As aves de rapina de uma tragédia

urubus.jpgA essa altura do campeonato, você já deve estar de saco cheio ler, ver e ouvir sobre o terremoto de proporções cataclísmicas ocorrido no Haiti. Milhares de pessoas morreram, o país – que por si só já vive em algo pior que uma tragédia grega – está devastado. Os hospitais tornaram-se depósitos de mortos e desesperançados. Muitos brasileiros, entre eles os militares que estavam em missão de paz e a ilustríssima Zilda Arns, perderam suas vidas lá. Não há palavras na língua dos homens, dos elfos ou dos anões que possam demonstrar terror ante o ocorrido. Mas, contudo, devemos saber quando parar, e algumas coisas estão passando dos limites.

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Como o corpo diferencia um corte de uma queimadura

Você pode dizer, sem precisar sequer olhar, se você foi furado por um alfinete ou queimado por um fósforo. Mas como? Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) e da Universidade da Califórnia, San Francisco (UCSF), demonstraram que possuímos esta diferenciação sensorial que se inicia na pele, mediante diferentes populações de neurônios sensoriais – chamados nociceptores – que respondem a diferentes tipos de estímulos dolorosos. Continuar lendo “Como o corpo diferencia um corte de uma queimadura”

Grandes Nomes da Ciência: Ray Solomonoff

Para larga maioria das pessoas, computadores se resumem em acessar a Internet e postar besteiras nos Orkuts da vida, servindo de modelo para a imbecilidade humana, virando vedete dos sites que mostram as tosqueiras que andam naquele ninho de aborrecentes acéfalos.

Este não foi o caso de Ray Solomonoff, o homem que desenvolveu uma paixão pelos teoremas matemáticos que duraria toda a vida. O homem que estudou como transformar um tema da Ficção Científica em realidade, pois ele fez parte de um certo projeto do Dartmouth College que seria amplamente conhecido com o nome de Inteligência Artificial. Continuar lendo “Grandes Nomes da Ciência: Ray Solomonoff”

Novos túmulos encontrados em Gizé

Uma coleção de túmulos que pertencem aos trabalhadores que construíram pirâmide de Khufu (2609-2584 A.E.C.) – mais conhecido pelo seu nome em grego, Quéops – foi descoberta na área dos túmulos dos operários sobre o planalto de Gizé, conforme anunciado pelo Ministro da Cultura, Farouk Hosni. Ele acrescentou que os túmulos foram encontrados por uma equipe de escavação egípcia liderada pelo Dr. Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades. Dr. Hawass disse que as tumbas são datadas da 4ª dinastia e pertencem aos operários que construíram as pirâmides de Khufu e Quéfren (2576-2551 A.E.C.).

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Terra pode ser exterminada por explosão de supernova, dizem cientistas

Então, para vocês que têm medo até da sombra e uma simples bombinha faz com que subam pelas paredes, pensando que chegou o arrebatamento e Satã veio buscar as suas almas imundas, tenho uma notícia que deixará todos vocês contentíssimos! A Terra poderá, em breve, ser aniquilada pela explosão de uma estrela a cerca de 3.000 anos-luz de distância, de acordo com cientistas americanos. FUJAM PARA AS MONTANHAS! (não que adiantará alguma coisa) Continuar lendo “Terra pode ser exterminada por explosão de supernova, dizem cientistas”

Pegadas de milhões de anos questionam atual processo evolutivo dos tetrápodes

pegadas_varsovia.jpgDando um giro pelo mundo e encontramos direto da Polônia, com sugestão do nosso espião, o Sabino: Algumas pegadas fossilizadas de 395 milhões de anos foram descobertas na Polônia, pertencentes a um animal vertebrado com membros em vez de aletas emparelhadas (o chamado tetrápode). 00-à-esquerda sabe que muitos criaBURRIcionistas usarão isso para desmentir a Evolução, coitados. Por isso, ele insistiu que eu explicasse o que diabos significam aquelas pegadas.

Ao contrário do que possam pensar, a descoberta coloca mais uma informação no cenário da Evolução, já que questiona a origem dos vertebrados terrestres, onde os fósseis encontrados até agora são de 18 milhões de anos. Isso significa dizer que temos não uma falha da Evolução (lamento, ela está mais do que provada em campo, in vitro e in silico), mas algo que a comprova como fato de MUITOS milhões de anos ANTES do que supunhamos. Assim, se você é mais um que acredita na Terra Nova (aquela bobagem da Terra possuir só 6000 anos), lamento, mas não muito. Mais foi mais uma pá de cal em seus sonhos. ;) Continuar lendo “Pegadas de milhões de anos questionam atual processo evolutivo dos tetrápodes”

Papa diz que Ciência precisa da fé para compreender realidade

Taí algo que me surpreende (não muito): Quando o Suco Sumo Pontífice não tem muito o que fazer em casa e resolve ser cada vez mais tolo, falando sempre mais bobagens. Não que eu me espante em ele falar bobagens. O que me espanta é uma bobagem ser sempre maior que a outra.

O Papa Chico Bento XVI afirmou nesta quarta-feira (06/01) que a Ciência não basta para compreender a realidade que só pode ser apreendida através da unidade entre “inteligência e fé, ciência e revelação”, que foram as duas luzes que guiaram os Reis Magos a Belém. Primoroso isso, não? Ainda mais que há certos “probleminhas” teológicos nesse quesito, mostrando que o Imperador Palpatine Ratzinger tem que voltar pra aula de catecismo.

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Sistema Solar pode ser mais compacto do que se pensava

Qualquer coisa que é muito grande ou muito pequena escapa da nossa compreensão racional, pois nossa razão não consegue “medir” coisas fora do nosso campo observável. Assim, muitas vezes temos que imaginar o tamanho dessas coisas e trabalhar em cima comparando a observação (direta ou indireta), experimentação e analisarmos os dados obtidos, de modo que possamos compreender as relações através da fria, mas não insípida, matemática. O nosso sistema solar é um perfeito exemplo disso. Não tínhamos a perfeita noção dos planetas, por aparecerem apenas como pontinhos luminosos no céu. receberam este nome, que significa “estrelas errantes”, já que eles apresentam posições diferentes a cada dia que passa.

Como advento de aparelhos para observarmos o esplendor de nosso sistema, construímos mentalmente um modelo de tamanho que este sistema ocuparia em nossa galáxia. Mas este tamanho pode não ser exatamente o que temos imaginado até recentemente, isto é, ele pode ser significativamente mais compacto, de acordo com uma simulação computadorizada da nuvem de cometas que encobre o sistema solar. Uma pesquisa sugere que a nuvem não pode conter tanto material como se pensava, e isso serve como uma suspeita de que poderia resolver um problema de longa data sobre como os planetas se formaram. Continuar lendo “Sistema Solar pode ser mais compacto do que se pensava”

Micróbios sobrevivem por 30 mil anos dentro de um cristal de sal

archaeas_vale_morte.jpgMe lembro bem de uma frase do filme Jurassic Park: “A vida sempre encontra um jeito”. A sobrevivência de alguns seres vivos é estupenda, ainda mais quando são seres vivos simples, pois a menor especialização faz com que suas necessidades de sobrevivência sejam poucas também. Um perfeito exemplo disso são os micróbios descobertos pelo microbiólogo Brian Schubert, da Universidade do Havaí. Algumas pessoas acham que micróbios são apenas micróbios e pronto. Normalmente, eu não teria como censurá-los, mas deve-se levar em consideração uma coisa muito importante: os queridíssimos micróbios estavam encerrados em um cristal de sal e conseguiram a façanha de sobreviver por 30 mil anos, alimentando-se apenas de restos de algas que estavam presos junto a eles. Este é o exemplo mais convincente até então para estipular a sobrevivência a longo prazo. Vai continuar dizendo que micróbios são todos iguais?

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Robôs do futuro poderão ter o formato de baratas

Essa notícia agradará às mulheres de uma maneira fenomenal. Que o diga John Schmitt, um engenheiro mecânico da Universidade Estadual do Oregon, que está se baseando em modelos de insetos para projetar robôs que possam se locomover com desenvoltura em terrenos acidentados. Os atuais modelos, segundo o pesquisador, possuem problemas pois não são tão estáveis e o consumo de energia é, comparativamente, maior que o projeto do robô baseado em baratas que “podem correr rapidamente, ocupar o volume de um centavo, movem-se facilmente sobre terreno acidentado, e reagem a perturbações mais rápido do que um impulso nervoso pode viajar”, segundo Schmitt.

Além de serem nojentas, as baratas não se movimentam na base do pensamento ou reflexo, e sim por instinto, e Schmitt está trabalhando na elaboração de pernas do robô que pode fazer o mesmo. A pesquisa foi publicada no periódico Bioinspiration & Biomimedics.

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