O Brasil tem talento pro fracasso em vários setores, mas o educacional é a cereja do bolo de merda. Ano após ano, as métricas educacionais são sempre uma vergonha, e sempre dizem “no próximo ano, no próximo ano…” e o próximo ano nunca que vem. Ou vem, com mais vergonha alheia. Estou falando isso e vocês sabem o motivo: o PISA, aquele exame bianual que se especializou em mostrar o lixo educacional que é o Brasil, um imenso atoleiro de vergonha e ridículo que evidencia o caos que reina nos colégios e em políticas inexistentes voltadas para Educação.
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Nada mais inútil que esses prêmios de “Professor do Ano” ou “Professor Nota Mil” ou bobagens neste sentido. Motivo? Normalmente, quem ganha é alguém tosco que nem se compara com um pobre desgraçado com 70 alunos em sala de aula numa escola pública dentro de favela. Em 2017, uma tia ganhou prêmio por dar aula de língua indígena para 15 criancinhas no interior de Rondônia. Grandes merdas! E os outros premiados não são lá essas coisas também.
MEC é formado por políticos idiotas e indicações imbecis. Há dois meses, os retardados do MEC escolheram uma secretária, que seria a número 2; só que 02 falou a burrada que tudo que é ensinado no colégio vem de Deus, pois Deus criou a História e Geografia. Claro, isso pegou muito mal na época.
E depois que o Museu Nacional virou cinzas, descobrimos que o filme da Educação está queimado também. Motivo? Nada não. Só o fato que nenhum (“nenhum” significa NENHUM!) dos estados conseguiram atingir a meta proposta para o IDEB, mas isso não é surpresa. Só as puras almas cândidas chegaram a aventar que conseguiriam atingir a meta.
Indo direto ao assunto, estimativas MUITO otimistas estão agora dizendo que o Brasil tem 30% de analfabetos funcionais. Tenho certeza que o número é muito maior, mas vá lá. 30% de gente que não é capaz de ler, escrever ou compreender textos completamente ou fazer contas de forma decente. 1% (num país com mais de 200 milhões de habitantes) já é um número avassalador e inaceitável, mas beleza, 3 em cada 10 pessoas é analfabeto funcional, no big deal!
Algumas histórias são incríveis, no sentido de realmente serem difíceis de acreditar. Coisas que escapam qualquer capacidade de encarar como verdadeiras, de tão fantásticas, mas tendo passado décadas em ambiente acadêmico e como professor, eu tenho certeza que esta, pelo menos, é verdadeira. A história de como um homem analfabeto foi sendo aprovado ano após ano, até se formar numa universidade e trabalhar 17 anos como professor.