Malba Tahan é um dos melhores exemplos do que já tivemos em termos de excelência. Vemos como nossa literatura infanto-juvenil era incrível, bem longe dos Pedro Bandeira de hoje ou, benzo-me, Ana Maria Machado. Viajamos por desertos, oásis, odaliscas, sheiks, príncipes, guerreiros, mercadores, vilões, bandidos, sultões, vizires e simples professores. ele mostra a época de ouro de nosso ensino, quando colégios públicos eram referência em qualidade. Era a época que alunos aplicados e professores bem remunerados faziam as suas partes, mas que hoje é mal visto. Aquela era a época que engenheiros davam aula e pedagogos não se metiam no processo de ensinar. Hoje, isso é apenas uma sombra perdida nas brumas do tempo, e o Homem que Calculava é algo digno de ser
Como seria Malba Tahan visto hoje?
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Eu tenho uma gama imensa de acontecimentos guardados em minha memória. Uma delas é a respeito do concurso de redação que o colégio onde eu estudava propunha. Os alunos cada série de cada segmento tinham que entregar suas composições e esperar o resultado. Fui agraciado 2 vezes com o primeiro lugar. Só não ganhei o terceiro ano consecutivo, pois começaram a reclamar que eu sempre ganhava. Fui considerado hors concours, que no vocabulário de uma criança significa "você foi garfado, loser". Aquilo me deixou bem irritado, pois eu tinha deixado de ganhar o prêmio máximo: um livro.
O Ministério da Verdade paulistano é cioso de suas obrigações. Essa onda de cultura e informação não é algo para se deixar solta. Vai que alguém, sei lá, comece a questionar o mundo? Daqui a pouco teremos o quê? Apelo à Liberdade? Nós, betas, não queremos pensar nisso. Acabei de tomar meu soma e estou aqui na minha, deixando que as grandes decisões sejam tomadas pelas suas fordezas que enviaram a Polícia do Pensamento para conter os vazamentos e se o senhor Guy Montag não nos trair, teremos êxito!
Quando o próprio Batman para e faz um facepalm, nada pode ser pior (sim, sempre pode ser pior, mas deixe-me ficar me enganando-me a mim próprio). Se antes eu tinha que tomar como juramento que a Ignorância era Força, órgãos ligada à Secretaria Estadual da Educação de São Paulo ajudam nesse quesito, como é o caso da Fundação para o Desenvolvimento da Educação que contribuiu para o desenvolvimento educacional cortando, picotando e destruindo livros e apostilas.
No mundo dos adoradores da Informática (vocês sabem… aquele pessoal que acha que tecnologia tem somente a ver com computadores), basta você dar um computador a uma criança e — PUMBA! — todos os problemas educacionais foram resolvidos. Eu, chato que sou, tenho que trazê-los à realidade. Não me entendam mal, mas acontece que profissionais entendem de seus ofícios e não os curiosos. Meu ofício é ensinar e lidar com alunos (nem sempre consigo que uma coisa esteja relacionada com outra), logo estou mais gabaritado de falar sobre ensino e aprendizagem do que alguém que fica num CPD 25 h/dia, penduradão no Twitter e dando tracert em sites só por falta do que fazer.
Em 1859, as ciências biológicas mudaram radicalmente. Pode-se dizer que a começou o E.D.: Era Darwin, quando o naturalista britânico publicou sua opus maxima, cujo título completo é Sobre a Origem das Espécies por Meio da Seleção Natural ou a Preservação de Raças Favorecidas na Luta pela Vida. Bem, se as pessoas já se assustam com um parágrafo de blog hoje, um título quilométrico desse é capaz de fazer muitas pessoas saírem correndo gritando, ou tascar logo um TL;DR. Antigamente não era muito diferente, o que se perpetuou até hoje, quando um bando de apedeutas ainda insiste em dizer que Darwin falou que a) O Homem veio do macaco (examinando alguns comentários que aparecem aqui, acho que alguns vieram das antas) e b) A Natureza seleciona o mais forte.
Quando olhamos para o Arquiteto nos sentimos intimidados por sua figura sisuda, parecendo estar mais preocupada com equações matemáticas, fluxos numéricos e com quem a Oráculo anda saindo ultimamente. Mal sabemos que ele tem um grande senso de humor. Sim, pois não há outra explicação para o fato do nosso fuckin’ amazing Ozzy Osbourne ter uma coluna de saúde num jornal inglês.
Eu não tenho tido muito o que fazer de noite (mentira!); por isso, tenho dado umas passadas pelo twitter, espalhado minhas verdades divinas e lido #mimimi de todos os tipos. Daí, eu mal conecto e o que vejo? Sinais do fim do mundo! Fico sabendo que existe politico no Brasil que pensa (sem ser besteiras). A
Infelizmente, ainda vivemos sob o espectro de desinformação no tocante a notícias científicas, além de boatos maldosos largados aos quatro ventos. Um desses boatos diz respeito a casos de autismo que apareceram em crianças vacinadas contra a poliomielite. Esta besteira ainda circula até hoje, a ponto do pseudomédico Andrew Wakefield perder sua licença de clinicar, além de praticamente ter
Dan Brown é realmente um cara esperto. Ele é mais esperto que bom escritor e seu sucesso se deve mais às polêmicas que envolvem os seus livros do que pelo estilo e qualidade de sua escrita. Em suma, os livros dele são simplórios, mas complicados, com uma teia que vira e mexe e te deixa maluco. E é aí que ele prende o leitor ao misturar histórias que todo mundo conhece com ficções mais do que malucas, dados vagos (e muitas vezes imprecisos), rodeado de um mistério sob um ritmo alucinante, que te faz respirar rápido e nem de pensar no monte de besteiras que ele tá colocando pra você.