Células-tronco é a chave da felicidade futura em termos de ciência médica. Com elas pode-se abrir margens para novas técnicas, com amplos usos. Mas a Natureza tem suas artimanhas, e ela, que de mãe não tem nada, fará de tudo para te ferrar.
Brincadeira. A Natureza está pouco se lixando para você, seu macaco pelado. O problema mesmo é que não importa a ideia que você tenha. Estará sempre sujeito às leis da Química, e aí entra ele, o maior vilão da Química, mas qual mulher de malandro, não podemos viver sem ele: o oxigênio.
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Você deve achar o ser-humano um pulha por ser um predador sádico, que caça suas presas de forma louca e descontrolada. Pensando assim, no mínimo, você nunca saiu de casa e só vê Disney Channel. Predadores e presas existem desde que o mundo é mundo e a primeira molécula começou a competir por recursos.
Células-tronco vieram para ficar. Uma nova promessa para os desesperançados. Novos tratamentos de vários tipos, muitos dos quais já tratamos aqui. Uma das pesquisas mais recentes é na hora de reconstruir ossos, em que células-tronco são muito bem-vindas (bem, de qualquer forma, elas SEMPRE são bem-vindas!)
Lá pelas tantas, você já sabe o que são células-tronco, como vivem, como se alimentam e se voam para o sul no inverno, bem que tenha visto no Globo Repórter. O potencial de se transformarem em qualquer célula faz delas uma arma para o combate de vários tipos de doenças.
Você é daqueles sacripantas desclassificados que acham que a bunda alheia é um território só seu? Você é daqueles que, ao ser pego em flagrante, solta aquela velha desculpinha esfarrapada “Não fui eu, foi a minha mão boba”? SEUS PROBLEMAS ACABARAM!
Transplantes são muito legais, mas as pessoas insistem em precisar de órgãos compatíveis, o que nem sempre acontece. Os número de cirurgias tendem a crescer e, com isso, acaba uma escassez de órgãos. Seria tão legal se pudéssemos dar um jeito, né? A USP até poderia ajudar, mas suas verbas foram para produzir fosfoetanolamina e a UFRJ não está muito longe da penúria.
As atuais pesquisas para próteses cada vez mais realistas e de fácil uso estão de vento em popa. Fora essas de alta tecnologia, temos as próteses feitas com impressoras 3D, mais baratas, apesar de não serem tão "perfeitas" quanto as que vem com chips, implantes, eletrodos etc.. Transplantes de de braços e pernas já é uma realidade, mas e que tal se pudessem "cultivar" um braço para você chamar de seu? É o que promete uma pesquisa que visa "fabricar" membros (esse, não… Ainda) em laboratório. Ainda estamos um pouco longe de humanos, mas já se conseguiu uma pata de um ratinho.
Toda criança é sádica, ou pelo menos as normais. Eu fiz, você fez e seu amiguinho de infância também cortou rabo de lagartixa pra saber se ela crescia de volta, ficava cotó ou virava o Godzilla. Claro, a geração leite-com-pêra e ovomaltine, criados numa redoma com merthiolate que não arde, são capazes de surtarem se virem uma lagartixa. Nossas amiguinhas geconídea tem muitos poderes, como subir pelas paredes (junto com as mulheres quando essas as olham). O que pouca gente sabe é que lagartixas têm capacidade de camuflagem, mudando sua cor para se misturar com o ambiente (não confundir com mimetização, que é quando o animal ou planta imita outro corpo, como é o caso do bicho-pau, que tem a forma de um gravetinho).
A mulher no leito do hospital está em seus últimos momentos. Ela chega ao fim, totalmente anônima. É apenas mais uma mulher negra e ninguém dá bola para mais uma mulher negra enferma, pois estamos falando dos Estados Unidos na década de 1950. Mas aquela mulher será especial e todos os cientistas a conhecerão. Ela ajudará a milhões de pesquisas no mundo todo, terá participação ativa na descoberta de remédios, vacinas e até mesmo no programa espacial. Aquela mulher que dentro de poucos minutos encontrará os braços da morte será a responsável por muitos abraçarem a vida, pois suas células viveram por décadas e mais décadas, pois Henrietta Lacks não é nem foi um personagem de quadrinhos, mas suas células são imortais.
Hoje, é impossível fechar os olhos para a maravilha que é a pesquisa com células-tronco. Tão fantástica que religiosos fanáticos querem impedi-la, pois isso ofuscaria o deus inútil deles, que por sinal odeia aleijados; odeia até gente gripada. A cada dia, vemos cientistas operando milagres, mas não daqueles de aparecer uma imagem numa batata e sim de trazer a cura para muitas doenças. Um grupo de pesquisadores agora fez algo um "pouquinho" melhor. De células-tronco, eles fizeram um fígado inteirinho.