Equipe restaura computador do projeto Apolo

Em 1976, em um armazém no Texas, um camarada chamado Jimmie Loocke comprou duas toneladas de equipamentos descartados da NASA. Anos depois, ele percebeu que incluía um computador de um módulo lunar do projeto Apollo, idêntico ao que foi usado para guiar o módulo de pouso até a superfície Lunar durante na missão Apollo 11.

Cinquenta anos depois especialistas em restauração de computadores no Vale do Silício estão tentando fazer este computador voltar a funcionar.

Continuar lendo “Equipe restaura computador do projeto Apolo”

Modelagem computacional para saber como detonar com câncer

Todo mundo sabe que câncer não é legal. A não ser se você for um dos desclassificados que usaram a doença para promover sua fosfoetanolamina, que cura tudo, menos doença alguma. Como já falei antes, o grande problema do câncer é que não existe “O” câncer, mas quase 200 doenças diferentes, uns mais agressivos que os outros. O câncer faz muitas vítimas, mas 80% dos casos é curável se descobertos a tempo; e a chave do problema é essa: descobrir a tempo.

Bola levantada, pesquisadores correm para criar sistemas e modelos computacionais para modelar a progressão e a destruição do tumor pelo sistema imunológico. Isso é importante na hora de examinar como anda suas linhas de defesa, adaptando táticas e medicamentos para mandar o caranguejo do mal pro ralo.

Continuar lendo “Modelagem computacional para saber como detonar com câncer”

Renderização mostra como era tatatatataravô das cobras

Era uma vez uma cobra com 4 patas que conseguia ficar ereta. Não apenas isso, ela falava e mandou umas ideias de jerico pra uma dona burra feito uma porta, casada com um zé ruela mais burro que ela. Aí veio o chefe da milícia e expulsou todo mundo do condomínio construído de forma irregular.

Assim diz a mitologia Tropa de Elite 3, o Inimigo é Javé. No mundo das pessoas normais, cobras evoluíram de um ancestral que até pouco tempo não se tinha certeza de como era o formato. Só que uma equipe de pesquisadores conseguiu reconstruir como o ancestral das peçonhentas marvadas possa ter parecido.

Continuar lendo “Renderização mostra como era tatatatataravô das cobras”

Pesquisa procura diferenciar expressões de dor e orgasmo

Todo dia eu vejo pesquisas que são candidatas ao IgNobel. Algumas mais outras menos. Gosto de ler sobre todas elas por saber que são pesquisas reais e até mesmo importantes, mas ainda assim são inusitadas. Imagine que alguns pesquisadores resolveram estudar a feição das pessoas durante um orgasmo; mas não é apenas isso. Traçaram um paralelo com as feições de quando sentem dores, e compararam diversas etnias para saber como cada uma responde.

Na versão TL;DR, ocidentais arregalam os olhos e abrem a boca, enquanto que orientais terminam com um sorrisinho maroto. Mas você não vai ficar só no resumo TL;DR, né?

Continuar lendo “Pesquisa procura diferenciar expressões de dor e orgasmo”

Pesquisa estuda como medicamentos opioides agem para não dependermos mais de medicamentos opioides

Ninguém quer sentir dor. Nem eu, nem você, nem o House. Tem horas que a dor é tanta que só apelando para opióides, analgésicos pancadões da mesma família que o ópio, com o mesmo inconveniente também. E ficar viciadão em analgésico opiáceo não é tão incomum assim. Seria legal se pudéssemos ter um analgésico boladão sem deixar você chapado e muito menos viciado na bagaça, né? Bem, pesquisadores do Reino Unido e do Japão identificaram como o sistema natural de analgésicos do cérebro poderia ser usado como uma possível alternativa aos opióides.

Péra, como assim “sistema natural de analgésicos do cérebro”?

Continuar lendo “Pesquisa estuda como medicamentos opioides agem para não dependermos mais de medicamentos opioides”

Máquinas podem ter consciência? A resposta não irá agradar a vocês

Eu estava vendo o último vídeo do Café e Ciência. O Café e Ciência é um canal de divulgação científica no YouTube, cujo mantenedor é tipo um misto de Raul Seixas e Neil deGrasse Tyson, sem as músicas chatas do primeiro e o paunocuzismo do segundo. No referido vídeo intitulado “Poderia as Máquinas obterem Consciência?” o Felipe discute… bem, ele não discute se as máquinas poderiam ter consciência. Ele comenta o que uma pesquisa em periódico classifica como sendo os diferentes níveis de consciência.

Mas máquinas podem ter consciência?

Versão curta: não se tem versão curta. Por quê? Porque a pergunta está errada. Vamos ao vídeo?

Continuar lendo “Máquinas podem ter consciência? A resposta não irá agradar a vocês”

Um Google Translator atômico como você nunca viu

Comunicação sempre foi uma dor de cabeça, principalmente quando se tinha que lidar com gente de locais afastados, remotos e totalmente isolados. Mais ou menos como carioca tentando entender mineiro falando. Com paulistanos já se desistiu. Muito complicado falar com gente que confunde biscoito com tapa na cara. Agora imagine você ir para o interior de algum lugar esquecido por Hades, por onde Judas andava com e pé no chão, pois já tinha perdido as botas e as meias. É delicioso pro pessoal da Linguística encontrar novos povos com idiomas totalmente díspares do nosso, mas vem a dor de cabeça tentar entende-los. Guerras começaram por muito menos. Seria legal um sistema tradutor um pouquinho mais eficiente que o Google Translator, não é? Continuar lendo “Um Google Translator atômico como você nunca viu”

Não adianta mentir. Computadores já interpretam gestos

Eu me lembro de um antigo livro chamado O Corpo Fala: A linguagem silenciosa da comunicação não-verbal, de Pierre Weil. Neste livro ele aborda situações e como reagimos instintivamente, de forma que pudesse ser interpretado como mensagens. Sacam o seriado Lie To Me? Pois, é. Daí fica o pensamento. E se nós montássemos um banco de dados com situações e gestos, analisando o significado e montando uma espécie de tradutor de linguagem corporal?

Pesquisadores tiveram esta mesma ideia, e desenvolveram um sistema em que um computador fosse capaz de compreender poses, gestos e movimentos do corpo de várias pessoas por meio de um vídeo em tempo real.

Continuar lendo “Não adianta mentir. Computadores já interpretam gestos”

Modelos computacionais ajudam a diminuir caos causado por semáforos

Às 9 horas e trinta minutos desta quinta-feira (1º de fevereiro), São Paulo teve um hiper-ultra-megablaster engarrafamento entre as avenidas Faria Lima e Juscelino Kubitschek, por causa de uma falha no semáforo que zuou com todo o trânsito de uma cidade com o trânsito mais que zoado.

Um simples semáforo não é para tanto, né? Sim, é. Por isso que eles obedecem a critérios bem definidos de mudança de estado (aberto/fechado), com rigor matemático (bem, aqui no Brasil deveria). Isso já é estudado por modelos matemáticos há mais de 60 anos e, à medida que as cidades crescem, mais necessário é que haja estudos aprofundados sobre isso.

Continuar lendo “Modelos computacionais ajudam a diminuir caos causado por semáforos”

Disney faz de novo: Algoritmo renderiza arcada dentária mediante fotos e vídeos de celular

Disney não faz só filmes, desenhos e animações. Eles prometem algo diferente (e entregam): Disney produz magia. Mas não é só isso! Para se fazer magia, é preciso de muita tecnologia na hora de modelar seus personagens, seja para algo mais da linha como Moana, como algo mais real na base de Mogli. Sendo assim, renderizar o corpo humano de forma a ter o maior realismo possível consome zilhões em termos de equipamentos e pessoal, além de pesquisa hardcore em termos de matemática e computação.

Agora, Disney, que segundo uma lenda estúpida que inventei agora tem uma caveira de camundongo consagrada aos Ainür, trabalha com digitalização, modelagem e renderização de… dentes.

Continuar lendo “Disney faz de novo: Algoritmo renderiza arcada dentária mediante fotos e vídeos de celular”