Ser jornalista é algo complicado. Tem que achar uma matéria suculenta, fazer pesquisa, investigar, entrevistas milhões de pessoas, escavar, catar dados, redigir a matéria, tomar esporro porque não veio com fotos do Homem-Aranha e, por fim, consegue uma matéria bombástica, para depois ser desacreditado, ameaçado, perder o emprego, enveredar pro álcool, perder a família e ser assassinado num quarto de motel barato (aprendi isso com os filmes).
Já ser jornaleiro é muito mais fácil. Pega uma pesquisa com conclusão na base do erro estatístico e vende como o Apocalipse culinário, a morte em vida, a geração zumbi do inferno e todo mundo prestes a morrer de forma horrível porque comeu um bife.
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Câncer é uma bosta. Suas células ficam loucas, se reproduzem desordenadamente e com mais defeitos que a minha sogra coloca em mim (ou quase), aliado ao fato de começar a sacanear o seu sistema imunológico. As pesquisas da fosfoetanolamina visa justamente sinalizar quimicamente pro seu querido sistema imune que ali tem coisa errada e assim, seus fiéis combatentes possam ir ali detonar geral. O problema é que essa é a ideia, mas parou aí por falta de comprovação se dá certo ou não. Mas é certo que fosfoetanolamina não cura câncer, pois não existe “O” câncer como eu estou cansado de falar.
Câncer de próstata é uma bosta, como todos os cânceres que acometem pessoas que foram desenhadas por um projetista inteligente, mas tão inteligente que fez a uretra passar por esta droga de órgão. E se você é homem, toma vergonha e consulte um urologista. O recomendado é exame, SIM AQUELE EXAME, aos 50 anos; ou aos 45 se tiver casos na família (majoritariamente pai e irmão). Se não tiver, um exame PSA é o suficiente para se ter uma ideia. Lembre-se: pare de frescura que o médico não vai contar para ninguém. Ele não conta nem sobre o seu péssimo gosto para cueca e o estado dela.
O bom de sermos um projeto divinamente planejado é a inexistência de doenças, principalmente as que são causadas por algum surto celular, em que células acabam se dividindo de maneira totalmente zoadas. Infelizmente, o mundo real não funciona assim. Essas mutações existem, câncer existe e se bobear você ainda contrai furúnculo na bunda.
Desde que surgiu os primeiros processos de autorreplicação, sempre houve a chance de algo dar muito errado… ou muito certo. Nos casos em que a mutação não virava uma sinuca evolutiva, impedindo o ser vivo de continuar vivo, 99% das vezes deu certo e aquela proteína esquisita virou a Zooey Deschanel. O problema é aquele 1% safadão que nos deu cânceres 
Agora, sim! Estamos avançando nas pesquisas sobre os poderes curandeirísticos da fosfoetanolamina. Pessoal defensor da fosfoetanolengodo queria que se usassem recursos federais para se fazer pesquisa daquela palhaçada feita em laboratório clandestino. Dessa forma, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) publicou o resultado de novos estudos feitos pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará para estudar o efeito inibidor dobre dois tipos de tumores em roedores.
O câncer realmente é uma doença devastadora. Tão devastadora que mexe com todos. Nada se compara com câncer no imaginário popular, e é por causa disso que aparecem tantos boatos, tantas loucuras, tantas insânias ao redor da possível cura da doença, que na verdade nem é uma doença, mas um grupo de quase 200 delas.
Há o brocardo que ainda há juízes em Berlim. Bem, em Berlim, eu não ei. Pelo menos, o Supremo Tribunal Federal mostrou, ainda que por votação quase empatada, ao menos eles têm um mínimo de bom senso, ao mandar aquela lei vagabunda que liberava a venda e distribuição de fosfoetanolamina, sem sequer passar pelo mínimo de testes científicos e muito menos liberação junto à ANVISA.