A Era da Opinião e do Convencimento

Chegou a Internet. Você pode ler de tudo, aprender sobre tudo, estudar sobre tudo. Mas o que fazem? Opinar sem estudar, ou mesmo ler poucas linhas a respeito de um assunto e já querem sair dando palpites, querendo que você a convença, quando você nem sabe quem é a criatura.

Querem debater, se meter num assunto, mesmo crianças ou adolescentes se acham no direito de opinar assuntos de qualquer natureza. Todos têm direito à opinião, mas para externa-la e começar um debate é preciso conhecimento de causa, e ainda insistem que VOCÊ lhes deve satisfação e TÊM que perder tempo de convencê-las, o que não vai, já que eles estarão com a opinião sólida e só querem encher o saco.

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Ceticismo toma café e fala de Ciência e dele mesmo

O Felipe do Café e Ciência resolveu entrevistar um velho blogueiro das antigas, daqueles que têm muita história pra contar e causos maneiríssimos. Daí ele o convidou, mas o miserável mandou o Lima; daí acabou me entrevistando mesmo.

Foi um papo legal e o assunto foi… bem, eu. Espero que gostem, apesar da péssima imagem e som.

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Thay, a inteligência preconceituosa graças ao melhor da Humanidade

Você já deve ter visto a quantidade de matérias e notícias sobre o caso envolvendo a Tay, um chatbot com algoritmos de aprendizado de máquina que era projetada para aprender e aumentar seu vocabulário conforme vai se comunicando. É uma ideia linda, ainda mais porque o chefe DVDM tinha ido pegar um café. Quando voltou era tarde demais pro Departamento do Vai Dar Merda fazer alguma coisa. Tay estava apresentando discurso de ódio, preconceituoso e até sendo favorável ao Trump.

Microsoft demorou pra agir, mas acabou tirando o chatbot do ar, com várias pessoas indignadas e outras criticando o futuro da Inteligência Artificial, um bando de manés que não sabem nem fazer uma planilha no Excel. Já eu vi algo fascinante (e não foi com a Thay).

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Usando o Twitter para entender as pessoas. Ou tentar, ao menos

O Twitter é algo interessante. Criado para ser um microblog em que você postaria coisas da sua vida em, no máximo, 140 caracteres, virou um sistema de compartilhamento de notícias e bate-papo. Mais o segundo do que o primeiro. De acordo com a empresa do passarinho, são 316 milhões de usuários ativos, porque, como sabemos, só em informática e tráfico de drogas que se tem usuários. São 500 milhões de tweets diários, isso desde anúncios da Presidência da República até gente fazendo o favor de informar o que acontece quando peida.

É um fluxo de informação (e desinformação) imenso. Será que daria para fazer algo legal com isso? Bem, pesquisadores analisaram cerca de 20 milhões de tweets, de forma que possam (tentar) entender um pouco mais sobre as pessoas em situações daquilo que chamam de “mundo real”.

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Pragmática: usando a linguagem no mundo real

Amiguinhos e amiguinhas!

Seguindo a nossa introdução aos estudos linguísticos, hoje vou falar de algo MUITO importante, mas que muito pouca gente leva a sério… O uso da língua.

Conhecer uma língua não é só conhecer as palavras (léxico), como pronunciá-las (fonética/fonologia), como combiná-las em frases (sintaxe). Você também precisa conhecer o uso da língua, no dia-a-dia. Essa é a parte mais difícil de se adquirir ou aprender uma língua (há diferenças, um dia eu explico).

Conhecer o uso de uma língua significa: saber usar as coisas no contexto certo, saber identificar contextos, saber usar expressões idiomáticas, gírias, arcaísmos, memes, tecnicismos… Ou seja, coisas que a gente não aprende nem na escola nem no dicionário nem na gramática, mas no dia-a-dia mesmo da interação social.

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Manual Básico do Debate

O debate é uma das maiores conquistas dos seres humanos. Nós aprendemos a dialogar, aprendemos a expor ideias e compartilhá-las. É dessa troca, dessa interação que descobrimos muitas coisas. O problema é que isso é lindo no papel (ou numa postagem de blog), mas as pessoas tendem a ser tirânicas com relação à opinião alheia.

Volta e meia me perguntam como abordar um tema num debate, como atacar o oponente, como expor suas ideias. Eu normalmente não respondo este tipo de pedido, porque, filhos, quem entra na chuva é para se queimar (MATHEUS, V.). Se você não tem condições, pense duas vezes. Mas isso não impede de eu dar dicas básicas. Não será um compêndio total e profundo de coo debater pela Internet, mas ajudará bastante.

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Tem dúvidas sobre pseudociências? Aprenda djá!

Nós aqui temos um amor inenarrável por pseudocientistas. Sem eles, nosso site, mostrando o quanto esta gente é idiota, não existiria. Sendo assim, eu fui convocado, pois minha presença incrível, envolvente, culta, articulada e magnífica foi necessária ao pessoal do SciCast, o melhor podcast de ciência que existe (afina, eu participo!). Juntamente com o Silmar, Estrela, Ronaldo, Cardoso e um tal de Gilmar, que tem um sitezinho que tá começando agora e parece promissor, conversamos sobre o que significa ceticismo e o que identifica uma pseudociência.

Nesta edição, nós falamos sobre as pseudociências e toda maluquice que envolve a Homeopatia, Astrologia, Toque Terapêutico etc., e como elas “funcionam” (ou deveriam funcionar) e explicamos porque estas bagaças NÃO funcionam. Acompanhem:

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1º Hangout Cético – Comentários

Bem, se você acompanhou durante a manhã, viu a mim e o Gilmar do E-Farsas num bate-papo sobre ceticismo. Foi uma excelente experiência, ainda mais que eu sabia (mas não tinha certeza da extensão) do quanto eu falo demais. Não, sério! Eu não sou prolixo, eu simplesmente falo pra cacete!

Como experiência foi ótimo e gostaria de compartilhar algumas coisas.

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