Ceticismo.net (e outros) estão disponíveis para o seu smartphone

Você deve ser daqueles que: (1) Não usa RSS por pensar que isso é coisa de comer e engorda; (2) Desistiu de usar RSS ao saber que o Google Reader vai pro saco (dica: Use o Feedly, que importa todos os seus feeds.) Mas isso não é empecilho para você estar antenado com o melhor site de ceticismo, pensamento crítico, divulgação científica e crítica textual do Universo: nós aqui, é claro. Se ainda assim você lê outros blogs do mesmo tema, que tal arregimenta-los tudo no seu smartphone Android?

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O paywall de artigos cientficos deveria acabar

Paywall é a arte e a técnica que alguns sites de informação utilizam para tirar dinheiro de você, dando-lhe informação em troca. É o que muitos sites de jornais fazem, como a Folha, o Globo, o The New York times etc. A saber, segundo os moldes destes, você leria um certo número de artigos gratuitamente, mas depois teria que comprar uma assinatura (seja online ou do jornal de papel, mesmo). No caso de artigos científicos, seria certo cobrar pelos artigos científicos? Afinal, a Ciência não é de propriedade da própria Humanidade?

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Ciência deveria estar no currículo de Jornalismo, mas não tenho esta esperança

Eu canso de viver em meio a citações idiotas. Uma das mais correntes é que "vivemos numa era de informação". Mentira, vivemos numa era de alienação, onde a informação em si é deixada em segundo plano em rol do imediatismo. As pessoas não querem se informar, querem fragmentos de notícias, querem saber quem o Flamengo contratou e vibrar quando o mané (que há pouco tempo fazia juras de amor ao outro time) se debulha em lágrimas dizendo que era flamenguista desde pequenininho. As pessoas querem ler sobre isso e o Mercado sempre dá ao público o que ele quer.

Em algum ponto da insânia humana, achou-se que jornalistas estão aqui para dar informação, para contar às pessoas o que está acontecendo no mundo. Teoria e realidade chocam-se mais uma vez e vemos um desfile de idiotices escritas por gente sem o menor conhecimento do que está escrevendo na hora.

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Uma bomba de hidrogênio feita em casa

Ok, confesso: não é uma bomba de hidrogênio, segundo a definição própria de uma Bomba H. Uma bomba de hidrogênio, basicamente, é um dispositivo termonuclear que funde átomos de hidrogênio, produzindo hélio e liberando uma quantidade boçal de energia. A mais poderosa de todas as bombas atômicas recebeu o código RDS-220, mas é mais conhecida como Bomba-Tsar, lançada pela União Soviética em 30 de outubro de 1961, com o poder de seus arrogantes 57 megatons de fúria e destruição.

O vídeo a seguir é inofensivo, ou quase. Ele mostra uma série de explosões que ilustram o grau de inflamabilidade do hidrogênio e o que acontece quando chegamos um ponto de ignição perto do mais idiossincrático de todos os elementos químicos, mas quando você é o elemento que gerou todos os demais elementos do Universo, você pode ter lá as suas manias.
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Os melhores artigos já publicados

Bem-vindos! Aqui é um sistema automatizado. Enquanto vocês estão lendo este artigo, eu estou de férias, de pés pro ar, tomando daiquiri enquanto contemplo o mar do Caribe. Como muitos de vocês chegaram aqui há pouco tempo, não devem ter lido muitos de nossos artigos. Se leram, é legal recordar-los. Não há um critério perfeitinho, eu apenas peguei os que eu me lembrei e mais gostei. Então, sentem-se e divirtam-se:

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Quanto espaço ocupa alguns bilhões em ouro?

Fort Knox é o sonho de qualquer ladrão. Isso porque ele é a reserva de ouro dos Estados Unidos. O que os filmes esquecem de dizer é que nele há unidades de treinamento e comando de recrutamento do exército, bem como o Museu George S. Patton, cujo nome já é suficiente para expulsar qualquer maldito kraut de lá. Em 1937, o Departamento do Tesouro construiu e sediou o seu US Bulling Depository, A Reserva de Ouro dos EUA, o que atiça as mãos pecaminosas de qualquer um que quer ganhar dinheiro fácil (e mais facilmente desencorajado ao saber que há unidades do exército por lá).

Já, na Inglaterra, embaixo do Bank of England, há um lugar que mexe com as más intenções de muita gente e nem Ronald Biggs deve ter deixado de pensar nele. São vários bullions de ouro maciço que lá repousam adormecidos, prontos para serem atacados por algum supervilão.

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Evapore água com nanopartículas, mas cuidado com algumas notícias

Eu gosto do Popular Science (Popsci). Eles praticamente são a Superinteressante versão gringa, onde começaram com bons artigos e degringolaram para a palhaçada pseudocientífica de artigos muito mal escritos, errôneos e totalmente disparatados. De qualquer forma, a Popsci não é composta por cientistas e sim o pessoal que deve encher a boca (sei lá do quê) para dizer que é jornalista com diproma.

A bola da vez foi uma reportagem onde eles disseram que pesquisadores conseguiram produzir vapor d’água com apenas luz do Sol e nanopartículas, sem precisar de ferver a água. Alguém andou faltando às aulas de Ciência do Ensino Fundamental.

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Como divulgar Ciência like a boss

Diz-se que a Ciência é feita de fatos, assim como uma casa é feita de tijolos. Mas assim como um punhado de tijolos não são uma casa, a Ciência não é apenas um punhado de fatos. Entretanto, o mundo tem suas peculiaridades e tais podem ser um chamariz para entender o mundo em volta. Foi o que o Museu de Ciências no Canadá fez para divulgar o seu trabalho.

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Rochas linguarudas desmentem Criacionismo

De todas as criaturas não-evoluídas da face da Terra, Criacionistas da Terra Jovem estão entre as mais baixas, perdendo até mesmo para as Archaeas. Eles simplesmente acham, bem, ninguém dá ideia a eles, nem mesmo outros criacionistas (não que estes últimos ganhem das Archaeas). As explicações mirabolantes para “provar” que o planeta tem 6000 anos fica entre o lamentável e o “tu tá de sacanagem, né?”.

Entre água jorrando do chão até a Lua se afastando, chega a dar pena ver a tristeza de pseudoargumentos, que podem ser refutados sem força com qualquer livro de Ciências de CA a 4ª (ou 1º ao 5º ano). Ainda assim, o pessoal não acredita nas evidências à frente, simplesmente por que não querem acreditar. Um geólogo decidiu escrever um livro com a meta de refutar aquelas sandices criaBURRIcionistas, só que acabou sendo muito mais.

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Bem-Vindos à Ciência

Eu conheço um lugar onde o Sol nunca se põe. É uma montanha que fica na Lua. É tão alta que, mesmo que a Lua gire, a luz do dia nunca se apaga. Eu conheço um lugar em que o Sol nunca brilha: Fica nas profundezas do oceano. Uma fenda na crosta onde substâncias químicas escapam e o calor faz com que a água quase atinja 100 ºC. Isso mataria uma pessoa instantaneamente, mas existem criaturas lá, extremófilos, que conseguem sobreviver. Eles se alimentam de enxofre que vem da fenda, metabolizando e excretando ácido sulfúrico.

Eu conheço um lugar onde a temperatura é de 15 milhões de graus e a pressão lá lhe esmagaria a um ponto microscópico. Este lugar é o núcleo do Sol.

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