado ao cérebro é tão simples assim.

Uma nova pesquisa sugere que normalmente hábitos deixam uma marca duradoura em circuitos específicos do cérebro, deixando-o pronto para uma recaída, o que via de regra não é lá muito desejável, mas esta maçaroca evolutiva não dá a menor bola pra você.

Cigarro eletrônico não só não afasta como atrai para cigarros convencionais

artigo sobre os males dos cigarros eletrônicos (os e-cigarrettes). Vários dependentes químicos vieram me xingar, claro. E sim, ao ponto que você é dependente de nicotina, pois esta tem um poder viciante maior que o da cocaína, você é um dependente químico sim. Aceite que dói menos (depois, procure uma clínica para desintoxicação).

Uma das alegações é que usavam o dispositivo pois ele fazia menos mal que o cigarro e viciava menos (aham!). Infelizmente, existe algo chamado Realidade, a Destruidora de Mundos,e  uma pesquisa mostra que, sim, cigarros eletrônicos, longe de afastar, estão servindo de porta de entrada para cigarros convencionais. Onde está seu Mata-Rato agora?

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Cigarro eletrônico faz mal à saúde, mesmo os que não têm nicotina

A nicotina é uma das mais poderosas drogas que temos em termos de poder viciante. É mais forte que a cocaína, o álcool e a maconha[1] [2]. Por mim, podia proibir tudo. Se não estão proibindo definitivamente o cigarro, no Brasil, estão limitando ao máximo. Não pode em locais fechados, restaurantes, bares, cinemas e nem na minha casa. Um dos motivos será visto mais à frente.

A indústria não perde tempo, e qualquer ação é o início de alguma oportunidade para lucrar. Foi assim que surgiu o cigarro eletrônico, com a promessa de ser mais "saudável" que o cigarro comum. Mas entre o Marketing e a saúde do consumidor fina existe a Ciência, e ela diz que não é bem assim que a banda toca.

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Estados Unidos inaugura centro de reabilitação para viciados em Internet

Se você é daqueles que não larga Internet por nada, come na frente do micro, antes de dormir vai checar pra saber se chegou e-mail, todos os seus amigos só lhe viram através de webcam ou de foto no Orkut, entre outras esquisitices modernas, saiba que você pode sofrer de TDI, Transtorno de Dependência à Internet (ou, em inglês, Internet Addiction Disorder – IAD). Isso parece brincadeira, ou daquelas piadinhas sobre seus amigos mais chegados terem um @ no meio do nome,mas o negócio é sério. A Internet é um vasto mundo onde você pode fazer compras, se divertir, fazer novos amigos, tecer novos relacionamentos e novas paixões. Ainda há a chance de você se interessar por leituras e aprender algo que preste, se bem que isso é raridade entre as pessoas que, em maioria, buscam sites pra louvar Jesus, acessar pornografia hardcore e baixar programa pirata (ou tudo isso ao mesmo tempo).

Os prazeres que a vida online promovem acabam se tornando viciantes, promovendo uma dependência que possui os mesmos sintomas que um dependente químico, já que, de certa forma, a sensação é semelhante. Por causa disso, foi inaugurado nos Estados Unidos o primeiro centro de tratamento exclusivo para aqueles que sofrem e TDI. Continuar lendo “Estados Unidos inaugura centro de reabilitação para viciados em Internet”