Malba Tahan é um dos melhores exemplos do que já tivemos em termos de excelência. Vemos como nossa literatura infanto-juvenil era incrível, bem longe dos Pedro Bandeira de hoje ou, benzo-me, Ana Maria Machado. Viajamos por desertos, oásis, odaliscas, sheiks, príncipes, guerreiros, mercadores, vilões, bandidos, sultões, vizires e simples professores. ele mostra a época de ouro de nosso ensino, quando colégios públicos eram referência em qualidade. Era a época que alunos aplicados e professores bem remunerados faziam as suas partes, mas que hoje é mal visto. Aquela era a época que engenheiros davam aula e pedagogos não se metiam no processo de ensinar. Hoje, isso é apenas uma sombra perdida nas brumas do tempo, e o Homem que Calculava é algo digno de ser
Como seria Malba Tahan visto hoje?
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A capacidade das pessoas em insistirem numa fantasia é algo digno de pena. Da mesma forma que enquanto o filho está moribundo a mãe se apega a incenso, mandinga, velas, simpatias, padres, pastores, rabinos, pais-de-santo, videntes, rezadeiras e receitinha da revista Cláudia, achando que o moleque terá seu câncer em estado terminal regredido e que médico não sabe de nada, as pessoas se apegam a ideias de como o Brasil é um país lindo e maravilhoso, uma terra de leite e mel, com os melhores índices educacionais do mundo que, apesar de estar longe de ser perfeito, tem melhorado bastante.
Eu sempre trago cosas incentivando o ensino de Ciências, Computação e Robótica para crianças. Desde o
Eu já postei aqui sobre museus de Ciência, em que
Em qualquer reunião com pedagogos eu tenho desgosto. É uma dor que corrói a alma, e eu não posso me livrar dela. Numa reunião hoje, eu vi soltarem a seguinte pérola "O senhor tem um projeto de ensinar computação aos alunos. Acho que eles são muito novos pra mexer com computador".
Longos a tenebrosos anos foram aqueles em que eu era estudante na Universidade. Era uma época inglória, com uma calculadora Cassio FX-82D (que eu amava de paixão), tabelas, livros, mais livros, cadernos, anotações, diário de laboratório, mais livros, agenda (celular, não porque eles praticamente ainda estavam no futuro, e eu só faltava me comunicar com sinais de fumaça, pois depender de orelhão da Telerj era o Sétimo Círculo do Inferno. Livros, xeroxes e mais xeroxes de livros (sim, eu sei. Shhhhh!), muitas vezes quase parecendo o Corcunda de Notredame. Hoje em dia é mais fácil. Quando comecei a trabalhar, não mudou muito o cenário e quando me tornei professor, piorou severamente.
10 entre 10 químicos amam a Tabela Periódica dos Elementos. Ela nos ajuda diariamente e tudo o que está lá está em nossas vidas, querendo você ou não, a despeito de comerciais que dizem que "determinado produto não tem química" (tolinhos!). Desde que os primeiros químicos resolveram reunir os elementos em uma disposição ordenada, desde as tríades até Moseley, sempre houve a busca da melhor organização possível, apesar de Mendeleyev ter feito um notável trabalho, com a capacidade de prever as propriedades químicas e físicas de elementos que até então não tinham sido descobertos. Mas, e agora? Será que podemos fazer coisa melhor?
Vamos ser sinceros. O ensino de Ciências no Brasil é uma sonora bosta. Nem tanto por culpa de professores, apesar que muitos dos "professores" são pedagogos e pedagogo falando de Ciência consegue ser algo pior que jornalista do G1. Poucos se salvam. Só que chineses gostam de Ciência, e, por isso, mantém um projeto onde astronautas dão aulas para crianças direto do espaço. Aqui no Brasil? Bem, vamos para a notícia da chinesa.
Quando as coisas dão errado (e muito!) em termos de ensino, eu meto o malho, mas quando há iniciativas boas, aliás, excelente, aliás, incrivelmente fantásticas, temos a obrigação de divulgar.
Ne vou repetir aquela piadinha sobre a Bolívia ter Ministério da Marinha. A Secretaria de Educação do estado do Rio de Janeiro é esselenti! Sério, eu sou fanzaço desse pessoal. Eles me fazem muito contente… contente em saber que eu nunca mais terei que dar aula naquela porcaria fétida chamada Ensino Público Estadual Fluminense (sim, tudo relativo ao estado do Rio de Janeiro é fluminense, inclusive vascaínos, flamenguistas, botafoguenses etc.).