Ok, já cansei de provar que o Brasil é o país que odeia ciência. Odiamos qualquer coisa que vem com inovação, ciência, estudo, ensino e descoberta. As imensas isenções e benesses não só fundamentam que vivemos numa teocracia, como o modo como bancadas e ministros organizam suas pautas mediante a religião nos faz ter certeza disso.
Agora, se já não bastava o Feliciano, mais um deputado teve a brilhante ideia de incluir no currículo escolar ensino daquela bobajada chamada “Criacionismo”.
Criando raiva por político retardado eleito por uma população imbecil, esta é a sua SEXTA INSANA!

A Academia Brasileira de Ciências, a ABC (eu sempre sinto vontade de rir) faz 100 anos, daí alguns de seus integrantes, achando-se muito espertões, criticaram o ensino de ciências nas escolas. Apontam o vestibular como grande inimigo do ensino de Ciência, pois o fator decoreba blábláblá.
Não vamos tampar Sol com peneira. Ok, eu sempre estou a ponto de defender professores, mas também tem aqueles que fazem besteiras, ainda mais quando estamos no campo das Humanas. Não que seja um problema por serem de Humanas; o motivo vocês entenderão mais para frente. Vemos, contudo, verdadeiros palanques em que professores acabam externando um pouco demais sua visão do mundo, seja em termos de política, religião e demais temas polêmicos. Surgiu assim um projeto-de-lei em Alagoas visando o conceito de Escola Livre, em que os professores não poderiam externar nenhum viés particular, criando assim a Escola Livre, de forma a manter a neutralidade da escola, impedindo professores de doutrinar e induzir alunos em assuntos políticos, religiosos e ideológicos.
Os Estados Unidos da América não é um país perfeito e, claro, tem muitos defeitos, como muitas vezes se meter em problemas alheios, normalmente piorando a situação. Mas a despeito de suas loucuras, eles ainda mantém um certo espírito de coletividade (e isso pode ser exagerado, às vezes, mas são outra cultura). Eles têm vários projetos, como o
Eu sempre digo, com justa propriedade, que o Brasil odeia ciência, mas a verdade é que eu estou sendo até getil com isso. O Brasil não odeia só ciência e cientistas. Odeia qualquer pessoa com um mínimo de capacidade a mais. No caso de superdotados, então, pior ainda. Na cartilha pollyanística, todos nós somos capazes, todos somos iguais, mesmo os mais lentinhos.
Brasilzão mostrou a que veio mais uma vez. Tiramos o 58º lugar nos índices educacionais, numa relação de 65 países. As notas estão abaixo da média mundial, e isso pode significar um monte de coisas, mas eu prefiro ser sucinto e dizer o ponto básico: somos um país de ignorantes.
Qualquer um que tenha dependido de bolsa vinda do Governo sabe a caca que é. Primeiro, conseguir a famigerada bolsa não é fácil nem é distribuído como bala em dia de Cosme e Damião (pergunte aos seus pais). Agora, um projeto espertão foi aprovado no Senado, ontem (11/11), que obriga os pobres coitados que vivem de mendicância governamental (se você não sabe o porque de “mendicância” procure saber quanto é uma bolsa de doutorado, para ter dedicação exclusiva, ou seja, sem mais nenhum emprego) a trabalharem para escolas públicas.
Há algo muito errado no Ensino aqui no Brasil. Nossas crianças saem do colégio sem aprender nada. Passam anos e mais anos estudando língua português, mas saem escrevendo errado. Passam anos fazendo contas, mas não conseguem conferir o troco. São absurdamente ignorantes em História, Geografia, etc etc. Por quê?
Olha o absurdo do dia! O ministro da Educação Hakuban Shimomura mandou recadinho para as 86 universidades nacionais do Japão para que elas tomem medidas ativas para abolir cursos de Ciências Sociais e Humanidades (o que nós chamamos carinhosamente de Humans of Humanas), organizações semelhantes e convertê-los para o lado Exatas da Força, de forma que possam servir áreas que melhor tem uso na sociedade. Ou seja, Foudault fuqueu-se!