Vai começar a 5ª Temporada de Game of Thrones, série que o pessoal adora por causa da literatura densa, personagens bem construídos, estilo de narrativa magnífico. Não, péra. Pessoal vê por causa das mortes e da sacanagem generalizada, mesmo. Mas, claro, eu não vou falar sobre série de TV – que não assisti um episódio até agora, nem me interesso – se não fizer alguma observação sobre Ciência junto; e o melhor exemplo, talvez, seja o caso do Hodor, o personagem que tem as melhores falas e o papel mais difícil: só falar "Hodor".
O que se pode dizer sobre Hodor? É o momento em que ficção e medicina se encontram. A Fantasia e a Realidade. E isso para além da 5ª Dimensão. Um lugar onde se abre o Livro dos Porquês.
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Próteses para amputados,
Assim como a maioria das pessoas pela Internet afora, eu adoro vídeo de gatinhos. Tudo bem que na maioria das vezes eu penso "que delicia deve ser assadinho, com molho e arroz branco…". Ainda assim, são divertidos, legais e podemos aprender muito com eles em termos de Ciência (sim, eu sei que você só compartilha o vídeo por ser fofuxo, pouco se lixando pra Ciência).
Quanto tempo você demora para escolher um caminho, um movimento? Dica: Muito. Mas seu cérebro, nesse meio tempo, está rindo da sua cara de mané, pois ele já decidiu há muito tempo! Se você pensa que escolher um determinado movimento é rápido, está enganado, é mais rápido ainda! Pesquisadores identificaram um circuito neural que transforma a onda de atividade que ocorre durante o período preparatório de um movimento complexo em comandos de movimentos musculares diretos.
O autismo é um dos grandes problemas da Medicina. O problema é que ainda não se entendeu direito como aquela porcaria funciona, o que faz o cérebro funcionar de modo errado, da mesma maneira que você segura seu iPhone 4. Você achava que aquilo já era ruim o bastante (apesar de gente idiota fazer Dia do Orgulho Autista, coisa que não entra na minha cabeça), pesquisadores de mais de 50 laboratórios disseram ter identificado mais de 100 genes mutantes em crianças com autismo, e pior! Nenhum deles as fará soltar jatos de energia pelos olhos ou ter fator de cura.
Nós somos animais sociais. Aprendemos, quando nem humanos éramos, a confiar no bando. Nós ajudávamos a proteger o bando, o bando cuidava da gente. Aprendemos a reconhecer rostos, formas e a interagir com eles. Isso é importante na hora de nos protegermos. Mas, como é que o cérebro trabalha com isso hoje? Como sabermos em quem confiar?
Louis Braille podia ser mais um cego no século XIX, dependente de outras pessoas. Tendo perdido a visão aos 3 anos de idade, Braile podia ser um desses mimizentos que reclamam da vida, sem nem poder ter acesso à leitura e/ou escrita. Anda assim, ele ingressou no Instituto de Cegos de Paris e, aos dezoito anos, tornou-se professor de lá. Ele se inspirou na técnica de usar "pontos e buracos" inventado por um oficial para ler mensagens durante a noite em lugares onde seria perigoso acender a luz, Braille melhorou o sistema, de forma que cegos pudessem escrever textos e ler livros. Em 1829, ele publicou seu trabalho e, assim, foi criado o Sistema Braille.
Convenhamos, envelhecer é muito legal quando se quer comprar coisas ou ir a lugares 18+, mas com o passar do tempo, vemos que pagamos um preço caro por isso, já que de boazinha, Mãe Natureza está mais para madrasta dos Irmãos Grimm. Não era para vivermos tanto assim, e como estamos vivendo mais e mais, graças unicamente (desculpem, mais uma vez) à Ciência, vemos problemas que muitos de nossos ancestrais jamais conheceram, como o Alzheimer.
Qual é a sua mais antiga lembrança? Como foi a sua ultima festa de aniversário ou memória mais marcante? Memórias são um importante campo de estudo, e entender como elas são formadas e mantidas é um estudo sobre nós mesmos. De acordo com uma recente pesquisa, nossas memórias são diretamente relacionadas à cultura particular de cada um, assim, o meio em que crescemos reforçará itens que nos são familiares, fazendo-o ser facilmente recordado.