Antecipando tentações pode-se reduzir comportamentos anti-éticos

Uma das perguntas mais comuns em termos de psicologia comportamental é por que pessoas boas se tornam verdadeiros FDP. Stanley Milgram já tinha feito experimentos com isso. Agora, uma série de experimentos tenta responder a pergunta: "Será possível evitar que as pessoas façam besteiras?".

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Chineses modificaram um embrião humano geneticamente. O que pode dar errado?

Esta semana veio a notícia que cientistas chineses modificaram um embrião humano geneticamente. Claro, vindo da China a gente abre o olho e fica com o pé atrás, dada a tendência de falsificar pesquisas de vez em quando [1] [2] [3].

Terapias genéticas nem são tanta novidade assim, mas é a primeira vez (se formos levar a sério a pesquisa xing-ling) que é feita diretamente num embrião. Mas, a pergunta que começa a martelar: É certo isso? O fim justificam os meios?

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Mundo Ético: Polvo de tocaia pega caranguejo de surpresa

No lindo mundinho da Natureza, com unicórnios saltitantes, fadinhas volitantes, flores desabrochando e todo mundo cantando música-tema da Noviça rebelde, há certas criaturas vindas das profundezas que não dão a menor bola pro seu coraçãozinho puro, de vestidinho azul e um cachorrinho nos braços. O mundo das criaturas das Trevas, como caranguejos, por exemplo.

A nossa sorte é que somos bem guardados pelo Nosso Senhor Cthulhu!

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Pessoas são boas de nascença? Não é bem assim

Será que as pessoas já nascem com boa índole e altruísmo, ou qualquer influência externa pode nos fazer bonzinhos ou verdadeiros monstros? Existem várias explicações para o altruísmo. Alguns dizem que é inato, já nasce com a pessoa (enquanto outros nascem verdadeiros maníacos psicopatas). Outras teorias dizem que é um processo evolucionário, pois a ação de cuidar um do outro garante melhor sucesso de sobrevivência do que na base do "cada um por si".

Psicólogos de Stanford retomaram estudos sobre isso (na verdade, esses estudos nunca pararam) e concluíram que o comportamento altruísta pode ser regido por relações mais complexas do que se acredita até então.

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Dep. Eurico xinga Xuxa em audiência. Bancada Crental tira o cu da reta

Eu já falei, não tenho nada contra religiosos. Se eu acho a religião um câncer sociológico, acho que cada um tem o direito a seguir o que quiser. O problema é que todo mundo tem o direito a ter opiniões, só não tem o direito de ser escroto, como no caso do Deputado Eurico – já conhecido do pessoal que acompanha os desmazelos de idiotas das bancadas evangélicas –, que surtou durante a sessão da comissão da Câmara dos Deputados que tentava votar proposta para proibir castigos físicos em crianças, a chamada Lei da Palmada.

Euricão, o ético pastor, surtou e começou a xingar a Xuxa por ela ter participado de um filme erótico e tarou um garoto (sortudo) de 12 anos na época. Aí o tempo fechou.

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Quando será crime desligar um robô?

No planeta Aurora, Jander Panell é assassinado. Para investigar o caso, o detetive Elijah Baley precisa entender todo os fatos e o principal é: Quem iria querer matar um robô? Aí começa a trama do livro Robôs do Amanhecer, de Isaac Asimov, no qual discute-se, mais uma vez, o papel dos robôs em meio aos humanos.  Mas, acima de tudo, o problema é "por que não matar um robô?" Qual a diferença entre puxar a tomada de um robozinho (ou robozão) e desligar os equipamentos de suporte de vida de um paciente terminal?

Em outras palavras: robôs têm direitos?

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Juiz acha que novas leis devem surgir por causa do recuo das religiões

Um dos juízes mais experientes da Grã-Bretanha disse que o rápido aumento do número de leis nos últimos anos tinha sido necessário por causa da redução do percentual de pessoas religiosas. Isso porque essas religiões norteavam a população em eu comportamento ético.

De certa forma, ele tem uma certa razão ao falar isso, mas isso pode ser interpretado em mais de uma maneira.

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Grandes Nomes da Ciência: Henrietta Lacks

A mulher no leito do hospital está em seus últimos momentos. Ela chega ao fim, totalmente anônima. É apenas mais uma mulher negra e ninguém dá bola para mais uma mulher negra enferma, pois estamos falando dos Estados Unidos na década de 1950. Mas aquela mulher será especial e todos os cientistas a conhecerão. Ela ajudará a milhões de pesquisas no mundo todo, terá participação ativa na descoberta de remédios, vacinas e até mesmo no programa espacial. Aquela mulher que dentro de poucos minutos encontrará os braços da morte será a responsável por muitos abraçarem a vida, pois suas células viveram por décadas e mais décadas, pois Henrietta Lacks não é nem foi um personagem de quadrinhos, mas suas células são imortais.

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Cientista diz ser possível transplante de cabeças. Mas devemos?

Nossa ciência médica avança a cada dia. Conseguimos coisas maravilhosas nos últimos anos e a cada dia novas pesquisas surgem com promessas e ideias para prolongar nossas vidas, ou fazer-nos sofrer cada vez menos. Eu não tenho nenhum pudor com procedimentos extremos, mas isso não significa que não devemos questionar certas coisas. Uma delas é a proposta de um neurocientista que defende pesquisas para transplantes de cabeças. Deveríamos ver isso bem de perto, não?

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Mundo Ético: Peixe kickboxer ataca e devora pombo

Todos nós sabemos que o mundo é lindo e ético. Vemos a beleza da Mãe Natureza dando mostras de como as espécies vivem em perfeita harmonia. Leões sendo amigos de zebras. Girafas se dando bem com hipopótamos e pinguins unidos em… errr, desculpem; eu me distraí e comecei descrevendo o filme Madagascar. A verdade é que a Natureza não é mãe e sim uma madrasta.

O mundo é tão maluco que o que o ser humano faz por aí é fichinha. Destruir o ambiente? Outras espécies fazem isso tão bem ou melhor que os seres humanos. O melhor é que algumas de nossas concepções (idiotas) vão por água abaixo quando nos deparamos com o fator realidade. Por exemplo, peixes, salvo tubarões e piranhas, normalmente só servem para ir para a panela e morrem silenciosamente como vítimas passivas que são. Alguns pombos parecem não concordar muito com isso.

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