Como bactérias de insetos atazanam a vida de fazendeiros

Estamos acostumados a pensar nos seres vivos de uma forma geral como animais e plantas. Quando muito, pensamos em vírus, bactérias e fungos, mas de uma maneira isolada, como se fôssemos entidades biológicas únicas, mas não é isso que acontece. Cada um de nós, seres vivos, é um verdadeiro viveiro abrigando toda sorte de "coisa".

Agora, pesquisadores vão descobrindo que não basta ser inseto para estragar o dia de um agricultor. Os besouros que atacam o milho, por exemplo, eles não são apenas insetos feios e fedorentos, daqueles que o próprio PETA não se importa de mandar pra vala. Só que não é apenas o inseto do mal que traz aborrecimento. O problema mesmo está nas suas entranhas, sob a forma de bactérias.

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Agricultura ajudou a fazer cães serem cães

Todos sabemos (ou deveriam saber) que cães e lobos são membros da mesma espécie; a saber, Canis lupus. O seu lindo e valente yorkshire é praticamente uma máquina assassina. Ele devoraria você inteirinho, mas como não é grande o suficiente, se contenta em destruir os seus chinelos. Há milênios, lobos perceberam que ficar perto de seres humanos dava caldo… e carne, galinha e qualquer resto de comida. Surgiu uma amizade aí, onde enquanto os canídeos serviam de guarda para dar alarme, os hominídeos ofereciam abrigo, comida e água. Com o tempo,. os lobos foram domesticados e a Seleção Natural fez o resto.

Agora, pesquisas indicam que um dos pontos cruciais para a domesticação dos lobos, que se tornariam os tataravós do seu poderoso chiuaua foi a passagem da fase de caçadores-coletores para fazendeiros, com o surgimento da agricultura.

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Dentes dos antigos eram melhores que o seu

Costumamos pensar que muito antigamente (e eu falo "mais antigamente" do que o tempo das fitas K7, calças boca de sino e discos de 78 rotações), o homem era bem mais tosco quanto os de hoje. Era uma época linda, sem luz elétrica, água encanada, saneamento básico, acesso a medicamentos, escolas etc. Praticamente como é muitas partes do Brasil hoje. Entretanto, estudos indicam que o pessoal dessa época não tinha tantos problemas bucais como fazemos crer, como defende pesquisadores australianos.

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Fazendas verticais em Singapura mostram caminho para melhoria da sustentabilidade

O problema da produção de alimentos está na área disponível. Nem todo lugar é como o Brasil, com extensas áreas de terra cultivável, além da qualidade do solo. O fato do Brasil ter um ministério da agricultura tosco, onde importa-se feijão preto da China[1] [2], demonstra o imenso desperdício das terras de a cá. Singapura não teve essa sorte de ter terras aráveis em abundância e nem o azar de ter nossos sistema de governo. Decididos a diminuir a compra de produtos cultiváveis, Singapura investiu em tecnologia de produção de alimentos e os resultados parecem promissores.

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Profetas à solta no Ceará. Tragam o guarda-chuva

Ok, está decidido: as porcaria do mundo não tem salvação. Anos de estudo e pesquisa são jogados no lixo quando fazem um evento anual trazendo “profetas da chuva”. Função deles? A rigor, nenhuma, mas juram de pés juntinhos e mãos postas que conseguem prever quando vai chover em determinada região. O pior é que ainda jogam meteorologistas de verdade no meio e acham que isso é enriquecimento cultural. Qual é o problema do Brasil, hein?

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Métodos agrícolas das primeiras civilizações podem ter alterado o clima global

Não é de hoje que seres humanos queimam florestas para poderem usar a terra, seja como pasto ou como área de cultivo, isso já acontecia há milhares de anos, e isso pode ter influenciado no clima do planeta, por ter aumentado a concentração de dióxido de carbono (CO2). Pesquisadores da Universidade da Virgínia e da Universidade de Maryland, EUA, afirmam que as 6 bilhões de pessoas de hoje usam cerca de 90% a menos de terra por pessoa para produção de alimento do que era usado por populações menores no início do desenvolvimento das civilizações. Essas primeiras sociedades provavelmente se basearam num processo de corte-queima para limpar grandes extensões de terras, afim de produzirem alimentos em níveis relativamente pequenos. O estudo foi publicado na Quaternary Science Reviews. Continuar lendo “Métodos agrícolas das primeiras civilizações podem ter alterado o clima global”

Computação agrícola

Até meados de 2010 a Cooperativa de Cafeicultores de Guaxupé (Cooxupé), que tem cerca de 11 mil associados, principalmente nos estados de São Paulo e Minas Gerais, testará novas ferramentas computacionais que estão sendo desenvolvidas por uma pesquisa conjunta entre as áreas de computação e ciências agrárias no âmbito do Instituto Virtual de Pesquisas FAPESP-Microsoft Research.

Coordenado pela professora Claudia Maria Bauzer Medeiros, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o projeto “eFarms, uma estrada de mão dupla de pequenas propriedades rurais para o mundo em rede” foi um dos selecionados na primeira chamada do convênio, em 2007. Continuar lendo “Computação agrícola”