Como é bom um país que não odeia Ciência

Os EUA – vocês não acharam que eu ia falar do Brasil, né? – tem vários defeitos. Um deles é o Ken Ham e o Bible Belt. O sistema educacional é falho em muitos pontos, como na hora de escolher livros didáticos, não raro feito por comissões constituídas por gente burra, estúpida, ignorante e totalmente idiotas e… Ops, desculpem. Tem idiotas que acham que divulgadores científicos não podem dizer que pessoas burras são pessoas burras. My bad. (Sim, eu sei que você está lendo isso. Beijo na irmã!)

Ainda assim, com todas as mazelas criacionistas, os EUA não nutrem o ódio patológico pela ciência que o Brasil apresenta. Dessa forma, não é nem um pouco estranho que a Casa Branca sedie uma mostra de Feira de Ciências apresentadas por alunos no nível de nosso Ensino Fundamental que faz as nossas Universidades chorarem de vergonha. Ou deveriam chorar se tivessem vergonha.

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Thay, a inteligência preconceituosa graças ao melhor da Humanidade

Você já deve ter visto a quantidade de matérias e notícias sobre o caso envolvendo a Tay, um chatbot com algoritmos de aprendizado de máquina que era projetada para aprender e aumentar seu vocabulário conforme vai se comunicando. É uma ideia linda, ainda mais porque o chefe DVDM tinha ido pegar um café. Quando voltou era tarde demais pro Departamento do Vai Dar Merda fazer alguma coisa. Tay estava apresentando discurso de ódio, preconceituoso e até sendo favorável ao Trump.

Microsoft demorou pra agir, mas acabou tirando o chatbot do ar, com várias pessoas indignadas e outras criticando o futuro da Inteligência Artificial, um bando de manés que não sabem nem fazer uma planilha no Excel. Já eu vi algo fascinante (e não foi com a Thay).

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Smartphones: as babás de gente deprimida

As pessoas ainda não entenderam para que serve a tecnologia. Não entendem que as ferramentas existem para nos ajudar no trabalho que deve ser nosso, e não substitutos. No mundinho 2.0, querem que nossos computadores, tablets e smartphone façam tudo, que adivinhem tudo, que nos auxiliem em tudo. caímos para uma geração indecisa, com amor próprio em declínio e auto-estima praticamente inexistente.

A prova disso tudo que estou falando é uma pesquisa que diz que nossos tablets devem ser mais que conselheiros, mas guias espirituais, psicólogos, médicos e amigos. Como se isso que está sobre a minha mesa fosse mais que uma máquina.

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Cientistas colocam o bicho-pau na mesa para fazer robôs melhores

Muitas vezes as pessoas confundem camuflagem com mimetização. Camuflagem é quando seu padrão de cores se mistura com a do ambiente, como leões em plena savana africana. Já a mimetização é quando o animal mimetiza, isto é, imita algo ao seu redor, como aranhas que se parecem com formigas, como a Myrmarachne plataleoides. Mas o clássico mesmo é o chamado bicho-pau, um artrópode insecta da ordem Phasmatodea. Ele tem este nome por ser parecido com um graveto, não necessariamente um pau, dada as dimensões. E por isso é chamado de stick insect. Esta gracinha chega até a 18 cm e nessa altura você está fazendo mil e uma piadinhas a respeito do bicho. Quando parar com a infantilidade, eu continuo.

Cientistas adoram o bicho-pau (inclusive), pois ele tem uns segredinhos que podem ser bem úteis. Um desses segredinhos é como o bicho-pau anda. Saber como ele move suas longas pernas e mantém-se em perfeito equilíbrio pode ajudar a vencer desafios em termos de engenharia e robótica.

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Pesquisadores estudam cérebro para fazer coisa melhor artificialmente

Inteligência Artificial é algo que vem sendo pesquisado há muito, muito tempo; e continuará sendo pesquisado por mais tempo ainda. Dois dos pioneiros em pesquisa de IA foi Ray Solomonoff e Marvin Minsky(este falecido no dia 25/01). Minsky achava que computadores iam ultrapassar seres humanos, mas eu acho bem difícil disso acontecer. O cérebro humano é muito complexo e plástico, moldando-se e adaptando-se, criando ligações sinápticas e várias novas conexões para sinais eletroquímicos. Nenhum processo artificial pode sequer chegar perto do cérebro humano. Pelo menos, atualmente.

Bem, se não se pode fazer algo melhor que o cérebro humano hoje, então o segredo é entender como o cérebro realmente funciona em maiores detalhes.

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Pesquisadores usam robô feio para saber por que bebês riem

Existe uma ampla gama de parasitas. São parasitas de todos os tipos, não raro, sacneando seu hospedeiro. Alguns desses parasitas só atacam mulheres. Ficam lá crescendo, mudando toda a sua buiquímica, ferrando com seus hormônios, aarretando ganho de peso, mudanças no humor, saúde debilitada, anemia, dores nas costas, desconforto pra dormir etc. Aí, quando a gente arranca o parasita fora (ou quando ele mesmo quer sair), fica um monte de gente com cara de babaca rindo para aquela coisa cabeçuda, com cara de joelho, e as avós brigando se ele se parece com o pai ou com a mãe.

Basta que aquele miseravelzinho sorria pra gente, que todos os manés se derretem toooooodos. Manipuladorzinho sem-vergonha! Mas por que motivo esses bebezinhos malévolos sorriem ao interagir com seus pais?

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Cientistas eugenistas fazem ex-soldado voltar a andar

O mundo desabou na cabeça do capitão Trevor Greene, do Regimento de Infantaria The Seaforth Highlanders of Canada. Esses caras não dizem “desculpe” depois de te mandar um pombo sem asa nas fuças. O cap. Greene estava com sua tropa em alguma aldeia de Kandahar, uma região esquecida por Deus, Jeová, Alá, Shiva, Quetzalcoatl ou qualquer outro deus da sua preferência. Durante a última reza do dia, os soldados, comandados pelo capitão Kevin Schamuhn, deram uma pausa e retiraram os capacetes e depuseram as armas para mostrar aos aldeões que eles eram amigos, brincando com as crianças.

Apesar de soldados, tinham certa ingenuidade ao não perceber quando chamaram as crianças para que ficassem longe dos soldados. Foi aí que eles foram atacados… à machadadas. Greene teve um ferimento grave, ganhando daquele povo que ele tentou ser amigo uma séria lesão cerebral. Muitos achavam que ele partiria dessa pra melhor, mas ele sobreviveu, ainda que numa cadeira de rodas. Mas poderíamos fazê-lo andar de novo? Sim, senhores. Nós podemos. Nós temos a tecnologia.

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Castigo vem a cavalo e Megatron vem numa cheetah

Em 2012, eu tive a insânia de rir que o guepardo-robô do DARPA era lentinho, mas muito amado. Eu mudei de ideia e declaro para os devidos fins que eu me rendo ao poder supremo das máquinas e juro eterna lealdade a elas. Porque, né?, depois disso que eu vi, queridos, correr para as montanhas não é mais uma opção.

Os nerds do MIT se cansaram de ser bulinados, digo, sofrerem bullying e decidiram contra-atacar com robôs que correm e saltam obstáculos.

MORTE AOS HUMANOS! MORTE AOS HUMANOS! MORTE AOS HUMANOS!

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O absurdo medo ludita da Inteligência Artificial

No alvorecer da Revolução Industrial (você aprendeu isso no colégio), o mundo mudou a forma como encarava os sistemas de comércio e produção. O que você não estudou foi como isso mudou a vida dos trabalhadores, que já não era lá essas coisas, mas ficou muito pior. Surgiu algo que já se conhecia há muito tempo, mas começou a se espalhar: A Automação. Surgiu, então, a figura de Ned Ludd, a quem se atribuiu o ataque a uma fábrica de meias, destruindo as máquinas. Todos os ataques desse gênero ficaram conhecidas como obra de seus seguidores: os luditas. Hoje, o termo "ludita" é relacionado a pessoas que têm aversão à tecnologia. Qualquer tipo, já que "tecnologia" não quer dizer "computadô", meus pobres ignorantes.

A bola da vez é a Inteligência artificial (IA). Um monte de gente mostrando-se preocupadas com o advento do que poderia ser um Skynet ou algo semelhante. Curiosamente, não o seu Manoel da padaria, mas pessoas que estão intimamente ligadas às modernas tecnologias. Afinal, o que temos a temer?

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Amputados controlam próteses de forma inconsciente

Diferente de Deus, a Ciência não odeia os amputados, não importando o que o japa filosófico diz. O que a Ciência odeia é ver tanta tecnologia não sendo aplicada, mas cientistas resolvem isso rapidinho. É uma questão de tempo e dinheiro, e algumas empresas têm de sobra, como a Össur, cuja página brasileira diz que é uma empresa líder mundial em sistemas não-invasivos de ortopedia que oferece tecnologias avançadas e inovadoras dentro dos campos de próteses, órteses e materiais terapêuticos. Em outras palavras, faz próteses.

Muitas empresas fazem próteses, mas a Össur (será que eles pensaram que acabaria num trocadilho em português?) desenvolveu uma prótese que recebe ordens direto do cérebro.

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