Guerra de Classes: Como lacrador de classe média odeia pobres e ricos

As pessoas escolhem bandeiras. Normalmente, elas dependem da área de conforto, acreditando em qualquer bobagem que lhe colocam no colo, principalmente por um fenômeno muito presente: pensar cansa e muitas vezes dói. Isso aliado à brutal ignorância em Matemática além de um desconhecimento de uma coisa chamada “Realidade” faz com que muitas bobagens sejam repassadas. Uma delas é a que diz que super-ricos pagam menos impostos que os mais pobres. Você concorda com isso?

Se concorda, tenho péssimas notícias para você.

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Um Google Translator atômico como você nunca viu

Comunicação sempre foi uma dor de cabeça, principalmente quando se tinha que lidar com gente de locais afastados, remotos e totalmente isolados. Mais ou menos como carioca tentando entender mineiro falando. Com paulistanos já se desistiu. Muito complicado falar com gente que confunde biscoito com tapa na cara. Agora imagine você ir para o interior de algum lugar esquecido por Hades, por onde Judas andava com e pé no chão, pois já tinha perdido as botas e as meias. É delicioso pro pessoal da Linguística encontrar novos povos com idiomas totalmente díspares do nosso, mas vem a dor de cabeça tentar entende-los. Guerras começaram por muito menos. Seria legal um sistema tradutor um pouquinho mais eficiente que o Google Translator, não é? Continuar lendo “Um Google Translator atômico como você nunca viu”

Carne Vermelha causa diverticulite, segundo “pesquisa”. Mas a realidade…

Ser jornalista é algo complicado. Tem que achar uma matéria suculenta, fazer pesquisa, investigar, entrevistas milhões de pessoas, escavar, catar dados, redigir a matéria, tomar esporro porque não veio com fotos do Homem-Aranha e, por fim, consegue uma matéria bombástica, para depois ser desacreditado, ameaçado, perder o emprego, enveredar pro álcool, perder a família e ser assassinado num quarto de motel barato (aprendi isso com os filmes).

Já ser jornaleiro é muito mais fácil. Pega uma pesquisa com conclusão na base do erro estatístico e vende como o Apocalipse culinário, a morte em vida, a geração zumbi do inferno e todo mundo prestes a morrer de forma horrível porque comeu um bife.

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Ateus atribuem sucesso financeiro a Deus, diz Data Folha (e não o Sensacionalista)

Pois é. Essa notícia não veio do Sensacionalista, veio da Bia Granja Kunze. A pesquisa vinda do reto do jornaleiro estatístico do Data Falha mostra quem por aí atribui ao que a origem do sucesso nas finanças. Muita gente disse que vem de Deus, inclusive 23% dos ateus concordam com isso.

Não, péra. Mas hein?

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Mimetismo de ovelhas ajuda no pastoreio

Mimetismo é a arte e a técnica de simplesmente imitar os outros no mundo natural. Nosso querido bicho-pau. A vantagem de se parecer com um graveto ajuda a se esconder de predadores, que o confunde com o ambiente. Diferente da camuflagem, onde as padronagens de cor faz com que o ser vivo se confunda com o padrão de cores, mas não o formato, do que está ao seu redor.

Existem outros tipos de mimetismo, como o mimetismo comportamental, em que grupos coletivos acabam imitando uns aos outros, e isso foi evidenciado até mesmo em ovelhas.

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The Economist parece não entender nada de Ciência. “Parece”?

Meu RSS é lotado às vezes. Nem sempre tenho tempo de ler tudo. Às vezes, eu leio e me interesso sobre algo que eu possa postar. Salvo o atalho muitas vezes no dropbox, para falar sobre (o que na maioria das vezes não acontece, dado o tempo ou outro assunto melhor). Assim, só hoje que eu vi um artigo do The Economist do dia 19/10, falando sobre como as coisas na Ciência andam mal.

Andam mesmo? Ou teremos mais um caso de jornalista falando de Ciência é a mesma coisa que tartaruga tentando costurar?

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Algoritmo pintoso rastreia desde doenças até terroristas

Qual a semelhança de uma doença e boatos à solta pela Internet? Como se pode localizar a fonte de difusão em uma rede complexa? Devido ao tamanho enorme de muitas redes reais, como a Internet ou o gráfico social humano, é geralmente impraticável observar o estado de todos os nós de uma rede. Uma pesquisa estuda um algoritmo que visa colocar ordem no galinheiro, digo, ordem na disseminação, tanto de doenças, como de boatos à solta.

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O teorema Macaco Infinito QED

Eu sei. Alguns idiotas acham que um mínimo de possibilidade demonstra uma impossibilidade. Aquela besteira da falácia de Hoyle não se sustenta já que aviões não se reproduzem e não possuem base química de autossustentação, isto é, não possuem um sistema químico. Ter um sistema químico não garante que você tenha um ser vivo, mas sem um sistema químico, você com certeza não terá um ser vivo. A besteirada de Hoyle esbarra nos limites de vida do ser humano, ridiculamente inferior ao de uma tartaruga. Eu comentei isso na segunda parte do artigo Evolução x Criacionismo, onde demonstrei que uma ação infinita executada por um número infinito possui uma probabilidade infinita de acontecer.

Um dos teoremas que melhor ilustra isso é o Teorema do Macaco Infinito, que diz que se tivermos um macaco digitando aleatoriamente pode acabar reproduzindo uma obra de Shakespeare. Isso é possível? Sim, é e foi provado… pelo menos, em nível computacional.

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Chineses confiam mais em prostitutas do que em políticos ou em cientistas

Das loucuras nossas de cada dia, sempre nos confrontamos com a idiossincrasia humana, capaz de prover as maiores pérolas de uma sociedade. E isso vale não só no Brasil, com bigodões insanos e ex-presidentes vociferantes, mas na Ásia também. De acordo com uma pesquisa promovida pela revista Insight China magazine, chineses declararam que confiam mais em prostitutas que em políticos; da mesma forma, os chineses não confiam muito mais nos médicos. Continuar lendo “Chineses confiam mais em prostitutas do que em políticos ou em cientistas”