Bonobos usam ferramentas agrícolas e armas

Eu já contei a história de Kanzi, o bonobo gente boa. Além de fazer fogo, ele constrói e usa ferramentas. Mas Kanzi não é uma exceção entre seus pares. Bonobos são muito espertos. Você viu algum bonobo escrever textao no Facebook ou espalhar bobagens no Whatsapp? Pois é, bonobos são melhores que você!

Agora, uma nova pesquisa acompanhou uma outra colônia de bonobos fazendo uso sofisticado de antigas ferramentas pré-agrícolas de um modo semelhante ao que até agora tem sido considerada a prerrogativa de nossos tatatatataravós. Até armas eles fizeram. O que poderia dar errado?

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Sabe seu café? Pode estar cheio de cloro

Café parece uma tara nacional. Em minha opinião, chega até mesmo nas raias da dependência química (o que não deixa de ser verdade, já que cafeína também é um alcaloide). Muitas pessoas não se dão conta da dependência, mesmo quando falam que sem café não são ninguém, estão com dor de cabeça entre outros sintomas de crise de abstinência.

Outra coisa que as pessoas não sabem é que café e chá são ingeridos com outra coisinha: compostos clorados. e não adianta culpar as empresas que vendem o cafézinho de todo o dia.

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O Paradoxo de Fermi (em vídeo)

O Paradoxo de Fermi nos faz questionar como um universo tão enorme não nos deu evidências de outras civilizações tecnologicamente avançadas. Onde elas estão? Por que não vieram aqui? Será que os OVNIs provam que ETs existem? Por que não estamos rodeados de alienígenas?

Bem, este vídeo acompanha o antigo artigo que eu postei aqui. Ele não fala apenas sobre quais os tipos de vida, e sim: por que diabs não temos extraterrestres perambulando por aqui. Onde eles estão?

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O Maravilhoso Mundo da Química

Existe um mundo que as pessoas vivem mas não se dão conta. Um mundo envolto de maravilhas, um mundo fantástico, onde as coisas nunca ficam paradas, mas estão em eterna mudança. Um mundo mágico, verdadeiramente incrível. Esse mundo que as pessoas dizem odiar, mas tão importante, é a base de tudo o que conhecemos, de tudo o que fazemos, de tudo oque criamos.

Este é um episódio do SciCast que conta com a minha participação e grande elenco. Um episódio que fala do mais incrível mundo que poderia existir. Ele fala sobre o Maravilhoso Mundo da Química.

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Fosfoetanolamina saiu na Nature. Mas não como você esperava

FINALMENTE! Depois de termos reclamado, exigido, sacaneado e sermos xingados (links abaixo), o magnífico tratamento com a fosfoetanolamina acabou parando na Nature. E em dois artigos, olha que chique! O único problema é que o artigo não é como vocês possam imaginar. Pelo contrário, a Nature critica como uma coisa dessa e possível. Mas, claro, né? Eles não moram no Brasil.

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Localizacionismo, fRMI e linguística gerativa: tudo a ver?

Os amiguinhos e amiguinhas leitores e leitoras já devem ter ouvido falar dos frenologistas, uns caras que no século XIX achavam que o cérebro era todo divididinho em partes especializadas em funções. Eles foram longe demais nessa hipótese e acabaram descaindo pra uma pseudociência que justificava todo tipo de desgraça e preconceito… Mas acabou que eles não estava de todo errados.

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Espertões tentam barrar lama com espuminha. Claro que daria certo…

Anotem a citação a seguir:

TU SERÁS PUNIDO POR NÃO SABERES CIÊNCIA!

Eu tinha avisado que o que aconteceu na bacia hidrográfica do rio Doce era logo demais para a boa vontade idiota de acredirtarem que as mudinhas da ONG do Sebastião Salgado iam salvar a todos. Mas no Brasil que odeia Ciência, é mais fácil acreditar em entidades mágicas, pratos de pipocas com poderes sobrenaturais e messias carecas. Pessoal que nunca plantou nem feijãozinho no algodão molhado achando que reflorestamento se faz com mudinhas. Ok, Ok. Eu tentei argumentar, mas o retardo mental desses idiotas inviabiliza qualquer coisa.

Afinal, nosso complexo de Ajude-nos Capitão Planeta vem sempre na frente. Pelo menos, a Samarco está agindo, espalhando bóias absorventes, e isso está resolvendo tudo, certo? Nah, você já sabe que eu direi “ERRADO!

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Viés de confirmação ou casos do acaso

Já falamos, ou melhor, escrevemos sobre isso antes. O viés de confirmação é a eterna busca de significantes para significados. As pessoas já têm uma ideia pré-concebida de como o mundo funciona, mesmo que seja algo idiota. Mas qualquer evento será usado para justificar essa ideia, mesmo que haja várias evidências do contrário.

Você cria uma ideia de como as coisas devem acontecer, não mportando o quão maluco isso seja, e procura todas as evidências que concordem com você, ignorando as provas em contrário. Onde será que vimos isso antes?

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Apatia pode estar escondida na estrutura do cérebro

A apatia é a mais comum síndrome neuropsiquiátrica na doença de Alzheimer, que também é tida como uma síndrome, pois tem-se o prejuízo de memória, funções executivas, e, na evolução da doença, pode aparecer outras coisas, sintomas parkisonianos, epilepsia, comprometimento autonômico etc. Só a apatia afeta entre 30 e 60% dos pacientes, e pode ser definida como perda de motivação e se manifesta com alterações afetivas, cognitivas e comportamentais, determinando, respectivamente, redução da resposta emocional, perda de autocrítica e retração social. Fonte

A apatia acaba sendo a falta de vontade de fazer qualquer coisa, sendo comum em depressão e em certos tipos de esquizofrenia, mas por outros motivos. Agora, pesquisadores encontraram evidências de uma base biológica para a apatia em pessoas saudáveis. Mas o que isso tem a ver com Alzheimer?

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Jardins urbanos podem ser nocivos à saude humana

Nossas raízes evolutivas nos faz gostar de prados, savanas e uma ou outra arvorezinha. Gostamos de terrenos amplos, aconchegantes e do verde. Verde acalma, verde nos deixa em paz, verde é usado em semáforos e lousas por causa disso (até que algum idiota resolveu implantar quadro branco, e assim começou o declínio da Humanidade).

Inventamos a agricultura e isso facilitou a nossa vida. Criamos vilas,  cidades-estado, reinos e até impérios. Hoje, voltamos a essas raízes cultivando uma hortinha em casa e, em escala muito maior, agriculturas urbanas, isto é, bem no meio da cidade. Mas parece que isso tem o seu preço, também. Sempre tem um preço a se pagar.

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