Walter Summerford: o homem que virou para-raios humano

Se você acha que tem azar na vida, prepare-se para conhecer Walter Summerford, um sujeito que transformou o ditado “o raio não cai duas vezes no mesmo lugar” numa piada de muito mau gosto do Universo. Este major britânico conseguiu a proeza de ser atingido por raios com mais frequência que político muda de partido, e olhe que estamos falando de um período em que a meteorologia ainda engatinhava e ninguém ficava grudado no celular consultando aplicativos de previsão do tempo. Continuar lendo “Walter Summerford: o homem que virou para-raios humano”

Planeta dos Macacos versão elétrica

Eu não sei se as pessoas costumam fazer elucubrações sobre como será seu último dia, mas creio que na lista de maneiras improváveis de se morrer a opção “ser eletrocutado por um fio rompido por um macaco em cima de um templo lotado durante uma oferenda sagrada às 2h da manhã” não parece ser algo sequer cogitado. Mas, como sempre, a realidade na Índia decidiu ultrapassar todos os roteiros do Shyamalan com um toque de National Geographic e um final trágico. Continuar lendo “Planeta dos Macacos versão elétrica”

Lâmpadas, conspirações, carros e o pior da Indústria

O sinistro grupo se reúne. Eles têm uma meta, uma ideia, um plano. Os homens sentados à mesa são homens poderosos, e a ideia deles é dificultar a vida das pessoas, prejudicá-las, mas eles não se importam; eles visam seus próprios interesses. Eles visam lucrar muito, sugar cada tostão das pessoas, se aproveitar das necessidades alheias. Continuar lendo “Lâmpadas, conspirações, carros e o pior da Indústria”

Sonda Juno capta imagens chocantes de Júpiter

Júpiter é um mundo fascinante. Como todo planeta gasoso, ele é praticamente formado por gases (surpreendente, não?). qualquer um com um mínimo conhecimento de Física sabe que haverá a tendência de aparecer eletricidade estática, mas uma descarga elétrica inesperada, surgida em meio a nuvens com uma mistura amônia-água, chamou a atenção. Um dos motivos é pela composição das nuvens serem de amônia. Mas calma que tem mais: não é apenas um raiozinho, mas uma tempestade elétrica violenta do tipo Thor dizendo pra Iansã “pega leve, tia!”

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Elfos, fadas e câmeras espaciais

O ASIM é escrito assim mesmo. Trata-se do acrônimo do Monitor de Interações Atmosfera-Espaço (Atmosphere-Space Interactions Monitor). Este aparato é uma instalação de observação da Terra da ESA (a Agência Espacial Europeia) para o estudo de tempestades severas e qual o papel que elas têm na atmosfera e no clima de nosso planeta.

Mas quando se fala em “tempestades severas”, estamos se referindo a tempestades de alta altitude, em que esses raios atmosféricos superiores são chamados de “eventos luminosos transitórios”, ocorrendo bem acima das altitudes de raios normais e nuvens de tempestade, com um processo de descarga de elétrons em fuga sendo sugerido como o principal mecanismo.

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Choquinho no dedo ajuda tetraplégicos a pegar coisas cilíndricas

Prometo não falar de idiotas de Filosofia dizendo que próteses são eugenia, dessa vez, ok?

Tetraplégicos possuem muitas limitações de movimentos. Nadinha do pescoço pra baixo. Alguns, claro, não se deixam impedir de seguirem os seus sonhos. Para alguns tetraplégicos, o sonho é ser chefe de quadrilha, para outros, apenas pegar um copo d’água está de bom tamanho. Não vou nem perguntar se a ciência ajudaria. Vocês sabem a resposta.

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Pesquisador resolve curar calvície eletrocutando carecas

Já não é fácil aturar ver os amados fios de cabelo irem embora. Tem sempre um miserável para lhe lembrar que você está ficando careca, e com voz de assombro, como se você fosse estúpido o suficiente para nunca perceber isso. Meu amigo, se você é pouca telha e quer dar u fim ao seu aeroporto de mosquito, um japa tem a solução: eletrocutar a sua cabeça!

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Ideia genial (para não dizer o contrário): eletrólise de solo lunar para produzir oxigênio

Existem boas ideias, ideias medianas, ideias ruins, ideias estúpidas, ideias completamente retardadas e tem a fabulosa ideia de invadir a Rússia, principalmente no Inverno. Com a Aventura Humana mirando outros mundos, como o Projeto Artemis indo em direção à Lua, é preciso que tenhamos logística. Normalmente, a logística esbarra num problema dos mais básicos e mais problemáticos (DSCLP): oxigênio. Eu culpo Darwin, que nos deu a necessidade de termos certas quantidades do gás em nosso sangue para produzir as reações químicas tão importantes que precisamos, enquanto nos mata lentamente.

Onde se poderia arrumar oxigênio na Lua? Levar até lá seria inviável dado o peso, e peso implica em custo com combustível para tirar da Terra. Alguém teve uma incrível ideia: e se tirássemos do solo lunar?

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Reino Unido manda bem e a maior parte da geração de energia tem emissão zero de carbono

Geração de energia é algo muito complicado. Um país industrializado precisa de uma política de geração de energia bem planejada. Como o Brasil não é uma coisa, não pode ter a outra. O Brasil tem momentos que sofre picos de consumo de energia e, por isso, precisa ativar as usinas termelétricas. Sendo majoritariamente uma produção de energia por meio de hidrelétricas, a quantidade de carbono lançado na atmosfera sobe muito quando precisa ligar as esquentadinhas. As usinas nucleares seriam uma melhor pedida, mas os silvícolas deste país ainda têm medinho de isso aqui virar Chernobyl, sendo que nem somos tão incompetentes assim.

Já a Inglaterra e o restante do Reino Unido (não são a mesma coisa) estão no caminho contrário. Sendo sua geração elétrica por meio de combustíveis fósseis, pela primeira vez desde a Revolução Industrial, a geração de energia com emissão zero de carbono ultrapassa a geração por meio de carvão e gás no final de maio.

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Pesquisa estuda como usar seu próprio corpo para gerar eletricidade para dispositivos

Você já participou de aula de Física no colégio, em que o professor te deu um cano de PVC e um punhado de fio de lã para você ficar atritando. Você ficou com vergonha, todo mundo soltou um “esfrega aqui também”, você foi reclamar de bullying e aí mesmo que todo mundo ficou te zuando. Este fenômeno é chamado “triboeletricidade”, o processo pelo qual materiais se eletrizam em consequência de atrito. Daí você pensa: pô, seria maneiro se usasse isso para gerar eletricidade, né? Bem, seria, mas o problema é que é ineficiente para grandes cargas, tipo o seu celular. Mas e se fossem nanodispositivos?

Bem, é isso o que pesquisadores da Universidade Purdue estão pesquisando.

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