Guerras hoje são muito o do sem-graça. Segundo historiador militar e filósofo capitão Rodrigo Cambará, guerras existem para dar diversão aos homens. Ficar numa salinha com ar-condicionado e um whey do lado apertando botões para que um Predator mande umas democracias do outro lado do mundo é algo que qualquer mané faço. Isso nem dá mais terror, só faz pessoal ficar bolado. Bom mesmo era antigamente, quando nossos ancestrais saíam na porrada no mano-a-mano, esmagando os seus inimigos, vendo-os fugindo diante de você e ouvindo o lamento de suas mulheres. Isso sim era maneiro. O cara tá lá escondido numa fortificação, aquele covarde? Manda-se um recado. Como? Catapultando a cabeça de alguém com aquele recadinho silencioso “saca só o que eu vou fazer contigo!”.
Mas calma lá. isso você acha hardcore demais? Pois melhora (ou piora, dependendo de qual lado você está lutando): há evidências que pessoal juntou o insulto à injúria e mandou a cabeça de um camarada não só para espalhar terror, mas doenças também, comprovando mais uma vez que guerra biológica não é coisa recente.

Guerras não apenas fazem parte de nossa história. Pode-se dizer que as guerras construíram a nossa história. Batalhas épicas, salvamentos heróicos, atitudes insanas, ataques devastadores, perdas incalculáveis e tudo com ou sem motivo justo. Mas algumas dessas guerras escondem peculiaridades, motivos estranhos, motivações sem o menor sentido. Seja brigando por um balde, uma barba ou até por causa de um jogo de futebol, guerras acontecem e refletem um pouco do que nós mesmos somos.
Shameema é uma millenial, e millenial só faz merda. Como sabemos, jovem tem que acabar, mas a vantagem de gente como a Shameema é que eles mesmos dão um jeito de se auto-acabar. Shashá, por exemplo, meteu a louca e cismou que tinha que ser soldado do ISIS, malvadona e se mudou do Ocidente decadente e povoado por infiéis para um lugar excelente para constituir uma vida de aventuras: A Síria. Por algum processo que não me entra na cabeça, ela achou que isso era uma atitude inteligente, e, bem, não era. O caldo engrossou lá, deu muito ruim, e agora ela quer voltar para a Inglaterra para ter seu terceiro filho, antes que ele tenha o destino dos outros dois anteriores e possa sobreviver.
Na década de 60, Muzafer Sherif resolveu testar a Teoria do Conflito Realístico, em que grupos isolados concorrendo por recursos acabaria partindo pra selvageria. Ele testou isso num acampamento de escoteiros, separando dois grupos de jovens, que tinham excelente entrosamento entre si, mas passaram a hostilizar o outro grupo, porque perdiam as disputas e os brindes, quase chegando nas vias de fato.
Larga maioria das pessoas tem plena convicção que seres humanos formam uma das mais briguentas sociedades animais, que o mundo é lindinho como em qualquer desenhinho animado. Infelizmente, não é assim. Já noticiei várias vezes sobre formigas guerreando e até mesmo escravizando outras formigas. O que não se sabia direito é que formigas usam estratégia (você sabe, do grego…) até mesmo na hora de tratar as soldadas feridas, montando o equivalente a hospitais de campanha, e planejam evacuação da batalha para reagrupamento e toda aquela parte maneira que vemos em filmes de guerra (os bons, pelo menos!).
Eu leio besteiras todos os dias. Sei lá, deve ser minha sina. Algumas, entretanto, são mais imbecis que outras. O universo das criaturinhas criadas a leite-com-pêra e ovomaltine servido pela vó se expande a cada dia, a ponto de muitos mimizentos se ofenderem com tudo. Como estão ficando sem muito com o que se ofenderem, escolheram algo extremamente nocivo aos nossos floquinhos de neve: Lego.
Com a imensa massa de refugiados, o medo paira sobre as cidades. Não só o medo do terrorismo ou da vingança de grupos extremistas, mas da onda xenofóbica de outros grupos extremistas, que acham que não deveriam receber aquela massa de pessoas.
O caos abraçou a frente da Catedral. O homem armado com um revólver mantinha uma mulher como refém nas escadarias. Outro homem chegou, um morador de rua. Ele queria salvá-la. O samaritano empurrou o meliante, este caiu, mas conseguiu usar a arma para acertar o samaritano, que caiu, tombou. 2 tiros tiraram-lhe a vida. A mulher escapou, mas a policia chegou, ciosa dos seus compromissos em proteger a população, e encheu o sequestrador de tiros.
A Síria já anda em clima de terror que nem Stephen King seria capaz de descrever. Isso não começou agora, mas está tomando dimensões cada vez piores, embora não tão alarmantes para alguém tomar uma atitude. A não ser que as ações da ONU e suas cartas bem sérias seja fazer algo. Na quarta-feira, as Interwebs ficou em polvorosa por causa da foto de um menino morto, junto com tantos outros refugiados que tentavam sair daquele Inferno na Terra chamado Síria. Uma imagem chocante, horrível, triste, desesperançada e impactante. Todos rangendo em lágrimas, rasgando a roupa e criticando a imprensa ou dando parabéns pela coragem.