
Você aprendeu na escola que a célula é a menor unidade estrutural e funcional dos seres vivos. Aprendeu também que células especializadas se reúnem em tecidos e que tecidos diferentes se combinam para formar órgãos. Coração, fígado, pâncreas, cérebro: cada um sendo uma peça só, singular, simples, sem complicação (salvo quando bate um câncer ou alguma outra doença que estraga tudo). Com o avanço dos estudos, você descobriu que o cérebro tem dois hemisférios que trabalham em parceria, conectados pelo corpo caloso, e que, em boa parte, o direito comanda o lado esquerdo do corpo e o esquerdo comanda o direito. Simples, não? Só que a Ciência avança e adora complicar as coisas!
Um grupo de especialistas em desenvolvimento embrionário resolveu mexer na certidão de nascimento do órgão mais badalado do corpo, aquele que escreve poemas, resolve equações e ainda esquece onde deixou a chave do carro. E a divisão que eles encontraram não tem nada a ver com direita ou esquerda (não estou falando de política, seus retardados que chegaram aqui pelo Google). Continuar lendo “O seu cérebro tem duas certidões de nascimento”

Tuberculose, por muitos e muitos séculos, era uma das condenações à morte mais eficientes dada pela Natureza. Não por acaso, aparece em muitas obras literárias como carrasco cruel, como é o caso de A Dama das Camélias e Floradas na Serra. Entretanto, graças a Jeová , digo, à Ciência, hoje não é mais tão complicado assim. Só que não existe almoço nem Evolução de graça. Por causa da Seleção Natural, cepas de Tuberculose acabam se tornando resistentes aos antibióticos. O que se faz?
Tigres são lindos, maravilhosos e praticamente um Exterminador vivendo na selva. Aquela coisa foi feita para duas coisas: 1) Matar; 2) Devorar o que matou. Disso, todo mundo sabe, inclusive quem viu de perto, mas teve pouca chance de explicar às pessoas em maiores detalhes, já que fragmentos de ossos, músculos e demais tecidos não falam.
Uma das historinhas mais divertidas da Bíblia é quando Salomão apartou briga de lavadeiras que estavam indo nas vias de fato para saber de quem era o filho. O rei jogou um migué que ia cortar a criança ao meio e dar a metade para cada uma. Uma disse "tamos aí", enquanto que a outra (de cabelo cheio de laquê e com a cara cheia de maquiagem) diz que Jacó Caldero de Almeida Santiado devia ser entregue à outra. Salomão estufou o peito que nem pombo, afiou os bigodes e ajustou seu pince-nez dizendo "minha filha, o filho és teu". É uma história babaca, pois se fosse verdade, as duas continuariam a disputa e mãe de verdade lutaria até à morte. Assim são as mitologias.
Existe gente capaz de tentar me convencer que a Natureza é lindinha. Na verdade, é a coisa mais zoneada que existe. Claro, eu posso estar muito enganado. Se a Evolução existisse, veríamos coisas estranhas acontecendo, como dois seres vivos roubando material genético um do outro. Mesmo porque,
Como pode coisas minúsculas influenciar tanto assim o nosso conhecimento? Como pode um simples detalhe como uma casquinha mudar o rumo da Ciência? Como pode um peixe vivo viver fora da bacia? Tirando a última pergunta, as perguntas remetem em como a Ciência flui e novas descobertas, apesar de ridiculamente sem sentido, respondem grandes questões e abrem a porta para mistérios escondidos. Antes que dois britânicos roubassem a pesquisa de Lise Meltner, um certo monge havia descoberto o princípio de como somos o que somos, de como nossas características são que nossos pais permitiram que fosse.
Vinte genes envolvidos no controle dos níveis de colesterol foram identificados por um grupo de cientistas do Laboratório Europeu de Biologia Molecular e da Universidade de Heidelberg (Alemanha). A descoberta representa um importante passo na busca pelo entendimento dos mecanismos por meio dos quais o balanço do colesterol é mantido.
Sanderson, biólogo da Universidade do Arizona, faz parte de um esforço para descobrir o parentesco entre o estimado de 500 mil espécies de plantas. Durante anos, os pesquisadores seqüenciaram o DNA de milhares de espécies vindas de selvas, tundras e gavetas de museus. Eles usaram supercomputadores para processar dados genéticos e coletaram pistas sobre como a diversidade atual de baobás, dentes-de-leão, musgos e outras plantas evoluíram ao longo dos últimos 450 milhões de anos.
Biólogos da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, conseguiram manipular geneticamente um grupo de nematóides (espécie de parasitas) para que eles fossem atraídos por animais do mesmo sexo.