Por definição, a epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos; em que, durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Em termos mais leigos, seu cérebro buga, as correntes elétricas e neuroquímicas começam a agir de forma mais esquisita do que quando a sua esposa viu o nome da Suellen no seu celular (sim, vai ter neurocientista querendo me pegar de porrada por esta comparação).
Vários fatores são causadores de epilesias (sim, tem mais de uma) e, agora, foi descoberto que ela também está associada a diferenças de espessura e volume na matéria cinzenta de várias regiões do cérebro.
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Com os altos índices de febre amarela e o número absurdo de mortes (uma já é algo inaceitável em pleno século XXI!), volta à cena dois tipos de imbecis: anti-vaxxers e gente que acha anti-vaxxers engraçados. Isso vem de uma compreensão errônea dos dois lados, posto que são duas classes de imbecis que sucumbiram à Teoria da Ferradura ao não saber como vacinas funcionam.
Todo mundo gosta de dinossauros. Se seu filho não gosta de dinossauros, leve-o agora mesmo num psicólogo, pois ele tem sérios problemas. Se você não gosta de dinossauros, é caso perdido. Atire-se do primeiro prédio ou doe seu corpo para uma usina termelétrica. Estes monstros colossais eram fantásticos e quanto mais sabemos sobre eles, mais fascinam. Hoje, temos vários museus exibindo fósseis com milhões de anos (ou 6 mil, se você for fundamentalista) que contam um pouco da história da vida na Terra. O problema é que montar um bichão grandão dá muito trabalho e requer muitos especialistas. Agora imaginem na hora de transferir um esqueletão grande de um lugar pro outro. Bem, foi o que o pessoal do Natural History Museum fez.
E saiu o que todos estávamos esperando: os resultados do ENEM. Aquela maravilha que mostra a quantas andam a nossa Educação de forma mascarada (mas ainda caótica), pois na real mesmo vem o PISA e mostra que é bem pior do que estávamos pensando. Ainda assim, vale sempre dar uma olhadinha nas insânias do ENEM. 
O problema do mundo é a simplificação de coisas realmente sérias e a “serificação” de brincadeiras. Piadas são vistas como uma ofensa pessoal a pessoas que não foram o foco da piada, mas acham que quem foi TEM que ficar ofendido, mesmo dizendo que não está. Diametralmente a isso, está o pessoal que banaliza doenças mentais, por exemplo. Um exemplo disso foi uma postagem imbecil de uma pessoa que entende tanto de depressão quanto um jabuti entende de pesquisa aeroespacial e resume tudo a um meme que encontrou na Internet.
Tecnologia é algo fantástico, mas não devemos endeusá-la, ainda mais quando algumas peculiaridades técnicas estão envolvidas, como por exemplo, como o corpo humano funciona. As pessoas acham que sabem mais que médicos e que um app de celular resolve tudo. Daí acaba com a surpresinha que 37 mulheres da Suécia tiveram, quando engravidaram e puseram a culpa num app chamado Natural Cycles, que é certificado na Europa e isso diz muito pouco.
Diz o ditado que os otimistas veem o copo pela metade e dizem que está meio cheio. Já os pessimistas dizendo que está meio vazio. Químicos vão pegar uma proveta para medir com maior precisão, filósofos ficam questionando as vicissitudes do copo d’água e os lacradores dirão que com tanta criancinha sedenta, fica-se discutindo um copo. Mas tem mais um grupo: os retardados luditas que pegam o pior dos pensamentos, pois eles precisam patologicamente se sobressair. É o caso de um retardado que problematizou pesquisas fazendo cegos enxergarem.
Afinal de contas, Nelson Mandela morreu na prisão? Algumas pessoas acham que sim. Outras têm absoluta certeza. Mas, não. Ele saiu da prisão para se tornar presidente da República Sul Africana, falecendo em 5 de dezembro de 2013. Por que as pessoas acham que ele morreu? Isso é um fenômeno chamado Falsa Memória, e é um problema quando você precisa entrevistar testemunhas.
O dependente químico chega no Hospital. Ele precisa da substância. Ele está em crise e é questão de tempo; médicos e enfermeiras precisam agir rápido. Primeiro, avaliam se basta dar um pouco da droga da qual o paciente depende, seguido de hidratação. Mas o paciente parece estar em estado mais grave: metabolismo anaeróbio, aumento de cetoácicos, queda de pH, alteração de eletrólitos como sódio e potássio… é preciso agir mais rápido ainda! Correção das alterações dos eletrólitos, reestabelecimento do pH, verificar se tem alguma infecção associada… isso tudo entre outros procedimentos, para, no fim, administrar mais um tanto da substância química da qual aquele paciente diabético tanto necessita: insulina.