Voyager finalmente deixa o Sistema Solar. Só que não!

Com muito alarde, imprensa anunciou na quinta-feira p.p. que a sonda Voyager finalmente deixou nosso Sistema Solar. Ela está agora onde nenhum, homem jamais esteve, apesar que não passamos nem mesmo da Lua. Entretanto, parece que finalmente a Voyager está fora da influência do Sol, nosso amigo Sol. Sendo assim, a Voyager está confirmada como fora de nosso sistema… ou, pelo menos, foi isso que os jornais noticiaram. Mas o Sistema Solar não é simplesmente uma estrela em um dos focos (e não "no centro") com alguns poucos planetinhas (e um planeta-anão ridículo) descrevendo órbitas elípticas.

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Cuidado com o meteoro no quengo

O Universo é uma gigantesca Austrália, onde tudo nele tem a meta de lhe matar e da forma mais horrenda possível. Uma das formas mais eficientes é cair um meteoro perto de você. Com um pouco de azar, nem precisa estar muito perto. Pergunte a qualquer dinossauro. A Lua é um perfeito exemplo de como estes pedregulhos podem estragar o dia de qualquer um e Marte até teria lembranças, mas não tem nada vivo lá para se lembrar de algo, nem mesmo o Gary Sinise.

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Um curioso eclipse do outro mundo

Eu gosto de eclipses. A humanidade toda gosta… e teme. Na China Antiga, achava-se que eclipses eram maus presságios, pois o Dragão aos poucos devorava o Sol (ou a Lua), mas os poderosos deuses os restituíam. Eles até são simples. Mecânica planetária básica, mas mesmo assim fascinam (apesar de eu ser um pobre coitado que nunca presenciei um eclipse total do Sol. Enfim!).

Marte está a 2,244 x 108 km da Terra. E lá, um solitário robozinho pôde ver a glória e o esplendor de um eclipse. Um eclipse totalmente marciano, mas sem homenzinhos verdes.

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Uma ode ao maior explorador de todos os tempos

No fatídico dia de 25 de agosto de 2012, o Universo parou por um segundo em luto. Falecia, Neil Armstrong. Engenheiro, piloto, mestre Jedi e aquele que colocou o dedo no nariz e fez "Blé" para todos os aventureiros, pois ele chegou primeiro aonde nenhum homem jamais estivera antes. Já faz um ano de seu passamento, e ainda temos a saudade quando homens faziam acontecer e não apenas se escondiam atrás de telas brilhantes, puxando briga e xingando muito por aí.

A NASA e toda a sua equipe não poderia deixar de fazer um tributo ao maior dos viajantes. Por isso, Eric Brace nos dá de presente uma música em homenagem a Neil do Braço Forte e sorriso amigo.

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A magnífica beleza de um imenso telescópio

Sim, você adora um espelho, mesmo que negue. Não pode passar por uma porta espelhada que dá uma "verificada" no visual, nem que seja para ajeitar o cabelo ou olhar com censura para alguns quilinhos a mais que só você vê. Mas espelhos são muito mais importantes que a sua vaidade, apesar de ser meu pecado favorito. Desde que Isaac Newton percebeu que lentes causavam uma aberração cromática, espelhos são os mais indicados como forma de ampliar as imagens em um telescópio, chamado por isso de "telescópio refletor".

Em 24 de agosto último, o terceiro espelho para o Gigante Telescópio Magalhães (Giant Magellan Telescope — GMT) foi lançado num forno rotativo do Laboratório Steward, na Universidade de Arizona. Lá é a única instalação no mundo onde os espelhos desse porte estão sendo feitas e suas medidas vão do "absurdo" para "PQP é grande pra cacete!".

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Astronautas ficam 4 meses no Big Brother Marte

Sim, eu sei que isso seria m ais o caso de treinar para ir a Vênus, o planeta de TPM, mas não, a notícia é essa mesma. Seis astronautas passaram quatro meses nos cantos isolados próximos ao Mauna Loa, um dos vários vulcões do arquipélago do Havaí. O objetivo é treiná-los para um ambiente meio que similar a Marte. E sim, estavam com aquelas rouponas, mesmo (nem todo o tempo, claro), e bem próximos de um vulcão. E você ainda reclama do seu emprego!

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This is Australia!

A Austrália é um país legal, apesar de tudo lá parecer estar disposto a matar você de forma mais dolorosa possível. Uma espécie de Depois da Terra sem o chato do Will Smith e seu filho mais chato ainda, e nem a fauna da Austrália quis chegar perto de tanta chatice. Mas nem só coisas mortíferas a Austrália tem de sobra. Sua geografia faz com que haja muitos lugares afastados, onde se pode fotografar o céu, e tais fotos podem ser montadas para gerar o filme que você verá a seguir, um time lapse de tirar o fôlego.

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As estrelas pintadas por um astro

Vincent van Gogh era um gênio, apesar das pessoas se lembrarem mais dele em seus períodos de surto, cortando nacos de sua orelha por causa de uma discussão com o neurastênico do Gauguin. Como aconteceu com a maioria dos grandes gênios, ele só foi reconhecido depois de morto. Seu irmão Théo foi quem, por pena, comprava as obras do holandês maníaco-depressivo. Van Gogh, entretanto, via o mundo à sua volta e um dos maiores nomes do impressionismo deixou sua marca através de longínquas fornalhas nucleares, cujo brilho frio chegava até aqui após de milhares de anos viajando pela frio espaço interestelar.

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Descoberto um cemitério de cometas

Cometas sempre impressionam. Eles não são como planetas, ali, redondinhos (sim, eu sei) e parados (também sei). Aquelas maravilhas caminhantes pelo frio éter interplanetário sempre cativaram as pessoas, apesar de serem bolas de neve sujas, formados por gases, água e poeira, tendo sua cauda formada quando se aproximam do Sol e tudo começa a derreter e ser iluminado.

Vemos os cometas indo e vindo, mas não onde é sua morada final. Nem sabíamos direito onde eles terminavam seus dias, mas um grupo de pesquisadores encontraram um lugarzinho calmo e tranquilo onde finalmente cometas podem descansar em paz… ou quase isso.

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Terra: este imenso acelerador de partículas

Desde que o mundo é mundo (literalmente), ele age sobre tudo à sua volta. Seja pequenos corpos, seja corpos maiores, seja corpúsculos bem pequenos. Quando nossa aventura espacial começou (no momento que o pessoal resolveu olhar pra cima e tentar entender o que via) não se imaginava até onde podemos ir. Ainda hoje não sabemos para onde podemos ir, mas temos boa noção do que está acontecendo ao nosso redor, e isso começou a ser elucidado com as primeiras sondas não tripuladas que foram ao Espaço.

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