Eu gosto de eclipses. A humanidade toda gosta… e teme. Na China Antiga, achava-se que eclipses eram maus presságios, pois o Dragão aos poucos devorava o Sol (ou a Lua), mas os poderosos deuses os restituíam. Eles até são simples. Mecânica planetária básica, mas mesmo assim fascinam (apesar de eu ser um pobre coitado que nunca presenciei um eclipse total do Sol. Enfim!).
Marte está a 2,244 x 108 km da Terra. E lá, um solitário robozinho pôde ver a glória e o esplendor de um eclipse. Um eclipse totalmente marciano, mas sem homenzinhos verdes.

O problema de ler certas notícias é o sorrisinho cínico que acaba se desenhando na gente. Se prostituição é a mais antiga das profissões, vendedor de armas é a segunda mais velha (a terceira é corretor de imóveis. Perguntem aos hebreus). Mas parece que o pessoal dos direitos humanos acham que esse negócio de usar máquinas autônomas prontas para mandar todos os "alemão"1 não é algo, digamos, muito legal. Mandar um mariner armado até os dentes não entrou na discussão.
Sejamos sinceros, a Evolução teve mais de 4 bilhões de anos para testar protótipos. Tudo o que você puder imaginar em termos de mecânica, a Natureza provavelmente já experimentou e descartou 99% delas (não que a Natureza não faça as suas gambiarras). Agora, uma empresa alemã resolveu reinventar o voo, criando um protótipo que voa batendo asas.
Vocês devem se lembrar do Aibo, o cão-robô desenvolvido pela Sony e produzido entre 1999 e 2006. Mas seu foco era ficar dentro de casa. Ter que se deslocar por terrenos acidentados era um sacrifício para ele. A Boston Dynamics, entretanto, está indo por outra direção. Seu robô-canino é focado por se deslocar em qualquer tipo de terreno, avaliando o ambiente em volta e decidindo como andar pelo local em questão.
Imagine você descansando placidamente numa praia, observando as partes hipodérmicas alheias, quando de repente o futuro do passado do fim da humanidade tem início: o Apocalipse Robótico, onde várias criaturas se erguem do mar, com cascos de um brilho baço, murmurando "Morte aos humanos! Morte aos humanos! Morte aos humanos!". Imaginou? Então, vá tomar seu gardenal, essa palhaçada de apocalipse robótico é coisa de gente tosca sem imaginação
Ensinar não é pra qualquer um. Por mais que você saiba a matéria, a questão é se você sabe transmiti-la, fazendo-a o mais compressível que puder. A ficção científica nos deu muitos exemplos de professores-robôs, mas isso está longe da realidade. Asimov nos deu exemplos de professores-robôs, mas estes eram apenas gravadores que replicavam a matéria. Bem, se é pra fazer isso, não se precisa estudar nem desenvolver nenhuma tecnologia própria. Pedagogos e professorzinho formado a 3 tapas em facurdadi de esquina fazem isso quando tentam ensinar algo que está nos livros, mas qualquer pergunta de modo não-previsto pelos livros, eles engasgam. Esse tipo de gente está para o Ensino, assim como operador de telemarketing está para um atendimento decente. Mas e se fosse o contrário? E se ao invés de ensinar, o robô estivesse aprendendo junto com as crianças? É o que uma dupla de dois pesquisadores japoneses nascidos no Japão pesquisam.
Ray Bradbury, juntamente com Isaac Asimov e Arthur Clarke, faz parte da Santíssima Trindade. Mesmo porque, os 3 existiram e temos provas. Os 3 abençoaram a Curiosity durante a viagem e o pouso seguro em Marte,
Antes que algum exterminador apareça do nada na sua sala, é preciso que batedores sondem o local. Claro que esse negócio de apocalipse robótico não é tão simples e é preciso tomar cuidado, pois se algum desses batedores aparecer aqui no Rio, em menos de um dia estarão sendo vendidos na rua Uruguaiana (ou na 25 de março, caso acabem indo pra São Paulo).
Um ser de mais de mil olhos está observando. Milhares de mãos, dedos e cérebros. Tudo isso num ser com respiração suspensa. A entidade única que se formará monitorando telas faz parte de uma imensa gama de cientistas. As Leis da Natureza são implacáveis e quando se começar a ver o que aconteceu, já terá acontecido. O deus da Guerra está à espera, mas a Curiosidade tem maior força de vontade, só faltando ganhar um anel energético. Falo dos diversos cientistas em todo o mundo, monitorando a descida da sonda Curiosity em solo marciano.Com a frieza de sua condição enquanto máquina, a Curiosity não terá noção dos 7 minutos de terror que todos nós passaremos aqui na Terra.