Há a expressão que determinada coisa ou pessoa é “um livro aberto”, significando que é facilmente “lido”, isto é, facilmente de se conhecer e antecipar as atitudes. Isso, obviamente, vem do conceito que é preciso abrir um livro para se conhecer o conteúdo lá dentro, e um livro aberto é muito mais fácil de se saber o que tem dentro. O problema é que livros antigos, verdadeiras raridades, não podem ficar expostos ao ar, ou sus páginas irão se deteriorar rápido. Em contrapartida, é um crime ter uma preciosidade dessas e não desvendar os segredos de suas páginas. Pode a Ciência ajudar?
Sim. Ela entrega uma garrafa pro estagiário e diz “segura minha cerveja que eu vou ler este livro sem abrir”.
Continuar lendo “Bruxaria do dia: Pode-se digitalizar livros sem abri-los”

Encontrar um fóssil não é pra qualquer um. E mesmo encontrando não é garantia que você irá reconhecer como sendo um. Normalmente, as pessoas são capazes de sair bicando uma pilha de fósseis como se fossem pedras, mesmo porque, de certa forma, o são. Quando restos mortais de seres vivos que passaram dessa pra melhor sofrem permineralização, praticamente o que era o o bicho (ou planta) deu lugar a minerais, e o caso ainda fica pior quando o fóssil é de um animal pequeno, como besouros, por exemplo.
A cada dia aprendemos mais sobre o Universo. Claro, nada é divulgado na mesma hora. Vai que digam que os anéis de Saturno curam o câncer? Daí o Judiciário poderá obrigar a União Astronômica Internacional a distribuir para os doentes. Não ia ser fácil. Com o advento do avanço tecnológico, conseguimos imagens nunca antes vistas. Agora, podemos ver jatos de partículas em melhores detalhes do que antes e isso nos ajuda a compreender melhor nosso Universo.
Dizem os relatos apócrifos que plutônio era tranquilamente comercializado em farmácias lá pela década de 80. Infelizmente, quando eu era menininho cabeçudinho lá em Barbacena, essas mudernidades não existiam, não, sinhô. A saber, o plutônio que nós usamos nas usinas, armas e máquinas do tempo é totalmente artificial, tendo sua tecnologia de produção desenvolvida durante o Projeto Manhattan, mas inicialmente, não havia tecnologia suficiente para se fazer uma bomba com o Pluto-do-Mal, preferindo-se usar urânio, mesmo. Só com a fatman, pôde-se usar Plutônio-239. Deu no que deu.
Esta semana, Sumqayit, no Azerbaijão, ganhou o prêmio duvidoso de entrar na lista dos dez locais mais poluídos do mundo, publicada pela organização ambientalista americana Blacksmith Institute. Mais uma herdeira do legado tóxico da indústria soviética, a cidade de 275 mil habitantes convive com uma forte contaminação de metais, petróleo e produtos químicos, conseqüência de seus dias como centro de produção química. Como resultado, a população tem um número de 22% a 51% maior de casos de câncer que os habitantes do resto do país, e seus filhos sofrem de uma gama de complicações genéticas, de retardo mental a doenças nos ossos.