Obrigado, Google. Você está nos emburrecendo

Eu me lembro quando a Internet começou a expandir-se de forma que todos os mortais pudessem ter em casa. Diziam que as pessoas teriam mais informação, aprenderiam mais etc. Ledo engano. Houve foi uma disseminação de gente burra e preguiçosa (ou preguiçoso e burro. Não sei o que veio antes). Por um lado, o Google facilitou as nossas vidas, garimpando as informações e servindo de aliado no nosso dia-a-dia. Pelo outro, ele ajuda a atrofiar o cérebro, onde as pessoas não usam o órgão (o cérebro! O cérebro!) como deveria. Pelo menos, é o que sugere uma pesquisa feita por várias universidades. Estamos ficando burros mesmo, ou isso só ficou mais facilmente constatado?

Continuar lendo “Obrigado, Google. Você está nos emburrecendo”

Faça do seu filho um pequeno cientista. Me agradeça depois

Eu sempre quis ter uma coisa, mas nunca tive quando pequeno: um kit de pequeno cientista. Era uma coisa tão mágica para mim que devia ser a verdade suprema trazida por Moisés (na época que acreditava em Moisés, Noé e outros contos de fada). Não ganhei um kit daqueles, mas ganhei um Falcon. Eu matei muitos exércitos inimigos com meu Falcon, antes que psicopedarretardadas decidirem que isso poderia me transformar num psicopata. Não transformou. Virei um psicopata por outros motivos. Tempo passou e acabei me esquecendo daquilo. A gente entra naquele período em que alcança a Sabedoria Suprema e acha que sabe tudo – período que chamam de "adolescência". Na faculdade eu vi como a Química ensinada no Ensino Médio era a coisa mais ridiculamente inútil, chata, incômoda e totalmente sem o menor sentido. Não tinha percebido que a Química poderia ser muito mais, já que eu não tinha brincado com kits de Química (meus kits eram improvisados com xampus, cremes, detergente, óleo etc, tendo meu cachorro como cobaia. Me divertia um bocado antes de ganhar minha merecida surra).

Mas e hoje? O que temos?

Continuar lendo “Faça do seu filho um pequeno cientista. Me agradeça depois”

ENEM: Como eu amo esta prova!

Entra ano, sai ano e todo ano vem a mesma palhaçada que perdura o ano todo. O ENEM já disse a que veio (para nada). De maluquices pseudoeducacionais vocês devem estar fartos, frente à insânia que é o MEC, o Ministério da Estupidez Cavalar. Entre fraudes e incompetência, resta pouco a se dizer de um sistema falido, ridículo, acéfalo, irresponsável, tosco e absurdamente idiota. E olhem que eu ainda nem comecei a xingar. Qual o futuro nos reserva? Fácil de responder: a inguinorânça jeneralizada. E ai daquele que me corrigir. Eu prosseço vossêis por prekomçeito lingoístiko

Continuar lendo “ENEM: Como eu amo esta prova!”

Falta de louça pra lavar faz evangélicos ficarem orando nos locais do ENEM

Eu creio que vocês devem se lembrar da tosquinha que, no ano passado, perdeu a hora estando EM FRENTE ao portão de entrada da UFPR, ficando impossibilitada de prestar o vestibular. Galdalf encarnou no segurança e este disse YOU SHALL NOT PASS!

Ontem não teve vestibular, mas teve ENEM, onde nossos briosos estudantes foram colocar seus dejetos cerebrais na prova (favor NÃO perderem tempo enviando aquele e-mail fake com as "pérolas do ENEM"). Como nada é tão maluco que um bando de crente tosco não faça ficar mais insano, um bando de desocupados foram orar pelos "feras" se saírem bem na prova. Ahã. Sei.

Continuar lendo “Falta de louça pra lavar faz evangélicos ficarem orando nos locais do ENEM”

“Momento de oração” de Jardim de Infância de Brasília infringe a LDB

Lidar com pais é um saco. Eu sei, eu sou um! Normalmente, eles reclamam de tudo. Reclamam se você dá nota zero pro filho, reclama que você não foi rígido, reclama que você passou muito dever, reclama que você quase não passa deveres e reclama até da reclamação que você reclamaria se ele não reclamasse do que o aluno reclamou do que você estava reclamando em sala. Mas algumas reclamações têm seu lugar e merecem ser levadas a sério. MUITO a sério, como foi o caso dos pais de alunos de um jardim de infância em Brasília, que toda manhã começa uma sessão de desencapetamento oração, onde as crianças são induzidas a agradecerem. A quem? Adivinhem.

Continuar lendo ““Momento de oração” de Jardim de Infância de Brasília infringe a LDB”

15 de outubro… Ah, você já sabe

Em algum momento da história da Humanidade, resolveram que as pessoas tinham que aprender alguma coisa. Não só que sementes dificilmente brotarão se não forem enterradas em terra úmida, como fazer uma pirâmide com o lado maior para cima não era uma boa ideia. As pessoas precisavam daqueles com os quais podiam sempre contar. Construíram locais de aprendizado e, é claro, havia crianças por pertos. Local de aprendizado + Crianças deu origem a uma das profissões mais amadas de todas: o pipoqueiro!

Continuar lendo “15 de outubro… Ah, você já sabe”

Fim da letra cursiva nos colégios: Analfabetos agradecem

Dando uma repassada no insano submundo imundo de Hades chamado Twitter, vi um comentário da @fatimatardelli que mencionava uma reportagem tosca (como é de praxe no meio jornalístico) sobre o fim da obrigatoriedade do uso da letra cursiva nos colégios. Em resumo, isso se deve ao fato (?) de todos os quase 7 bilhões de pessoas usarem computadores, celulares e trecos informáticos em geral. Não que se cogite, ainda, uma idiotice dessas no Brasil, mas com o histórico imbecil que o MEC tem, não duvido nada que alguma psicopedarretardada veja que isso ajudará ao educando a… bem, não sei, mas ela achará que ajudará em algo.

Continuar lendo “Fim da letra cursiva nos colégios: Analfabetos agradecem”

Como a TV pode fazer a diferença no Ensino

Eu não gosto de televisão. Nada contra, eu só não aprecio o que é apresentado em maioria. No máximo, eu curto filmes e documentários. Eu ADORO documentários. Vejo de tudo, nem que seja para falar mal depois, frente ao monte de besteiras que são apresentadas (estou olhando para você, Zeitgeist!) Nunca pensei em computadores como ferramentas para aprendizado, apenas. Eu, particularmente, acho que eles mais atrapalham do que ajudam, e isso é devido à mentalidade de alunos e de alguns professores. Como toda ferramenta, o PC pode ter dois usos, e se você acha que ferramentas não inspiram usos errôneos, pergunte ao macaco que descobriu que usar um osso da perna para baixar a porrada nos seus coleguinhas o que ele acha.

Continuar lendo “Como a TV pode fazer a diferença no Ensino”

Professora americana “vende” alunos como escravos

Tenho uma triste notícia para vocês, amiguinhos: o mundo é uma merda e o cerumano é, foi e sempre será canalha. Escravidão é algo corrente em muitas sociedades ainda hoje. No passado, a bola da vez eram os negros, os quais eram escravizados por outros negros e vendidos aos brancos. Isso chegou até mesmo em acabar em guerra, nos Estados Unidos. Para dar um vislumbre maior sobre o processo de venda de escravos, uma professora de Norfolk, EUA, em uma aula sobre a Guerra de Secessão, usou os próprios alunos como exemplos. Ela separou as crianças brancas, negras e mestiças em grupos, fazendo com que as negras representassem os escravos e fossem "vendidas". Começou o bafafá e as pollyanas quase surtaram, pois isso fere os floquinhos de neve.

Continuar lendo “Professora americana “vende” alunos como escravos”

Segundo parecer, ensino religioso em escolas do Rio de Janeiro fere a laicidade do Estado

Este é o Teorema do Relógio. Diz o Teorema do Relógio que: "Até mesmo um relógio quebrado está certo duas vezes por dia". Vemos muitas sandices psicopedarretardadas diariamente. Também vemos políticos fazendo besteiras, votando sandices e se confundindo na hora de votar o valor do salário mínimo, só para dizer depois que seus passos foram friamente calculados. Em contrapartida, há sempre um tênue alvorecer nas trevas da ignorância e um perfeito exemplo disso foi o parecer dado pelo Conselho Municipal do Rio de Janeiro que disse o ensino religioso não deve ser encarado como área de conhecimento e, segundo minha interpretação, deveria ser enfiado no rabo de quem o defende.

Continuar lendo “Segundo parecer, ensino religioso em escolas do Rio de Janeiro fere a laicidade do Estado”