Mongóis já curtiam um leitinho há muito tempo

Seres humanos são mamíferos. Ok, nada demais nisso. O nosso diferencial de outros mamíferos é que nós criamos gado leiteiro para nos suprir de leite. Não que criar outros seres vivos para a própria alimentação seja exclusividade humana, já que formigas também fazem isso. O problema é que não éramos para continuar ingerindo leite e seus derivados. Só conseguimos fazer isso graças a uma mutação que nos deu capacidade de quebrar a lactase em açúcares menores. Lá pro ano 10.000 A.E.C., uma mutação virou este jogo, e em algum lugar perto do que hoje é a Turquia, um grupo de pessoas desenvolveram a capacidade de digerir lactose mesmo depois de adulto (Evolução só acontece em populações, nunca em indivíduos isolados).

Pesquisadores resolveram estudar os mongóis para saber mais sobre a sua dieta à base de leite e seus derivados e encontraram algumas informações interessantes. Não em indivíduos atuais, mas nos ancestrais deles, placidamente repousando nas estepes.

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Dentes demonstram que humanos chegaram bem antes na Ásia e Austrália

A história de nossos tatatatatataravós é repleta de aventura, romance, drama e perigo. Saindo da África, nossos antepassados dominaram os quatro cantos do mundo, indo parar em todos os lugares literalmente. Pesquisas estimavam mais ou menos quando eles chegaram na Ásia e na Austrália, mas evidências arqueológicas mostram que isso pode ter acontecido muito, mas muito antes, da ordem de 20 mil anos antes. E 20 mil anos é muita coisa

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Novas pistas sobre migrações humanas nas Américas

A história de nossos avós é fascinante. Eles saíram da África e perambularam o mundo. Sim, todos somos afrodescendentes, inclusive os africanos modernos, que fizeram apropriação cultural dos árabes e passaram a usar turbantes. Muitos desse pessoal rodou o mundo e acabou vindo parar no Brasil. Hoje, pesquisadores analisam os crânios dos antigos moradores encontrados no sudeste do Brasil e estão revendo a complexa migração humana desde a África subsaariana até as Américas.

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Crateras de dinossauros ajudam a saber sobre a história de nossos avós

Existe criacionista retardado (desculpem o pleonasmo) que realmente acha que homens e dinossauros conviveram. Tem até imagenzinha lindinha de homens cavalgando dinos, como esta aqui ao lado (não é que seja Jesus, não é. Mas bem que parece. Até tem a cara de quem nunca tomou banho). Ainda assim, dinossauros podem nos ajudar em muita coisa; como encontrar vestígios de hominídeos, mesmo estes tendo aparecido muito tempo depois.

Mas as crateras… ah, as crateras ainda estão lá…

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O que levou nossos antepassados a se aventurarem pelo Pacífico?

Nossos tatatatataravós, diferente de você, seu sedentário preguiçoso, eram aventureiros. Ou, como diria meu avô: “a barriga comanda as pernas”. eles saíram da África em busca de uma vida melhor e para escapar da fome. Infelizmente, eles não tinham bolsa-família, então tinham que ralar peito do local onde estavam o mais rápido possível, porque os bacuris estavam com fome. nessa empreitada, eles cruzaram  o Mar Vermelho, foram parar na Ásia, e de lá rumaram para o mar, indo parar na Polinésia, enfrentando o Pacífico e seus temporais e tufões de vez em quando.

A colonização pré-histórica do Pacífico sempre foi alvo de discussões. A bem da verdade, ninguém sabe com certeza o que aconteceu nem como se deu. Temos, no máximo, explicações. Algumas muito boas, algumas na base de “are you fucking kidding me?”. Mas como a ciência não pára, pesquisadores resolveram abordar por outro ângulo: como teria sido as migrações pelo Pacifico levando em conta as condições climáticas da região?

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Bactéria encontrada em múmia da pistas sobre migrações humanas

Lá pelas bandas de 1991, turistas alemães estavam dando um rolé a 3210 m de altitude, no monte Fineilspitze. Acabaram, sem querer, dando de cara com uma múmia, cuja idade acabou sendo estimada em 5300 anos. Era Otzi, o Homem do Gelo. Desde então, vários cientistas têm estudado Otzi para saber mais sobre ele, sua cultura, como vivia, de onde veio e coisas nesse sentido.

A EURAC (European Academy of Bozen/Bolzano) é um instituto de pesquisa que fica em Bolzano, Itália. É nele que se localiza o Instituto de Múmias e do Homem de Gelo, onde Otzi ajuda a Humanidade a saber sobre ela mesma. E uma das descobertas foi uma bactéria escondida nas entranhas do Homem do Gelo.

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Encontradas pegadas de humanos (que não eram humanos) com 800 mil anos

Eu pensei em começar este artigo com alguma piadinha tipo "Yo momma…", mas não seria possível, pois yo momma não podia estar perambulando por aí, pois ela é tão gorda que acarretou a quebra de Pangea.

Pesquisadores ingleses encontraram vestígios de nossos parentes afastados em rochas em uma praia em Happisburgh, sudeste da Inglaterra.

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Mais antigo DNA humano foi encontrado, e não foi no Ratinho

Eu sempre achei o DNA o maior barato. Não, é sério! DNA é tão maneiro, mas tão maneiro, que até eu tenho um! Os homens de antigamente (beeeeem antigamente) também tinham, mas até hoje não se obteve um DNA tão antigo assim, de modo que prestasse para algo. Agora, cientistas encontraram a mais antiga evidência de DNA ainda da história biológica dos seres humanos.

Longe de explicar tudo, esta descoberta até nos traz informações, mas de carreto vêm mais dúvidas.

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Agricultura ajudou a fazer cães serem cães

Todos sabemos (ou deveriam saber) que cães e lobos são membros da mesma espécie; a saber, Canis lupus. O seu lindo e valente yorkshire é praticamente uma máquina assassina. Ele devoraria você inteirinho, mas como não é grande o suficiente, se contenta em destruir os seus chinelos. Há milênios, lobos perceberam que ficar perto de seres humanos dava caldo… e carne, galinha e qualquer resto de comida. Surgiu uma amizade aí, onde enquanto os canídeos serviam de guarda para dar alarme, os hominídeos ofereciam abrigo, comida e água. Com o tempo,. os lobos foram domesticados e a Seleção Natural fez o resto.

Agora, pesquisas indicam que um dos pontos cruciais para a domesticação dos lobos, que se tornariam os tataravós do seu poderoso chiuaua foi a passagem da fase de caçadores-coletores para fazendeiros, com o surgimento da agricultura.

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Os verdes anos de produção de leite no Saara

Saara significa "deserto", "vazio". Mas isso só tem razão de ser atualmente, O mundo há cerca de 10 mil anos era um lugar diferente. O Saara estava bem longe de ser o areal que é hoje em dia. Era um lugar úmido e povoado por uma vasta floresta. Há 7 mil anos, não só havia árvores, como havia humanos e havia fazenda de gado leiteiro.

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