Os próximos pousos na Lua

O futuro começou quando migramos da África para dominar o planeta Terra. Nossa maior ambição é ir em direção a outros mundos. Já estivemos na Lua e estamos mirando em Marte. Mas a Lua está lá, nos convidando a voltarmos e tocarmos a sua face mais uma vez. Para tanto, nossa missão é melhorar nossas tecnologias atuais e irmos em direção ao infinito e além.

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Earthrise, O nascer da Terra

Durante a missão Apolo 8 à Lua, em 24 de dezembro de 1968, os astronautas Frank Borman, Jim Lovell e William Anders tornaram-se os primeiros humanos a orbitar outro mundo. não apenas isso, eles ainda foram os primeiros a se maravilharem por testemunhar e fotografar o surgimento do planeta Terra pelo horizonte lunar. Este momento ficou conhecido como “Earthrise” ou “O Nascer da Terra”, quando nosso planeta, belo, azul, tímido e fantástico, brota pelo horizonte de um novo mundo, mostrando o que aguardava a humanidade dali a um ano.

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Mitos do Espaço 2

Há muitas crendices sobre o que acontece acima da Terra, fora da atmosfera. Os mitos do Espaço falam sobre como achamos que sabemos coisas sobre quanto a NASA efetivamente gastou com o Projeto Apolo, se dá para ver a Muralha da China do Espaço entre outras coisas. Eu já tinha feito um vídeo sobre isso, mas ainda há mitos a serem desmentidos.

Assim, se tem mais mitos, estamos aqui para apontar por que são mitos.

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Saiu orçamento da NASA, e é o maior em dez anos

Quando Pato Donald Trump venceu a corrida presidencial, todo mundo ficou chocado (e é isso o que se ganha por chamar os amiguinhos de “deploráveis, né, Hillary?). começaram várias especulações sobre os severos cortes de Ciência e Tecnologia que ia acontecer dali por diante. Foi um Deus-nos-acuda. O problema é que o que aconteceu dali por diante foi bem diferente do que esperavam, e pelo segundo ano consecutivo, a verba à NASA é a maior da última década. Mas tem uma pequena pegadinha. Antes de tudo, vamos examinar o contexto da situação.

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Histórias de Pescador: Como prometer catar lixo espacial e enganar que vai conseguir

Lixo espacial é um problema. Desde foguetes até uma maleta de ferramentas. O astrofísico Donald J. Kessler propôs a denominada “Síndrome de Kessler”, que basicamente é um conjunto condições caóticas no meio ambiente espacial, inferindo numa tendência de resultar num efeito de colisões e reações em cadeia envolvendo os satélites e outros objetos em órbita ao redor o planeta. Em outras palavras, um objeto perdido como a bolsa de ferramentas voadora da astronauta Heidemarie Stefanyshyn-Piper algum dia pode se chocar com um satélite, cair na Terra ou acertar a Sandra Bullock. Isso não é legal e o George Clooney pode atestar isso. Muitas iniciativas estão em pesquisa para recolher parte dessa lixarada. Alguns estão pensando em nanossatélites agarrando o lixo e tem aqueles que acham que uma rede de arrastão cósmica pode dar conta. Eu só espero que não joguem este lixo no Sol. Isso pode dar dois problemas: O Nuclear e um filme péssimo.

Agora apareceram com uma ideia… como direi… inusitada. Não, péra. Não, não é inusitada. É estupidamente burra, mesmo. Querem arpoar o lixo!

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H.E.S.S. : o buscador cósmico de raios gama sem ser um cara verde

H.E.S.S. é o acrônimo do Sistema Estereoscópico de Alta Energia. Trata-se de um sistema é um sistema de última geração de análise de raios gama cósmicos baseado em Telescópios Atmosféricos Cherenkov. Ele não é verde nem fica irritado, senhor McGee, mas como telescópios de uma maneira geral já precisam de uma atmosfera muito limpa, com o H.E.S.S. não só não é diferente como precisa maior atenção dada a natureza do campo do espectro a ser analisado. Por isso, o H.E.S.S. foi construído na Namíbia.

O H.E.S.S. tem cinco telescópios, quatro com um espelho de pouco menos de 12 m de diâmetro, dispostos a 120 m de distância um do outro em um quadrado e um telescópio maior com um espelho de 28 m, construído no centro do arranjo, com uma das mais modernas tecnologias de telescópios, mas com um site podre.

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As últimas de Ultima Thule

Você já ouviu falar do corpo nomeado (486958) 2014 MU69? Ah, tá. Não, né? Você conhece mais pela forma (486958) 2014 MU69, não é mesmo? Também não? Oh, bem, talvez pelo antigo nome: PT1 e 1110113Y? Tá tudo bem, provavelmente você deve ter ouvido falar pelo apelido Ultima Thule, dado pela equipe da New Horizons. Ok, você não sabe nada, João das Neves. Ele é um objeto transnetuniano, pra lá pras bandas do Cinturão de Kuiper, a região do Sistema Solar que se estende desde a órbita de Netuno – a 30 UA do Sol até 50 UA do Sol (1 UA é a distância média entre a Terra e o Sol, aproximadamente 150 milhões de km). Os corpos lá pra depois de Netuno são, então, chamados corpos Transnetunianos, mas também são chamados de KBO (Kuiper belt object).

Ultima Thule tem um diâmetro com cerca de 32 km por 16 km, e dados da sonda New Horizons trouxeram mais informações sobre este corpo.

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Céus e Terra de um pequeno grande planeta

Olhe pra cima, veja o céu. As brancas nuvens passando pelo tapete azul, o entardecer e a miríade de estrelas pontilhando cada centímetro quadrado da abóbada celeste. Você pode até se cansar logo. As coisas não são muito rápidas, sabe? Nossa escala de percepção de tempo não acompanha fenômenos que parecem demorar por horas com poucas mudanças. Nosso planeta também é bem grande, não permitindo que possamos ver tudo em volta. Chega-se a ficar com inveja do solitário morador do asteroide B-612.

Por sorte, temos Ciência e Tecnologia para prover isso. Continuar lendo “Céus e Terra de um pequeno grande planeta”

Os uivantes ventos num morro de Marte

O InSight segue a grande tradição da NASA em arrumar um acrônimo para depois dar um significado que caiba no acrônimo. InSight significa Interior Exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport (Exploração interior utilizando Investigações Sísmicas, Geodésia e Transporte de Calor). Trata-se de um módulo terrestre projetado para aterris.. amartiçar (sim, eu sei!) na superfície marciana (sim, eu também sei que é pleonasmo. Não enche!). Sua missão é fuçar as entranhas marcianas (me refiro ao planeta e não Dejah Thoris) e os segredos que ela esconde. Enquanto rovers como o Curiosity dão um rolé pela superfície, catando pedras e analisando atmosfera e rochas na superfície, o InSight examina a crosta, manto e núcleo marcianos.

Só que seus sensores captaram mais do que isso.

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Bactérias encontradas na ISS não deveriam estar lá. O que pode dar errado?

Você pode pensar que o ambiente hostil do Espaço não abrigaria formas de vida de qualquer forma. Pros próprios astronautas estarem lá já é um problema. Então, é pouco provável que não haja microorganismos, certo? Bem, se você pensou nisso, você é um idiota, já que quanto mais simples o organismo, maior será a chance dele sobreviver em qualquer lugar. Que o diga extremófilos na beira de um vulcão submarino.

Foram identificadas algumas cepas da bactéria Enterobacter, dando um rolé na Estação Espacial Internacional (ISS). Não é que essa bactéria fará algum mal, mas o problema é que ela não deveria estar ali.

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