Todos nós sabemos que o mundo é lindo e ético. Vemos a beleza da Mãe Natureza dando mostras de como as espécies vivem em perfeita harmonia. Leões sendo amigos de zebras. Girafas se dando bem com hipopótamos e pinguins unidos em… errr, desculpem; eu me distraí e comecei descrevendo o filme Madagascar. A verdade é que a Natureza não é mãe e sim uma madrasta.
O mundo é tão maluco que o que o ser humano faz por aí é fichinha. Destruir o ambiente? Outras espécies fazem isso tão bem ou melhor que os seres humanos. O melhor é que algumas de nossas concepções (idiotas) vão por água abaixo quando nos deparamos com o fator realidade. Por exemplo, peixes, salvo tubarões e piranhas, normalmente só servem para ir para a panela e morrem silenciosamente como vítimas passivas que são. Alguns pombos parecem não concordar muito com isso.
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Natural que os religiosos pensem que o que nos separa da barbárie é a religião. Curiosamente, cristãos acham que apenas o Cristianismo é o repositório da moral e bons costumes, zelando pela ética; já muçulmanos não os veem com bons olhos desde a Idade Média e judeus também ainda se lembram do que Torquemada e Lutero pensavam sobre eles. Ateus são vistos como não tendo ética, e quando falo "ateus" eu me refiro a todo mundo que não professa a fé de quem faz este julgamento. Não foi nem uma nem duas vezes que eu vi cristãos dizendo que muçulmanos eram ateus, e este pensamento pode ser invertido de lado. No máximo, alguns islâmicos proclamam que Jesus é muçulmano
Um documentário a ser exibido hoje na televisão na França trará uma reformulação de um teste ético. Nele, os participantes de um game show foram colocados numa situação tal que deveriam torturar seus rivais no programa, por meio de alavancas que “eletroculariam” os oponentes em cadeiras elétricas falsas. Os “oponentes”, na verdade, eram atores. O resultado? Mais do que previsível: o ser humano é tão ético quanto a minha estante da sala.
Não é de hoje que filósofos, pensadores e pedantes metidos a intelectuais se preocupam com a definição de Ética. Alguns alegam que ela aparece nas sociedades animais, mas é bem certo que esses filósofos nunca presenciaram a Natureza; pois, se o fizessem, veriam que a Natureza não tem nada de ética ou moral, pois tudo isso são conceitos humanos, de humanos para humanos, variando de sociedade para sociedade; mesmo porque, são conceitos particulares. Poderíamos, portanto, empregar conceitos de Ética e Moral para simples máquinas? Bem, é o que cientistas de Portugal e da Indonésia pesquisam, de modo a descrever uma abordagem para a tomada de decisões automáticas, mas com senso de moralidade. É o que a pesquisa, baseada em lógica computacional, descreve na última edição do
Refutar criaBURRIcionista às vezes é divertido, mas tem hora que enche o saco ficar repetindo sempre a mesma coisa, ainda mais que esse pessoal parece que evoluiu de certos ofídios, já que são surdos e não enxergam muito bem, só movimentos (dos braços de pastor, balançando a Bíblia).
Refutar criaBURRIcionista às vezes é divertido, mas tem hora que enche o saco ficar repetindo sempre a mesma coisa, ainda mais que esse pessoal parece que evoluiu de certos ofídios, já que são surdos e não enxergam muito bem, só movimentos (dos braços de pastor, balançando a Bíblia).
Alguns dos experimentos mais famosos em psicologia são aqueles que expõem o esqueleto sob a pele, a aparente covardia ou perversão que existe em praticamente todo ser humano. Essas descobertas obrigatoriamente trazem uma questão. “Eu realmente faria aquilo? Eu poderia trair meus próprios olhos, meu julgamento, até minha humanidade, só para concluir algum experimento?”.
É possível que haja uma moralidade sem religião? É necessário existir um deus ou deuses de modo a que isso se torne indispensável para a moralidade? O fato de que algumas pessoas não são religiosas, as impedem de ser, automaticamente, morais? E se a resposta a estas questões exigirem a crença em uma divindade, qual das religiões é o real fundamento para a moralidade? A grande constatação é que ao olhar-se o quadro mundial dos dias de hoje, é possível afirmar que existem conflitos em número equivalente ao das religiões e pontos de vista religiosos.
Os conceitos da vida e do mundo que chamamos “filosóficos” são produto de dois fatores: um, constituído de fatores religiosos e éticos herdados; o outro, pela espécie de investigação que podemos denominar “científica”, empregando a palavra em seu sentido mais amplo. Os filósofos, individualmente, têm diferido amplamente quanto às proporções em que esses dois fatores entraram em seu sistema, mas é a presença de ambos que, em certo grau, caracteriza a filosofia.