
O ASIM é escrito assim mesmo. Trata-se do acrônimo do Monitor de Interações Atmosfera-Espaço (Atmosphere-Space Interactions Monitor). Este aparato é uma instalação de observação da Terra da ESA (a Agência Espacial Europeia) para o estudo de tempestades severas e qual o papel que elas têm na atmosfera e no clima de nosso planeta.
Mas quando se fala em “tempestades severas”, estamos se referindo a tempestades de alta altitude, em que esses raios atmosféricos superiores são chamados de “eventos luminosos transitórios”, ocorrendo bem acima das altitudes de raios normais e nuvens de tempestade, com um processo de descarga de elétrons em fuga sendo sugerido como o principal mecanismo.

Você pode pensar que o ambiente hostil do Espaço não abrigaria formas de vida de qualquer forma. Pros próprios astronautas estarem lá já é um problema. Então, é pouco provável que não haja microorganismos, certo? Bem, se você pensou nisso, você é um idiota, já que quanto mais simples o organismo, maior será a chance dele sobreviver em qualquer lugar. Que o diga extremófilos na beira de um vulcão submarino.
Japoneses são muito estranhos, mas é inegável a competência deles em
A Estação Espacial Internacional, ISS, não é a maior máquina que a Humanidade já construiu. Mas é fascinante. É como terem construído o primeiro navio capaz de singrar o oceano. É linda e maravilhosa. A nossa aventura aqui, bem na nossa porta. Insignificante perante o universo, mas majestosa, quando um pontinho brilhante passa pelo Céu.
Você é leitor contumaz do Ceticismo.net, então, já sabe que essa bobagem de “gravidade zero” não existe. Qualquer corpo com massa diferente de zero exerce força gravitacional, e se não a sentimos, é porque ela é muito, muito fraca. Nós nascemos num mundo com aceleração de gravidade em torno de 9,8 m/s2, com muito pouca variação entre o nível do mar e nossos apartamentos. O Espaço é algo alienígena ao nosso conhecimento, principalmente ao fato de naves e a própria estação espacial internacional estarem sob ação de microgravidade, por estarem sempre caindo, caindo, caindo… Fazer diversos experimentos é necessário e, claro, são divertidos.
O título faz alusão ao mundo conquistado por Alexandre da Macedônia. Indo do Egito até quase chegar no Oriente Distante. Um império tão imenso (e fugaz, entretanto) que em algum ponto dele estava fazendo Sol, não importando em que momento fosse.
Às vezes, eu gosto de olhar para a janela, ver o mundo passar, mesmo sabendo que quem está passando sou eu. Aliás, sim, o mundo está passando: num movimento de rotação, translação e precessão. Podemos ver outros lugares quando viajamos e são dois movimentos distintos: nosso movimento em relação à Terra e o movimento da Terra no espaço sideral. Mais fantástico que isso, são as visões que os astronautas da Estação Espacial Internacional veem. Desde nosso planeta até sondas de outros países, brilhos de tempestades e nossas luzes noturnas.
Parece um contra-senso, mas é perfeitamente possível fotografar o invisível. A saber, algo é invisível quando não conseguimos ver a olho nu. Entretanto, corujas conseguem enxergar em infra-vermelho e alguns insetos enxergam em ultra-violeta, duas faixas do espectro que nós não conseguimos ver. Poderia-se fotografar nessas duas bandas do espectro, assim como na faixa do micro-ondas e das ondas de rádio. Mas muitas coisas podem ser invisíveis além dessas situações, como é o caso de acontecimentos fora de nosso campo de visão. Como o que acontece nos limiares entre a Terra e o Espaço.
Desde que começamos a nos aventurar pelo Espaço, levamos o melhor e mais abundante que podemos produzir: lixo. Desde uma ferramenta até restos de foguetes e satélites, vários corpos estão orbitando a Terra, além da Lua e a ISS. É o chamado “lixo espacial”. Você pode achar que um parafuso não é nada demais, mas quando ele está sendo acelerado a velocidades de milhares de quilômetros por hora, vemos que ali não é um lugar muito legal para dar mole, nem pros astronautas, nem pros satélites artificiais. Ali é um grande estande de tiro, mas a solução parece estar vindo, pontual e certeira como um relógio.