365 dias se passaram neste ano. Ano bom, para falar a verdade. Não sou daqueles que vivem se lamentando, vivem reclamando, vivem dizendo que o ano foi ruim, que o ano foi péssimo, que esperam que o ano seguinte seja melhor. Eu não tenho estes problemas, pois acho que reclamar – mesmo que tivesse algo errado – é perda de tempo.
Mas é véspera de Natal, e eu sempre adorei Natal. Sempre gostei dessa época, como qualquer um que me acompanha há mais de um ano sabe muito bem.

A famosa frase de Yuri Gagarin, dizendo que a Terra é azul (que, na verdade, ele nunca disse. A frase certa é algo como “Através da janela, eu vejo a Terra. O chão é claramente identificável. Eu vejo rios e as dobras do terreno. Tudo é tão claro…”) mostrou como o mundo era maior, mas mais simples, do que o Homem imaginava. Mas a mais icônica foto é aquela que mostra o “nascer da Terra” em plena superfície lunar. Mas, como foi isso?
O homem de cabelos brancos sobe a montanha. Chegando no topo, ele olha em volta e se maravilha. Mas, mais do que isso, ele maravilha a todos os que o observam naquele instante. O ar frio lhe enche os pulmões, ele olha de volta ao milhões que o seguem e começa a descrever tudo aquilo.
Olá, pessoal! Aqui vamos para maiores informações da sonda espacial que o Brasil, O BRASIL!!!!, está prestes a lançar. Daremos informações com exclusividade, entenderemos os detalhes, as minúcias e conversaremos com técnicos ligados diretamente ao projeto.
O Senhor dos Céus contempla o infinito e além. Ainda que não seja tão poderoso quando o mais poderoso dos Deus, Saturno está tranquilo em seu leito etéreo, nas vastidões do Sistema Solar. Em volta dele, seus fiéis vassalos aguardam seu comando e o mais poderoso desses vassalos é o maior satélite de Saturno, mas ainda inferior a Ganimedes, o maior satélite do Sistema Solar, vassalo de Júpiter.
Eu não canso de pedir "Sociologia, sua vez!", "Filosofia, sua vez!" cada vez que eu posto algum advento tecnológico que venha minimizar problemas de saúde. Claro, se eu for fazer isso para cada nova descoberta, pesquisa ou estudos inciais da CIência, seria cansativo A realidade é que filosofi e sociologia só existe para termos gentinha chata que vai dar aula de sociologia e filosofia, alegando que estas duas porcarias servem para algo.
A hora que eu mais gosto do dia é a manhã. Acordar e olhar pela janela e ver o mundo abrindo-se para mais um momento. Diferente das pessoas que acham que aquilo lá fora precisa ter sido criada por alguma entidade mágica, eu me contento com a magia metafórica da maravilha que a Natureza pode nos trazer. É uma beleza enganadora, já que ainda temos desastres, vulcões, terremotos u tempestades. Mas um simples raiar do sol nos da esperança, nos inspira.
Já me perguntaram por que eu não me dediquei à Ciência, se gosto tanto dela. A resposta é simples e emocionante: não sou uma pessoa pura, boa e paciente. Eu vi de perto como funciona o meio acadêmico no Brasil e concluí que era preferível trabalhar em loja de presentes no meio da 25 de março em pleno Natal. Quando se trabalha num lugar como o Museu Nacional e vê o pessoal quase saindo na porrada por causa de um litro de álcool, você vê que há algo de errado (na verdade, quem estava brigando eram os estagiários, pois os senhores, professores, doutores do cacete a quatro não iam trabalhar. Só apareciam no fim do mês para assinar o ponto).
No planeta Aurora, Jander Panell é assassinado. Para investigar o caso, o detetive Elijah Baley precisa entender todo os fatos e o principal é: Quem iria querer matar um robô? Aí começa a trama do livro Robôs do Amanhecer, de Isaac Asimov, no qual discute-se, mais uma vez, o papel dos robôs em meio aos humanos. Mas, acima de tudo, o problema é "por que não matar um robô?" Qual a diferença entre puxar a tomada de um robozinho (ou robozão) e desligar os equipamentos de suporte de vida de um paciente terminal?
Há um texto clássico do Widson Porto Reis, dono do finado blog Dragão da Garagem em que ele questiona como era endêmica a presença da Pseudociência nas universidades. A princípio, particulares, mas isso é um show à parte e eu sei como é que funciona lá, já que fui professor de uma (não me orgulho disso, por isso que ralei peito). E como estão nas universidades públicas? Sim, porque o bando de manés adora encher a boca para falar que estuda(ou) numa federal. Isso significa algo? Como anda a ciência no Brasil?