Toda vez o açúcar volta à baila. No artigo Sódio é o novo açúcar, eu contei a história de como o açúcar foi divulgado como um maníaco psicopata, envenenando qualquer coisa à sua frente, uma espécie de Lucrécia Bórgia em nível molecular. Depois, ele foi tido como extremamente benéfico, mas agora virou o principal responsável de um mal que afeta não só adultos, mas crianças também: a obesidade,
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O mundo passa por modas. Escolhem um bode expiatório da vez para direcionarem todas as armas, a fim de justificar os males que afligem a saúde. Nesta longa estrada da vida, o pessoal vem correndo sem parar, arrumando vilões e mais vilões. O de agora é o tão malévolo, pérfido, ignominioso, ruim feito carne de cobra e totalmente pernicioso sódio, o metal alcalino malvadão.
Costumamos pensar que muito antigamente (e eu falo "mais antigamente" do que o tempo das fitas K7, calças boca de sino e discos de 78 rotações), o homem era bem mais tosco quanto os de hoje. Era uma época linda, sem luz elétrica, água encanada, saneamento básico, acesso a medicamentos, escolas etc. Praticamente como é muitas partes do Brasil hoje. Entretanto, estudos indicam que o pessoal dessa época não tinha tantos problemas bucais como fazemos crer, como defende pesquisadores australianos.
O problema da produção de alimentos está na área disponível. Nem todo lugar é como o Brasil, com extensas áreas de terra cultivável, além da qualidade do solo. O fato do Brasil ter um ministério da agricultura tosco, onde importa-se feijão preto da China
E não apenas por causa da sua cerveja, mas pão, vinho e outros tipos de produtos derivados de fermentação, em especial os que foram obtidos pelo famoso Saccharomyces cerevisiae. O S. cerevisiae é o fungo amigo que nos acompanha há milênios, Os egípcios já faziam cerveja e o pão já era conhecido dede antes. Mas sem as vespas, o fungo amigo da vizinhança talvez não estivesse mais aqui, ou na quantidade suficiente para ajudar a moldar nossa tecnologia alimentícia.
O problema com o mundo é… nenhum. Nenhunzinho sequer; ou, segundo as sábias palavras do profeta George Carlin, o planeta vai muito bem, obrigado. As pessoas é que estão ferradas. Caminhando pro próximo bilhão de habitantes, arrumar comida para esse pessoal todo é um desafio. E não é só isso! Temos o problema de transporte, já que o artista pode ir até onde o público está, mas comida não tem essa autonomia.
Como toda pessoa que estuda algo da linha do 8º ano do Fundamental (ou 7ª série) sabe, seres humanos não se desenvolveram para comer apenas vegetais. Da mesma maneira, não evoluímos para a carnivoria estrita. Seres humanos são onívoros e precisam dos nutrientes obtidos em todos os tipos de alimentos, a despeito do que venham lhe dizer os panfletinhos verdes entregues por pessoas anêmicas.
O exército não planejou o ataque, mas seus soldados são disciplinados, bem treinados, organizados e decididos. Eles viram que os Estados Unidos da América ofereciam um amplo território e recursos praticamente infinitos, além de escravos prontos a lhes servir. O exército percebeu que ali reina um imenso repositório do que para este exército é a ambrosia: alimentos altamente calóricos, deliciosamente riquíssimos em carboidratos e plenamente disponíveis em qualquer quarteirão. Se para você um Big Mac é o Caminho, a Verdade e a Vida, para as formigas é um verdadeiro manjar dos deuses, e as formigas-de-fogo – Solenopsis invicta – lutarão até o último inseto pelo seu prêmio.
Eu me lembro (mais ou menos) de quando o mundo estava na casa dos 5 bilhões e tanto. Depois, chegamos aos 6 bilhões e, agora, estamos no raiar do dia em que o sétimo bilionésimo ser humano nascerá. O mundo está apertado, mal podemos andar na rua, nos sentimos sufocados com tanta gente, praticamente tem um bando de visitantes inesperados querendo morar no meu apartamento. O mundo tem capacidade de segurar este número todo? O que temos, afinal?
Antes que vocês pensem besteira, o artigo não tem nada a ver com artigos de sex-shop. Pesquisadores brasileiros desenvolveram películas comestíveis que prometem conservar melhor alimentos frescos, protegendo-os da ação de microrganismos por mais tempo. Produzidas em forma de filmes, essas embalagens comestíveis são uma espécie de plástico natural que retarda a perda de água dos alimentos e as trocas gasosas entre o alimento em questão e o ambiente, dobrando o tempo de vida do produto.