Eis-nos aqui. Era para ser um momento de celebrarmos, ainda com tristeza. Mas não há como. Não é uma morte que veio de causas naturais, a não ser que por “natural” você entenda o descaso patente de uma tribo burra, selvagem e ignorante. Um bando de incultos que não têm apreço pela Cultura. Ninguém pareceu se importar no estado até que as chamas irromperam. Séculos de escritos, documentos e pesquisas estão perdidos. Não adianta sequer imaginar a reconstrução física, pois o valor que lá tinha poderia ser alocado numa choupana que ainda assim seria inestimável. Talvez, numa choupana estivessem mais seguros.
Da minha janela eu vi arderem as estruturas, e vi também as chamas consumirem tudo lá. A sabedoria e cultura de vários povos virou cinza e se perdeu na suave brisa da noite, quando o Inferno parecia consumir tudo, tendo o próprio senhor do submundo decidido pela destruição irrestrita, mas eu bem sei que não foi ele. Foram homens. Simples homens mortais que pouco se importam com cultura e conhecimento, numa irresponsabilidade absurda.
Meus joelhos tremem, minhas pernas fraquejam, meus olhos marejam perante a perda incalculável que jamais poderá ser reposta.

Imagine que você, mulher nova, bonita e carinhosa, tenha plena consciência que saúde é uma coisa séria. Daí resolve se tratar mas planos de saúde estão absurdamente caros. Poxa, um exame de Papanicolau na rede pública de saúde seria o ideal, né? Basicamente, o médico passa uma espátula ou uma escovinha onde tudo começa e tudo se resolve, coleta amostras e manda para um laboratório para fazer os testes necessários e verificar a saúde uterina. O que poderia dar errado? Num país de verdade, nada, mas estamos no Brasil, e se você for de Pelotas, RS, melhor ir num particular. Ou não. Saúde pública lá é tão foda, que os casos de câncer no útero caíram para zero. AMEM, JESUS, É UM MILAGRE!
Já fez 20 dias desde que Marielle, a famosa vereadora que ninguém conhecia até seu fatídico dia, foi assassinada junto com seu motorista. Todo mundo rasgou as roupas de consternação, prantou-lhe o seu ocaso, choraram e exigiram Justiça. Artistas internacionais como Viola Davis,
Com os altos índices de febre amarela e o número absurdo de mortes (uma já é algo inaceitável em pleno século XXI!), volta à cena dois tipos de imbecis: anti-vaxxers e gente que acha anti-vaxxers engraçados. Isso vem de uma compreensão errônea dos dois lados, posto que são duas classes de imbecis que sucumbiram à Teoria da Ferradura ao não saber como vacinas funcionam.
Madre Teresa de Calcutá foi uma das figuras mais abomináveis do catolicismo do século XX, pertencendo a uma religião cheia de figuras abomináveis. Sobre ela,
Há um problema sério hoje em dia. É uma coisa séria e as pessoas estão ignorando. O Tio Bem ensinou há muito tempo: grandes poderes trazem grandes responsabilidades, mas as pessoas estão ignorando isso. Acham que não devem ser responsabilizadas por quaisquer burradas que por ventura venham cometer. Afinal, inventaram que não devemos culpar a vítima. Mas em muitos casos, a culpa É, SIM, da vítima.
Tem coisas que são fáceis de entender em essência, como capitalismo e desespero. Isso leva a dois princípios: burrice e esperteza. Primeiramente, as pessoas estão doentes, precisam de tratamento e o colapso que a Saúde Pública vem enfrentando piora mais ainda, com postos de saúde hiperlotados, agendamentos para o ano que vem (sério!), falta de remédios etc. já me disseram que no posto de saúde que fica no Instituto Oswaldo Cruz, com o Farmanguinhos ali do lado, falta remédios simples, como analgésicos. Isso leva pessoas a caírem nas garras de espertões, que seguem a boa receita do capitalismo: supra uma necessidade e você terá lucro. Se o socialismo de distribuir remédios não deu certo, vender curas vai muito bem, obrigado.
O que a História esconde de podre? Criminosos saem impunes, sem que a Justiça saiba? Às vezes, sim, mas sempre pode-se descobrir crimes que ocorreram há muito tempo, mesmo que os criminosos tenham escapado ao longo braço da Lei.
Eu vivo dizendo que o Brasil está na Era Pré-Científica. Nós não voltamos à Idade Média. A bem da verdade, nunca saímos dela. Antes, Andreas Vessalivs tinha que pegar corpos escondido para estudar anatomia, porque o tosco do Galeno teve que usar cadáveres de animais, pois estudar o corpo humano era proibido, tabu, sujeito a pena de morte. Daí, Galeno escreveu um monte de bobagens que duraram séculos, como os humanos terem fêmures curvos, mandíbulas divididas em duas etc.