Nyos, o Lago Assassino

A Morte, em seu manto negro, vagou pela África. Não que isso seja algo inusitado, mas a Asrail, o Anjo do Destino Final encontra meios para selar os destinos de muita gente. Há muito anos, ela consultou sua ampulheta e viu que estava atrasada com muitas almas a serem entregues de volta a Obatalá, o Criador de Tudo.

Em 21 de agosto de 1986, mais de 1.700 pessoas e mais de 3.500 cabeças de gado morreram em poucos minutos, envoltos numa mortalha assassina, invisível e inodora. Foi o bizarro caso do lago Nyos.

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Morreu uma guerreira, morreu uma heroína, morreu uma mãe

Contam os Antigos que no início havia apenas Obatalá, o Senhor dos Céus, e Odudua, a Senhora da Terra. E esses se casaram e dessa união nasceram Aganju, que a ele foi designado ser o orixá dos vulcões e desertos, e Iemanjá, senhora dos mares e oceanos. E conta-se também que Aganju e Iemanjá se casaram, e tiveram um filho, Orungan. Orungan, como em qualquer tragédia, apaixona-se pela própria mãe e, aproveitando a ausência do pai, deitou-se com ela. Desta união, que muitos dirão ser incestuosa, mas orixás não prendem à moral humana, nasceram quinze orixás, e a cada um foi atribuído uma função. Uma orixá recebeu o nome de Oyá, deusa do rio Niger, senhora das tempestades, que com sua alfanje e cauda de animal entra em campo de batalha. E Oyá recebe um título de Xangô, seu amor: Iansã, “Senhora do Céu Rosado”. Oyá é guerreira, Oyá não recua. Oyá não teme o inimigo. Oyá corre para enfrentar o seu destino.

Assim como Oyá, África teve uma guerreira. Salomé Karwah, a guerreira imortal, sobreviveu a tudo, menos a uma simples gravidez.

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Espertões tentam barrar lama com espuminha. Claro que daria certo…

Anotem a citação a seguir:

TU SERÁS PUNIDO POR NÃO SABERES CIÊNCIA!

Eu tinha avisado que o que aconteceu na bacia hidrográfica do rio Doce era logo demais para a boa vontade idiota de acredirtarem que as mudinhas da ONG do Sebastião Salgado iam salvar a todos. Mas no Brasil que odeia Ciência, é mais fácil acreditar em entidades mágicas, pratos de pipocas com poderes sobrenaturais e messias carecas. Pessoal que nunca plantou nem feijãozinho no algodão molhado achando que reflorestamento se faz com mudinhas. Ok, Ok. Eu tentei argumentar, mas o retardo mental desses idiotas inviabiliza qualquer coisa.

Afinal, nosso complexo de Ajude-nos Capitão Planeta vem sempre na frente. Pelo menos, a Samarco está agindo, espalhando bóias absorventes, e isso está resolvendo tudo, certo? Nah, você já sabe que eu direi “ERRADO!“

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Os mistérios da Primeira Grande Extinção

O algoz pairava sobre as cabeças, ante das cabeças sequer existirem. Todos os que estavam abaixo não sabiam do perigo nos céus. Seus destinos estavam selados; o mundo jamais seria o mesmo depois da grande chacina que ocorreria quase em seguidas. Milhões de seres quase começaram a gritar, mas já eram silenciosas já naquela época, quando o oxigênio, este pérfido assassino, seguiu desapaixonadamente as leis da Química.

Esta é a história da primeira grande extinção em massa, e sem nenhum vulcão ou meteoro. Apenas uma simples molécula diatômica. É o Livro dos Porquês!

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O que é mumificação

Soldados! Aqui, 4000 anos de história vos contemplam. Aqui, tesouros vos aguardam! Não o tolo ouro, cujo valor varia de sociedade para sociedade. O principal tesouro é a cultura, a Ciência, os segredos escondidos aqui, mas conservados nelas, nas múmias.

O que são, como se formam? Quais os mistérios que a Química pode revelar no estudo das múmias? Egiptologia? Não, eles não foram os únicos a desenvolver técnicas de mumificação,

Mas que é essa mumificação? Por que as sociedades mumificavam? Quem eram essas pessoas? Vistam seus jalecos e coloquem um fedora. Corram pra biblioteca e abram o LIVRO DOS PORQUÊS.

A Itália nos tempos do Cólera*

Por muitos séculos eles estão ali, em repouso. Anos e mais anos se passando. E eles ali, inertes, com seus segredos guardados. O mundo sempre foi um lugar difícil de viver, ainda mais quando recuamos no tempo. O tempo das pestes, das pragas e em que um simples corte no dedo podia ser fatal. Épocas em que o cólera era algo mortal (ok, ainda é) e levou várias pessoas à sepultura.

No cemitério da igreja Badia Pozzeveri, arqueólogos estudam os esqueletos que guardam uma história bizarra: como o cólera ceifou várias vidas no século XIX.

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Segundo Papa, eutanásia é falsa solução para sofrimento

O Imperador Palpatine Ratzinger abriu mais uma vez seu repertório de bobagens do domingão, começando um novo mês, com velhas sandices. Ontem (01/02), o Comandante-em-Chefe das forças do Mal – durante sua tradicional reza do Angelus dominical, afirmou que a eutanásia é uma “falsa solução ao sofrimento, imprópria do ser humano”, e que “a verdadeira resposta perante a dor deve ser o amor”.

Particularmente, acho estranho este tipo de amor, onde a pessoa demonstra seu bem-querer, deixando que outra sofra em condições deploráveis. Me escapa a noção de sentimento puro e terno, enquanto seu ente querido está todo entubado, ferrado, dolorido e se estiver num hospital público… Bem, ele não sobreviverá muito tempo e a euitanásia será desnecessária, de qualquer forma. Mas, segundo Chico Bento XVI, isso é o amor, que mexe com a minha cabeça e me deixa assim… Continuar lendo “Segundo Papa, eutanásia é falsa solução para sofrimento” →