A história do almoço de nossos amigos mais chegados

Eu já postei algumas vezes sobre pets e como tem sido a sua relação com seres humanos desde que aparecemos por aqui¹ ² ³. Não apenas isso, ainda há um outro fator: como os antigos alimentavam seus amigos e companheiros? Bem, gatos saem por aí causando um estrago em aves, ratos e qualquer coisa por aí que ande, nade ou voe. Mas e os cães? De início, você pode falar “come a comida de casa, ué”, mas nem sempre foi assim. O uso de rações caninas não é uma novidade, pois há séculos as pessoas se preocupam com o que seus companheiros irão almoçar.

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O Pão: o alicerce dourado da Civilização Egípcia

Nas margens férteis do Nilo, onde a história da humanidade ganhou alguns de seus capítulos mais fascinantes, um alimento simples, mas poderoso, reinava supremo: o pão. Na Antiguidade, o pão não era apenas um item na mesa de refeições; era o coração pulsante de cada civilização, o combustível de impérios e o fio que costurava o tecido social das culturas mais duradouras da história; entre elas, o Egito. Continuar lendo “O Pão: o alicerce dourado da Civilização Egípcia”

A origem milenar da pipoca

Já pararam para pensar o longo caminhar da luta pela vida, principalmente no tocante a comida? Pensem só que a mandioca é tóxica se não for cuidadosamente processada por meio de várias etapas. Pensem quantas experiências foram feitas até chegarem na receita da maniçoba. Iogurte é basicamente leite velho. O sabugueiro, feijão vermelho e castanha de caju podem te dar momentos muito tristes

E quem descobriu que milho esquentado de certa maneira vira pipoca? Continuar lendo “A origem milenar da pipoca”

O Troar das Trombetas de Tutancâmon

O Grande Rei repousa. Por mais de 3 mil anos em seu sono, o rei repousa esperando o pós-vida, quando reviverá e poderá fazer uso dos seus pertences. Comida, ouro, cama, joias, carruagem, mais joias, cadeiras, ouro pra cacete, miniaturas de servos e soldados que irão lhe proteger (também chamados “shabtis”), muitas pedras preciosas, trombetas, jói… trombetas?

Sim, trombetas. Continuar lendo “O Troar das Trombetas de Tutancâmon”

As Tábuas de Kultepe: quando a Anatólia se tornou o berço do comércio

A história está cheia de personagens interessantes e outros um pouco, como direi, não muito chegados à honestidade, como é o caso de Ea-Nasir, o pior comerciante do mundo. Mas o comércio é a mola mestra das civilizações, existindo desde que o mundo é mundo, para horror do seu amigo que compra camisa na Che Store e odeia o capitalismo.

E nas profundezas da Anatólia, uma descoberta nos dá um vislumbre da história do comércio. Em Kültepe, uma antiga cidade situada a 18 km do centro de Kayseri, na Turquia moderna, arqueólogos fizeram uma revelação impressionante: uma tábua cuneiforme de 4.000 anos que detalha a fundação da primeira empresa conhecida na região. Continuar lendo “As Tábuas de Kultepe: quando a Anatólia se tornou o berço do comércio”

Vikings eram bons de boca

Eu sei a sua ideia da Idade Média: todo mundo sujo, imundo, sem tomar banho e que não cuidava da higiene bucal. Isso pode ser muito verdade em alguns lugares hoje em dia, mas antigamente as pessoas cuidavam de si, e quando não se cuidavam bem porque não tinham condições financeiras, o que não é muito diferente de hoje em dia. Só que muitas sociedades davam valor à saúde e higiene, e dá até pra se surpreender, mas os ferozes e sanguinários vikings davam um trato no look, principalmente na saúde bucal. Continuar lendo “Vikings eram bons de boca”

Como o clima impactou as civilizações tibetanas

Nos anais da história, a interseção entre mudanças climáticas e desenvolvimento de civilizações oferece uma perspectiva fascinante. Do outro lado do globo, no Planalto Tibetano, um estudo recente revela vínculos surpreendentes entre o clima medieval e as dinâmicas do antigo império tibetano. As descobertas destacam como os padrões climáticos influenciaram não apenas a geografia, mas também o curso da história. Continuar lendo “Como o clima impactou as civilizações tibetanas”

Quem construiu Machu Picchu e de onde eles vieram?

machu Picchu é uma das maravilhas da Era Moderna. Construída pelos incas pelos idos do século XV, quando os Espanhóis e Portugueses mal tinham começado as Grandes Navegações. Os incas (não-venuzianos) construíram a magnífica machu Picchu com uma técnica chamada “Ashlar”, em que as pedras eram cortadas sob medida, de forma a se encaixarem perfeitamente, sem precisar de cimento, argamassa ou coisa que o valha.

O problema nessa construção se reside mais em termos de recursos humanos. Quem construiu machu Picchu? Quando falo “quem”, não estou me referindo à civilização, mas pessoas comuns. Quem eram eles? Continuar lendo “Quem construiu Machu Picchu e de onde eles vieram?”

Descoberto o mais antigo jogo dos Maias

Jogos têm sido jogados por milhares de anos em culturas em todo o mundo. Jogar e se distrair é tão velho quanto os próprios seres humanos. O mais velho jogo de tabuleiro que se tem notícia é o O Jogo Real de Ur, com mais de 4.600 anos de idadade, sendo jogado na Mesopotâmia. O jogo de tabuleiro de xadrez Senet, jogado no Egito por volta de 3100 A.E.C., o jogo Mancala é jogado desde 1400 A.E.C. em reinos africanos, o xadrez tem origem na Índia há mais de 1.500 anos e o jogo estratégico Go começou na China há 2.500 anos.

Toda civilização tem seus jogos e formas de diversão e distração. A civilização maia não seria diferente! Continuar lendo “Descoberto o mais antigo jogo dos Maias”

Quando a comida torna-se mortal: a história de Locusta da Gália

O silencioso farfalhar do vestido não traduz o que acontecerá dali a instantes. O som do couro da sandália contra o piso de mosaico não ecoa, pois não era alto o suficiente. A desenvoltura com que anda pelos corredores, salas, aposentos, solaria e todo o restante do palácio não reflete o perigo iminente trazido por mãos pecaminosas que seguram a ameaça sob a forma de um cálice, um cálice ornamentado e belo. Um cálice que trazia nada mais do que um produto orgânico, natural, de origem vegetal… e totalmente letal. Passo após passo, volitando na calada da noite, no silêncio sepulcral da escuridão, sendo vigiada por olhos que nada fazem, bocas fechadas na discrição juramentada de não intervir, o fim encontrará a sua última linha escrita na vida de alguém. Em instantes, o conteúdo da taça será sorvido e nada mais aquele que saboreará o letal doce/amargo sabor da morte verá em sua vida que já estará finda.

E esta foi mais uma vítima de Locusta da Gália. Continuar lendo “Quando a comida torna-se mortal: a história de Locusta da Gália”