Pense um paciente com sérios problemas cardíacos (se bem que, para mim, qualquer problema de saúde é serio). Pense que seu médico está muito longe (algo como 10 minutos de distância, o que já pode ser fatal, em alguns casos). Pense que se você rezar pra Jesus não vai dar certo, pois o Nazareno está ocupado convencendo a Charlene Stephanie a voltar pro Hermenegildo Antônio e já está n 3º e ultimo dia. Pense que um sistema automatizado identificaria o problema, resolveria com um pré-atendimento automático, mandasse as informações diretamente para o celular do médico.
Não, isso não é filme do Homem de Ferro. Isso não é ficção científica. Isso não é o futuro, pois vivemos os dias de hoje que são uma dádiva, e é por isso que é chamado "Presente". Isso é ciência, é tecnologia de ponta e, sabe o que mais, você não terá acesso a isso. Lamento.

As pessoas ainda não entenderam para que serve a tecnologia. Não entendem que as ferramentas existem para nos ajudar no trabalho que deve ser nosso, e não substitutos. No mundinho 2.0, querem que nossos computadores, tablets e smartphone façam tudo, que adivinhem tudo, que nos auxiliem em tudo. caímos para uma geração indecisa, com amor próprio em declínio e auto-estima praticamente inexistente.
As pessoas são imediatistas e pouco interessadas em detalhes. Amam os produtinhos tecnológicos, mas não querem nem saber como ele foi parar ali. Muitos dos nossos bens de consumo vieram da pesquisa básica, a pesquisa pelo saber, apenas, que foi utilizada para promover a produção de itens com fins mais práticos.
Polímeros sintéticos são uma maravilha tecnológica. As muitas aplicações dos plásticos moldaram e moldam o nosso mundo. Mas não existe almoço grátis. A longevidade dos plásticos é seu maior problema, acarretando em poluição. Centenas de milhões de toneladas de plásticos são jogadas foras e boa parte desse montante não são recicladas. Temos que dar um jeito de acabar com eles, e o melhor jeito é por meio de agentes decompositores, como bactérias, por exemplo.
Contemplem a tabela periódica. Está tudo lá. Só que de todos os elementos que existem, apenas 92 são encontrados naturalmente. Vai até o Urânio e só, acabou, caput. Daí pra frente só elementos sintetizados, criados, fabricados pelo Homem. O que vem além disso são os chamados “elementos transurânicos”. Um deles é o cúrio, elemento batizado em homenagem ao casal Curie, descoberto em 1944 por Glenn Seaborg, Ralph James, e Albert Ghiorso, por meio de bombardeamento do plutônio com partículas alfa. É um elemento tóxico e muito radioativo. Quem tem cúrio, tem medo.
Quando a sonda Galileu se chocou contra Júpiter, muitos ficaram com medo que a pilha atômica que aquela sonda usava detonasse o hidrogênio do Planeta-Deus, incendiasse-o e o gigantão se transformasse numa nova estrela. Será mesmo que isso é possível.
O Brasil é um lugar que tecnologia é levada a sério. Amamos WhatsApp e Candy Crush. O problema é que não conseguimos fazer o que a Alemanha Nazista fez na década de 1940 e a URSS fez na década de 1950 (e não estou falando de extermínio de pessoas. Neste quesito, somos muito bons, obrigado).
Na verdade, não. Mas antes que você, criaBURRIcionista comece a espernear dizendo que a máfia das indústrias farmacêuticas estão boicotando a fosfoetanolamina… hã, quero dizer, antes que eles reclamem do imenso complô dos ateus satanistas que querem acabar com a moral da família cristã espalhando o Darwinismo, vamos dar uma olhadinha do que se trata.
Ao longo dos anos, estamos ficando com menos pêlos (sim, com acento. dane-se o Acordo Ortográfico!). Se nossos ancestrais eram peludões, atualmente estamos com a pele quase à mostra, com algumas exceções, como os que têm