UE quer todos os artigos científicos com acesso aberto até 2020. Chora Elsevier!

Eu já falei sobre isso duas vezes, e não me repetirei. Cheque os artigos O paywall de artigos científicos deveria acabar  e A guerra contra o paywall dos artigos científicos continua. Lá eu deixo claro sobre a celeuma da abertura dos artigos científicos, nem que seja por vias um tanto questionáveis como o SciHub.

Afinal, a quem pertence o Conhecimento? A quem pertence os terabytes de dados produzidos, os terabytes de informações publicadas, compartilhadas, divulgadas e… presas a um sistema em que você tem que pagar para ler uma pesquisa, sendo que este dinheiro não vai para o pesquisador? Bem, a União Europeia bateu o martelo e disse que até 2020, todas as pesquisas feitas em instituições de lá terão que ser de acesso aberto.

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Sobre Energias Alternativas

Nosso mundo tem sede de energia. A população crescente demanda mais e mais energia, nem que seja para iluminar nossas casas ou carregar nossos celulares. Com o advento de mais e mais dispositivos, mais é necessário carregadores e mais ainda de fontes que gerem energia elétrica para que possamos carregar as baterias de todos esses trecos.

Como gerar tamanha quantidade de energia? Com combustíveis fósseis é impraticável. Isso aliado ao conceito que toda geração de energia acarreta impactos ambientais e sociológicos. Será que podemos resolver isso com novos métodos de geração de energia, de forma que diminuamos o impacto ambiental? É o que veremos no vídeo de hoje

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Pesquisadores que não dão aula criticam ensino de Ciência nas escolas

A Academia Brasileira de Ciências, a ABC (eu sempre sinto vontade de rir) faz 100 anos, daí alguns de seus integrantes, achando-se muito espertões, criticaram o ensino de ciências nas escolas. Apontam o vestibular como grande inimigo do ensino de Ciência, pois o fator decoreba blábláblá.

Obviamente, o problema é mais complexo do que eles e vocês imaginam.

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Nós Vivemos na Matrix?

Algumas teorias dizem que chegará a um momento em que poderemos simular verdadeiros mundos com todos os detalhes possíveis. Já conseguimos chegar bem perto com o Second Life, por exemplo. Mas aí vem o questionamento.

Um computador hiperpoderoso poderia simular esta realidade que aqui vivemos. Nós mal seríamos capazes de distinguir o que é real do que é simulado, e isso nos faz pensar: Isso que nós vivemos é real ou será que nós vivemos numa simulação por computador?

Seria possível que nós estejamos na Matrix? A resposta está bem no vídeo.

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Templo budista apela para monge robô para ter maior visitação

Eu acho que cada um tem o direito de acreditar no que quiser. Se você arria despacho ou reza pra action figure do Nazareno Mágico, quem sou eu para criticá-lo? Cada um paga o mico que quiser, mas tem horas que o que já era ridículo cai para as raias do absurdo.

Um templo budista chinês, imagino eu, meio que perdeu a paciência com seus fiéis. Daí substituiu um monge de plantão por um robozinho que canta mantras e mantém conversas limitadas com as pessoas. Como a maioria que cai nessa roubada não pode ser um primor de inteligência, o robozinho deve conversar de boas.

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Curiosity identifica vestígios da existência de oxigênio gasoso em Marte antigamente

Oxigênio, enquanto elemento, não é bem uma raridade no universo. Tê-lo em forma gasosa é. O problema do oxigênio é ser o elemento com a segunda maior eletronegatividade (o maior é o flúor, como você não se lembra das aulas de Química no colégio). Isso faz com que ele seja muito reativo e oxidante; e aliás, o termo oxidação veio dele, até descobrirem que várias substâncias oxidam as outras, isto é, roubam elétrons.

Uma das grandes dúvidas era saber se Marte teve atmosfera com oxigênio. Sempre se imaginou que sim, através de evidências indiretas, como os tons avermelhados das rochas e solo marciano, devido à presença de óxido de ferro. Aquelas rochas vieram de algum lugar, claro. Ação do ferro com o oxigênio gasoso? Ou a formação dessas rochas se deu durante a acreção do planeta? Bem, uma recente pesquisa mostra que, sim, há evidências diretas que o Planeta-Guerreiro já teve oxigênio em sua atmosfera.

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Como é bom um país que não odeia Ciência

Os EUA – vocês não acharam que eu ia falar do Brasil, né? – tem vários defeitos. Um deles é o Ken Ham e o Bible Belt. O sistema educacional é falho em muitos pontos, como na hora de escolher livros didáticos, não raro feito por comissões constituídas por gente burra, estúpida, ignorante e totalmente idiotas e… Ops, desculpem. Tem idiotas que acham que divulgadores científicos não podem dizer que pessoas burras são pessoas burras. My bad. (Sim, eu sei que você está lendo isso. Beijo na irmã!)

Ainda assim, com todas as mazelas criacionistas, os EUA não nutrem o ódio patológico pela ciência que o Brasil apresenta. Dessa forma, não é nem um pouco estranho que a Casa Branca sedie uma mostra de Feira de Ciências apresentadas por alunos no nível de nosso Ensino Fundamental que faz as nossas Universidades chorarem de vergonha. Ou deveriam chorar se tivessem vergonha.

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Dando um tiro em Newton! E em não-Newton

The Backyard Scientist (o Cientista de Jardim) é um canal no YouTube que você provavelmente iria odiar. Não tem gente berrando palavrões, não faz mimimi, não noticia tretas, não faz “humor”, não apronta pegadinhas, não tem mulher gostosa falando besteiras (ok, aparece uma menina bonitas de vez em quando). Entretanto, ele explode coisas, joga alumínio derretido em coisas, nitrogênio líquido em coisas e alumínio derretido em nitrogênio líquido, também. Daí, ele teve a ideia: Que dá dar um tiro em fluidos não-newtonianos com bolas de golfe? O que pode ser mais legal que isso?

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A guerra contra o paywall dos artigos científicos continua

Aaron Swartz deveria entrar no meu rol de Grandes Nomes da Ciência, mas eu teria pouco a escrever sobre ele, sua trajetória, enfim. Talvez seja um erro mas não é por falta de merecimento. Ele merece. Tal qual Prometeu, Swartz trouxe algo do reino dos deuses e deu aos Homens, pagando uma penitência severa por isso, e agora é tarde. Swartz já não está mais entre nós. A drª Alexandra Elbakyan é uma seguidora, herdeira, digamos assim, do Prometeu moderno.

Ambos caçados, ambos perseguidos. E pelo mesmo motivo:o Conhecimento. Ou a divulgação dele, de forma que os meros mortais tenham acesso a tudo que se produz em termos de publicações científicas.

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A Falácia da Bifurcação

O mundo anda polarizado demais. Se você não é a favor, é contra. Se for contra, tem que ser MUITO CONTRA, ou será a favor. De partidos políticos a opções de alimentação, passando por religião, times de futebol ou tipo de calçado.

Essa ideia imbecil acaba sendo danosa para qualquer tipo de conversa e parte para ataques pessoais. Mas antes de chegarmos no ad hominem, partimos da falácia da bifurcação.

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