
Sobre o chão encerado um reflexo espelha a realidade. O ruído de sapatos e ouvido no chão de parquet Klok Klok Klok Klok. O dono dos passos para, olha de um lado, olha pro outro, ergue uma sobrancelha. Os olhos claros, se por serem azuis ou catarata mesmo, perscrutam o vazio silencioso do salão. Os passos recomeçam Klok Klok Klok Klok. As pernas cambaleantes e a barriga protuberante se destacavam na aparência majestosa como a de um camelô na Central, com garbo e elegância de um limpador de para-brisa de sinal. Continuar lendo “Segredos maçônicos”





E seguindo mais uma vez o lema “nada é tão ruim que políticos metendo a religião no meio não possam piorar” temos o caso que está acontecendo no município de Ladário, situado na região pantaneira de Mato Grosso do Sul, com mais ou menos 17 mil habitantes, e que eu nunca ouvi falar (a bem da verdade, só conheço a capital de MS: Redmond). Em face à epidemia de coronavírus, o prefeito resolveu apelar para o combate apelando para o que ele considera ser mais efetivo contra o coronga: pensamentos e orações.
A semana tem sido louca, como tem sido as últimas semanas. Ok, não temos nada de novo, a não ser as loucuras da vez. Tivemos pronunciamento presidencial, tivemos anúncios sem noção, divulgação científica, óbvio, e várias coisas que eu não coloquei no blog, já que eu divulgo ciência e posto algumas opiniões. Isso, entretanto, não é pra fazer do meu blog uma filial do Asilo Arkham.
Estamos muito preocupados (olhem pra minha cara como estou preocupadíssimo) sobre como estamos destruindo o mundo. Claro, muitas pessoas resolveram fazer alguma coisa, daí o que correram pra fazer? Proibir canudinhos, aqueles canudinhos com menos plástico do que sachê de catchup, que continha sendo usado. Resolveram que não era o bastante, mas as sacolas, essas sim, vão destruir o mundo. Depois os copinhos descartáveis. Agora tá rolando problema nos EUA pois querem proibir o copinho e isopor, já que isopor é feio, tosco, destrói o meio ambiente e é reciclável, mas vamos ignorar esta parte.