Os Estados Unidos da América não é um país perfeito e, claro, tem muitos defeitos, como muitas vezes se meter em problemas alheios, normalmente piorando a situação. Mas a despeito de suas loucuras, eles ainda mantém um certo espírito de coletividade (e isso pode ser exagerado, às vezes, mas são outra cultura). Eles têm vários projetos, como o Take Our Daughters and Sons to Work Day. Esta iniciativa estimula que pais e responsáveis levem seus filhos e filhas para um dia de trabalho, para que eles entendam como é um dia do adulto, o esforço que ele tem que fazer para sustentar a família, das responsabilidades e até despertar uma fagulha do que pode ser uma carreira a ser seguida.
Outra coisa que eu admiro é que, diferente do Brasil, eles não têm um ódio patológico pela Ciência em 90% de sua sociedade. Por isso, Obama quer que os pais levem seus filhos a um laboratório.
Continuar lendo “Obama quer que você leve seu filho e filha a um laboratório”

O Brasil está sempre no topo dos índices educacionais. Tudo bem que insistem que eu desvire a listagem para a posição correta. Nossa situação já nem á mais alarmante. Alarmante estava quando o índice de analfabetismo estava em 30%. Nem desesperadora é, pois não estamos esperando nada para, enfim, nos desesperarmos. O Brasil continua sendo… o Brasil.
Eu sempre digo, com justa propriedade, que o Brasil odeia ciência, mas a verdade é que eu estou sendo até getil com isso. O Brasil não odeia só ciência e cientistas. Odeia qualquer pessoa com um mínimo de capacidade a mais. No caso de superdotados, então, pior ainda. Na cartilha pollyanística, todos nós somos capazes, todos somos iguais, mesmo os mais lentinhos.
Brasilzão mostrou a que veio mais uma vez. Tiramos o 58º lugar nos índices educacionais, numa relação de 65 países. As notas estão abaixo da média mundial, e isso pode significar um monte de coisas, mas eu prefiro ser sucinto e dizer o ponto básico: somos um país de ignorantes.
Qualquer um que tenha dependido de bolsa vinda do Governo sabe a caca que é. Primeiro, conseguir a famigerada bolsa não é fácil nem é distribuído como bala em dia de Cosme e Damião (pergunte aos seus pais). Agora, um projeto espertão foi aprovado no Senado, ontem (11/11), que obriga os pobres coitados que vivem de mendicância governamental (se você não sabe o porque de “mendicância” procure saber quanto é uma bolsa de doutorado, para ter dedicação exclusiva, ou seja, sem mais nenhum emprego) a trabalharem para escolas públicas.
Há algo muito errado no Ensino aqui no Brasil. Nossas crianças saem do colégio sem aprender nada. Passam anos e mais anos estudando língua português, mas saem escrevendo errado. Passam anos fazendo contas, mas não conseguem conferir o troco. São absurdamente ignorantes em História, Geografia, etc etc. Por quê?
Olha o absurdo do dia! O ministro da Educação Hakuban Shimomura mandou recadinho para as 86 universidades nacionais do Japão para que elas tomem medidas ativas para abolir cursos de Ciências Sociais e Humanidades (o que nós chamamos carinhosamente de Humans of Humanas), organizações semelhantes e convertê-los para o lado Exatas da Força, de forma que possam servir áreas que melhor tem uso na sociedade. Ou seja, Foudault fuqueu-se!
Pelo menos, foi assim que eu interpretei ao ler sobre um daqueles debates de gente de Humanas™. Basicamente, envolvendo uma Pollyana, um observador de favelas (não sou eu quem diz) e o Fernando Gabeira, mundialmente conhecido por sequestrar o Embaixador dos EUA e… bem, foi a única coisa que ele fez de notável, mesmo, mediados por um apresentador de BBB. Adivinhe qual deles leciona? Bem, o observador de favela dá aula na UFF, ou seja, entendem tanto de colégio como eu entendo de neurocirurgia.
Todo professor tem problemas com alunos dorminhocos. Alguns chegam a roncar (sério!). Hoje, por exemplo, um zé ruela estava dormindo. Mandei os outros alunos colocarem os cadernos e livros sobre ele. O lazarento não acordou. Quer dizer, quando acordou tomou um susto. Mas, claro, isso não aconteceu, é uma história fictícia.
Diz o mito que a USP é uma das melhores universidades do país. Tão ótima que