Eu já noticiei antes, mas vamos pra mais uma notícia da série “Parabéns, Retardados”. Segundo a Organização Mundial da Saúde, os casos de sarampo aumentaram em 30% no mundo todo. Ótimo, né? Mas aqui no Brasil está tudo tranquilo, né? Se você acha que é tranquilo a ocorrência de mais de 10 mil casos de sarampo e 12 mortes pela doença até agora, então, ótimo, né?
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A importância que não se dá a um assassinato de alguém que ninguém liga
A senhora da foto é a dona Antônia Conceição da Silva. Dona Antônia era uma boa pessoa. Ela não incomodava ninguém. Era uma pessoa pobre, mas nem por isso fazia mal às pessoas. Você não sabe nada sobre ela. Ninguém sabe. Muito mal saiu uma notícia de jornal informando que essa pobre senhora foi assassinada de forma brutal. Foi estrangulada e morta a pauladas, e isso por dinheiro. Sim, ela foi assaltada, e seu assassino levou a vultosa quantia de 30 reais. Não trinta milhões ou sequer trinta mil. Trinta reais. Uma nota de vinte e uma de dez. só isso. Mas você não sabe., ninguém mais sabe.
Dona Antônia não era ninguém e para a humanidade continua não sendo ninguém.
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Adolescentes psicopatas queriam matar crianças, beber o sangue e comer a carne delas
Muitas pessoas são notadamente ruins. Outras são loucas, mesmo. De minha parte, poderia arrastar ambos pro mesmo lugar, escuro, úmido e fétido, de preferência jogando a chave fora. Um bom exemplo disso foi o que aconteceu na Flórida, ou melhor, o que ia acontecer se não tivessem descobertos a tempo: duas garotas (loucas ou psicopatas) resolveram que seria uma boa ideia atrair colegas de colégio no banheiro e matar geral, para depois beber o sangue deles.
Halloweenizando a maluquice generalizada, esta é a sua SEXTA INSANA!
A falsa lágrima de um hipócrita que finge se importar com vereadoras
Já fez 20 dias desde que Marielle, a famosa vereadora que ninguém conhecia até seu fatídico dia, foi assassinada junto com seu motorista. Todo mundo rasgou as roupas de consternação, prantou-lhe o seu ocaso, choraram e exigiram Justiça. Artistas internacionais como Viola Davis, Naomi Campbell e Lauren Jauregui (quem?) postaram nas redes sociais suas indignações, reiterando o grande trabalho que ela exercia (e quase ninguém aqui sabia, quanto mais lá fora). Viola Davis até postou que está “de pé e lutando com vocês, Brasil”. Eu ainda não vi Viola Davis desembarcar no Rio e ir na favela da Maré, mas deve estar fazendo isso em segredo.
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Quando chega a hora do médico dar as más notícias
Lidar com a vida e a morte diariamente mexe com as pessoas. Elas acabam ou se envolvendo demais, ou tendo que ficar à parte, ou não aguentaria tanto sofrimento alheio, muitas vezes sem poder fazer nada, outras lutando bravamente, para um desfecho que não gostaria, e isso se resume a um ser humano perder a vida; para, depois, ter que dizer aos entes queridos daquela pessoa que as coisas não correram como eles imaginavam.
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O problema da complacência
Há um problema sério hoje em dia. É uma coisa séria e as pessoas estão ignorando. O Tio Bem ensinou há muito tempo: grandes poderes trazem grandes responsabilidades, mas as pessoas estão ignorando isso. Acham que não devem ser responsabilizadas por quaisquer burradas que por ventura venham cometer. Afinal, inventaram que não devemos culpar a vítima. Mas em muitos casos, a culpa É, SIM, da vítima.
Ghostwatch: o programa da BBC que enganou uma nação e causou uma morte
Hoje, estamos acostumados com os programas chamados “reality shows”, que efetivamente não tem realidade alguma. No Discovery Home & Health (o qual eu chamo de Discovery Casa Cláudia) traz diferentes tipos deles. É confeitaria mostrando como atende os pedidos, é um casal retardado disputando se ajuda uma família comprando uma casa nova ou reformando a antiga, é aqueles Master Chef que ninguém leva para dentro da quadra do Salgueiro para fazer caldo de mocotó ou feijoada pro pessoal etc.
Mas nos anos 90 isso não era muito comum. Até a BBC inventar de brincar de investigação paranormal e isso acabar em morte.
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YouTubeiro usa um livro como colete à prova de balas. Darwin diz: “not this time”
Nada pior que YouiTubeiro zuão. Eles se acham incrivelmente divertidos. Aí, apelam para pegadinhas e experimentos idiotas. Para ser rápido, porque estou com pouca paciência para blábláblá, um imbecil resolver se esperto bagarai. Este inútil chamado Pedro Ruiz olhou um livro, olhou uma arma e disse algo como “segura minha cerveja e me dá um tiro enquanto seguro este livro, pois ele vai segurar a bala”.
Versão TL;DR? O livro não era A Origem das Espécies, mas mesmo assim Evil Darwin selecionou o miserável. E esta é a segunda edição da QUINTA INSANA!
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Nyos, o Lago Assassino
A Morte, em seu manto negro, vagou pela África. Não que isso seja algo inusitado, mas a Asrail, o Anjo do Destino Final encontra meios para selar os destinos de muita gente. Há muito anos, ela consultou sua ampulheta e viu que estava atrasada com muitas almas a serem entregues de volta a Obatalá, o Criador de Tudo.
Em 21 de agosto de 1986, mais de 1.700 pessoas e mais de 3.500 cabeças de gado morreram em poucos minutos, envoltos numa mortalha assassina, invisível e inodora. Foi o bizarro caso do lago Nyos.
Morreu uma guerreira, morreu uma heroína, morreu uma mãe
Contam os Antigos que no início havia apenas Obatalá, o Senhor dos Céus, e Odudua, a Senhora da Terra. E esses se casaram e dessa união nasceram Aganju, que a ele foi designado ser o orixá dos vulcões e desertos, e Iemanjá, senhora dos mares e oceanos. E conta-se também que Aganju e Iemanjá se casaram, e tiveram um filho, Orungan. Orungan, como em qualquer tragédia, apaixona-se pela própria mãe e, aproveitando a ausência do pai, deitou-se com ela. Desta união, que muitos dirão ser incestuosa, mas orixás não prendem à moral humana, nasceram quinze orixás, e a cada um foi atribuído uma função. Uma orixá recebeu o nome de Oyá, deusa do rio Niger, senhora das tempestades, que com sua alfanje e cauda de animal entra em campo de batalha. E Oyá recebe um título de Xangô, seu amor: Iansã, “Senhora do Céu Rosado”. Oyá é guerreira, Oyá não recua. Oyá não teme o inimigo. Oyá corre para enfrentar o seu destino.
Assim como Oyá, África teve uma guerreira. Salomé Karwah, a guerreira imortal, sobreviveu a tudo, menos a uma simples gravidez.
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