O coronavírus e o efeito da vítima identificável

Ontem, eu tive que me aventurar fora de casa, mesmo em tempos de pandemias, eu precisei sair. Eu realmente precisei. O mundo que vi foi estarrecedor. As pessoas agindo como se nada estivesse acontecendo. Eu com uma máscara PFF2 e outra de TNT por cima (paranoia ajuda a nos manter vivos, ainda mais depois do que eu vi) e pessoal na rua passeando como se nem fosse com eles. E isso porque a prefeitura do Rio baixou uma lei obrigando uso de máscaras em locais públicos.

Saindo um pouco disso, mas ainda no tema que vocês entenderão daqui a pouco, tem o caso da senhora que defendia abertura do comércio e que o coronavírus era coisinha sem importância. O problema é que a realidade bateu à sua porta da maneira mais funesta: seu marido morreu por Covid-19. Aí a postura muda, mas isso tem um nome: O Efeito da Vítima Identificável.

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Rondônia acha que adolescente não pode ler livros. Vão distribuir rótulo de shampoo?

Aquele que não aprende História corre o risco de repeti-la!

Bem, está se repetindo. Em 2010, o Conselho de Educação veio com uma de proibir o uso de livro de Monteiro Lobato em colégios. Os motivos é que ele era racista, preconceituoso e coisas afins. Pegaram como exemplo que o livro chama Tia Nastácia de negra. Acho que era para chamar de “moreninha”. Mas isso já era de outro autor. Para um pesquisador da USP, Monteiro Lobato era racista. Sim, ele era. Shakespeare também era. Vamos cancelar o Mercador de Veneza?

Bem, tanto bateram que começou um barata-voa para tirar das escolas livros “malvadinhos”. O problema é que o vento que venta lá, venta cá. E chegou a vez de Rondônia de proibir o uso de alguns livros tido como muito errados.

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Depois de canudos, margarinas agora estão com os dias contados no Rio de Janeiro

Eu fico feliz quando políticos se preocupam com o bem-estar das pessoas, e procuram criar leis em benefício da população. Deu para perceber que ficar feliz não seá uma coisa corrente em mim, no que depender que tais coisas aconteçam. Entretanto, às vezes, um político pensa no bem-estar das pessoas (não riam), e daí surge coisas malucas, como um projeto de lei que visa proibir a comercialização e uso de margarinas no estado do Rio de Janeiro (pode rir).

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Millenials chorões descobrem que processo seletivo seleciona

Para o senhor John Milton, advogado, o pecado favorito é a vaidade. Eu acho que, para o brasileiro médio é a preguiça e o desejo de reclamar. Claro, algumas reclamações são bem justificadas, mas há algumas que não fazem o menor sentido. Entre elas, que o pobre, o sans culotes, o sujeito que mora no cu da perua no interior de Deus me livrinópolis entre outros, que são formados unicamente por negros, pois para os “iluminados”, não existe branco ou pardo pobres. Todos eles nascem e já ganham uma polpuda remuneração paga pelo governo. O Eddie Murphy já mostrou esta grande diferença de tratamento.

Aí o que eu vejo? Pessoal reclamando que a CNN Brasil (licenciou o nome, apenas, não faz parte da CNN oficial, embora tenha chancela), está contratando estagiários. Aí vem o pessoal tosco, oprimido, massacrado que estuda numa Federal e twita do iPhone:

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Ministra da Agricultura acha que floresta tem fator de cura mágico

Existe gente burra. Existe gente idiota. Existe gente canalha. Existe gente mal-intencionada. Somem tudo isso e temos político brasileiro (antes que vocês comecem, isso é válido para quaisquer políticos de todos partidos. Ceticismo.net não defende nenhum desses parasitas, não passando de uma horda de desclassificados).

Enquanto a Amazônia está investimento no aquecimento da Economia, o que acabou resultando em outro tipo de aquecimento, estamos vendo um festival de acusações de todos os lados, gente falando bobagens, políticos oportunistas oportunando, pessoal do mundo todo fingindo que se importa, hashtags à socapa, mais acusações, gente que sabe história e eu aqui com um imenso balde pipocas. Nisso, a Ministra da Agricultura disse que não precisa investir no reflorestamento, pois a Amazônia tem fator de cura da Marvel e voltará ao que era antes.

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Londres com altos números de homicídio. Solução: Desarmar frango frito

Você está no Brasil que nem eu. Sabe que aqui é um lugar que não pode dar mole, ou passam o cerol. Para a ONU, taxas de homicídio acima de 10 unidades para cada 100 mil habitantes são consideradas violência epidêmica. O município de Queimados no Rio de Janeiro (não confunda com o município do Rio) teve uma taxa de 134 homicídios por 100 mil habitantes, ou seja, pessoal meteu o louco lá (e Queimados nem é a cidade mais violenta, sendo o município do Rio lá pra baixo. Sim, eu sei que isso contraria sua percepção, mas dados são dados. Rio de Janeiro (cidade) tem quase 7 milhões de habitantes, e quando se calcula homicídios por 100 mil habitantes, claro que cai. Dados do IPEA (PDF) Em 2017, Maracanaú, no Ceará, apresentou a taxa de 145,7 homicídios para cada 100 mil habitantes. Tá alto, né? Tá absurdo, né? Você acha que ir para o Primeiro Mundo tá safo, né?

Achou errado, otário! A Inglaterra tem um sério problema de violência urbana, em que Londres está com altíssimos casos de homicídios, marcando uma terrível taxa de 167 homicídios para cada 100 mil habitantes entre março de 2017 e março de 2018. Armas de fogo? Não, facadas, mesmo.

Mas calma que o governo está agindo: vão colocar avisos sérios, botando moral e educando a não meter a faca no bucho dos outros em embalagens de frango frito. Toma tento aí, seu cabra!

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Segundo pedagoga, beijo de vó pode ser início de abuso sexual

Estamos num mundo tão louco que o que era necessário agora é abuso. Atenção não pode, nem carinho nem demonstrações de afeto, porque isso pode mascarar abuso sexual. Nada de demonstrar carinho, sem a permissão da própria crianças, pois um simples abraço e beijo de vó é algo pérfido e nocivo. Insano suficiente? Pois é o que pedagogas acham. Mas aí é pedagogo, não se espera coisa com um mínimo de lógica, certo?

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Leis que mudarão sua vida ou “Finalmente Políticos fizeram algo que preste” (há controvérsias)

Todo dia estamos em contato com insânias, disparates, despautérios e totais loucuras vindos dos parasit políticos. Todo diabólico dia… eu falei diabólico? Erro meu, pois, Nosso Senhor Satã jamais nos faria aturar este bando de sociopatas, eleitos por outros maníacos. É uma torrente sem-fim de notícias horríveis, numa mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia. Mas nada é tão ruim que não possa piorar… ou melhorar. Hoje eu tive dois perfeitos exemplos que sempre poderemos contar com nossos parasit políticos.

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Toscos nos cafundós de Shiva quase sacrificam criança de 3 anos

A Índia é um país peculiar. Por peculiar, eu quero dizer totalmente insano; mais até que o Brasil! O Brasil é tosco, todo mundo sabe disso, mas a Índia é diferente. Berço da Matemática como conhecemos hoje, tendo sido um dos inventores dos números, junto com os árabes (os gregos não tinham sistema de numeração próprio, por isso eram ótimos geômetras mas péssimos aritméticos), a Índia consegue feitos memoráveis, como mandar uma sonda pra orbitar Marte e acertam de primeira (vocês lembram que eu falei que eles inventaram a Matemática, né?), enquanto o Brasil não consegue mandar um Cubesat e, quando fazem, mandam um peso de papel que aqui custou 400 mil reais, já que o não pagamento fez com que ele subisse sem o software. Brasil inventou o primeiro peso de papeis em microgravidade!

Aí você espera que um país com uma ciência aeroespacial bem desenvolvida (além de uns nukes no estoque) tenha um bom desenvolvimento. Não que não tenha, mas o lado social acabou com gente ainda vivendo na era pré-qualquer coisa, quando a polícia precisa intervir rápido, já que os familiares de uma criança iriam sacrificá-la em honra a… bem, nem eles sabem direito.

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O Artigo 13 já acabou com a Internet?

Então que o artigo 13 foi aprovado. O item polêmico da Diretiva da União Europeia sobre Direitos Autorais no Mercado Único Digital (European Union Directive on Copyright in the Digital Single Market) deixou um monte de idiotas relinchando que este é o fim da Internet. Você está lendo este texto num tablete de argila? Então, ficou provado que essa palhaçada de “fim da internet” é só isso: uma palhaçada.

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