Gladiadores usavam gatorade genérico

Todo mundo adora a parte de gladiadores dos filmes épicos. Adoramos ver gente saindo na porrada, desde lutas de boxe até MMA. Eu credito isso ao fato de não podermos sair metendo a porrada em quem merece (por falta de oportunidade, condições ou porque efetivamente NÓS é que iremos apanhar). A questão que, como sabemos bem, atletas precisam de uma alimentação diferenciada, e isso acontecia também com os gladiadores, ainda mais que os melhores viviam muito, mas muito bem (o que nem sempre garantia uma aposentadoria confortável). A saúde era muito importante, pois era o modo de viver deles (literalmente).

Pesquisadores agora estudam que, assim como hoje, os antigos atletas que passavam o cerol em todo mundo esportivamente também tinham preocupação com dieta, chegando ao ponto de ter uma versão antiga de bebidas isotônicas (Gatorade, para os íntimos).

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Dia do ENEM: Mais um Dia da Vergonha Alheia

Uma das épocas que eu mais adoro é quando chega a época do ENEM. É uma das poucas épocas em que eu concordo com os jornaleiros dos portais de notícias, pois apesar de ser matéria batida, é divertidíssimo! E todo ano é sempre a mesma coisa: os alunos retardados que chegam atrasados e arrumam mil e uma desculpas, como engarrafamentos, ficaram rezando, esqueceram do Horário de verão, o cachorro comeu o RG etc.

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A democrática ditadura do Brasil

É bem inusitado que quase todas as ditaduras tenham a partícula "Democrática" ou "Popular" em seus nomes oficiais. É uma ironia nefasta! Mas há coisa pior: o Brasil, terra do povo mais amigo e cordial do mundo (SQN), mostra a sua cara; ou melhor: o brasileiro mostra a sua cara.

E tudo o que vemos são as formas mais monstruosas, capazes de fazer Stephen King se esconder debaixo da cama e H. P. Lovecraft ter pesadelos horríveis. E tudo por causa de um processo que é democrático no nome, mas que encerra a genuína vocação do brasileiro médio em voltar para uma ditadura.

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A Termodinâmica

Nada é tão verdadeiro quanto as Leis da Termodinâmica. É difícil pensar como o mundo funcionaria sem elas; mesmo porque, conhecemos apenas um mundo onde elas não só existem como são invioláveis. Entretanto, a Termodinâmica não é bem o que pensam que ela é; e aqui aprenderemos sobre ela, sem detalhes desnecessários e/ou fórmulas matemáticas complexas, pois ela resguarda segredos que nos deixa atônitos, mesmo na beleza de sua simplicidade. O calor que moveu o mundo na Revolução Industrial, com todos seus prós e contras, foi um dos pontos de virada de nossa aventura na Terra. Desde a tecnologia até a política, o calor e seus usos tiveram um impacto fundamental na humanidade, a ponto de abrir uma nova era na pesquisa científica, a fim de dominar novas tecnologias. Isto criou uma nova área da Ciência, a qual denominamos Termodinâmica.

A Termodinâmica está em nosso dia-a-dia. Está presente tanto nas pequeníssimas coisas, como ferver água até uma usina nuclear. Desde riscar um fósforo até as explosões magníficas das supernovas. Suas leis regem desde o modo como o leite esquenta até o motor do seu carro, passando pelo ferro de passar roupa, a panela de pressão e até como estamos aqui, vivos, depois de bilhões de anos de evolução biológica.

Mas isso não é recente. Começou há muito, muito tempo. Muito mais tempo do que você pode imaginar e, acredite, tudo começa com dinheiro. Por causa de pura e simplesmente, dinheiro. Você viajará agora por vários estados energéticos, descobrirá o mínimo quantum de energia e verá transformações ocorrendo não só diante dos seus olhos, mas até mesmo dentro de você.

Pegue sua cadeira, ligue o ventilador, coloque o isopor com sua bebida preferida ao seu lado e fique sentado ao sol, pois há muito a ser dito. Esta é mais uma edição megamaster do Livro dos Porquês, edição exclusiva para colecionador. Tome um gole, sinta a frieza do gelo enquanto o calor e a luz do sol alimentam a grama à sua frente, e o isopor mantém a temperatura baixa no mesmo instante em que o ventilador rouba-lhe energia térmica, ao converter energia elétrica em energia cinética.

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Grandes Nomes da Ciência: Mary Anning

A moça caminha pela costa, com o som do mar reverberando. Seu cão corre saltitante e o vento farfalha a roupa da moça, com seu vestido longo, mangas compridas e chapéu cobrindo quase todo o rosto. Moças como ela trariam uma sombrinha, mas não aquela moça. Ela trazia algo um tanto diferente: uma picareta. Não, esta não é uma história de assassinato, vingança ou filme de zumbi. Esta é um pouco da história de uma das maiores paleontólogas da História, ainda que quase desconhecida em sua época, em que mulheres ficavam em casa e geravam criancinhas. Esta é a história de Mary Anning.

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Grandes Nomes da Ciência: Simon Stevin

O homem com roupa estranha e gola esquisita está de pê, no campo molhado. O vento faz farfalhar sua capa. Os pés molhados não esfriam seu ânimo. Olhando a construção, e sentindo que o vento é seu amigo, mas o barulho ensurdecedor de madeira batendo agride sua autoestima, seu bom gosto e sua técnica.

O homem sabe que pode resolver aquilo. Ele resolve, usando talvez a mais inútil de todas as coisas à primeira vista. Ele com seu cérebro, o homem usa os poderes frios dos números para fazer milagres.

O homem é Simon Stevin, e se Simon diz pros números “Ajudem-me”, os números fazem o que Simon mandou.

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De Volta ao Mundo de Júlio Verne

Eu já fui uma criança um dia. Não pegava gatinhos para sacrificar em honra a Satã (eram lagartos e em homenagem a Dagon). Diferente das crianças de hoje, que leem estas merdas de Percy Jackson, Dive-detergente e outras coisas toscas e mal-escritas. Eu vivi num tempo em que a gente se aventurava, não pelos profiles dos "amiguinhos" no Facebook para xingá-los ou escrevia besteira no Secret. Líamos clássicos como o Médico e o Monstro, O Último dos Moicanos entre outros títulos. Mas, claro, em termos de aventura, poucos se comparam e ele: o Pai da Ficção Científica Moderna: Júlio Verne.

Neste Scicast, eu e grande elenco formado por Carlos Cardoso, Roberto Pena, Eder Santana, Ronaldo Gogoni e Silmar Geremia conversamos sobre a vida e obra do francês que nos rendeu grandes histórias, magníficos personagens e aventuras que perdurarão por muito tempo.

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A Informática Maldita do Cardoso

Saiba, ó príncipe, que entre os anos em que os mares engoliram o Rio de Janeiro no último temporal e os anos do surgimento dos Filhos, Sobrinhos e Cunhados de Políticos, houve uma era inimaginada, quando reinos esplendorosos se espalharam pelo mundo como mantos azuis sob as estrelas. Para cá veio Cardoso, escritor mundialmente famoso autor de Por que todo idiota acha que é preciso ser famoso para ter muitos seguidores no Twitter.

Esse é o mundo do Cardoso!

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Químicos, para que vos quero? Para chutar a sua bunda!

Eu tenho muitos dissabores de vez em quando. Um deles é ter que ler besteira. E quando vemos que o título já promete pouco, vem à mente as sábias palavras do Barão de Itararé: "De onde nada se espera é que não sai nada, mesmo!"

O caso de hoje é uma… atriz? Meh, é assim que se intitula, é assim que a trataremos, mesmo eu não a considerando como algo que representasse a arte simbolizada por Melpomene e Tália. Assim, Denise Fraga será tratada como "atriz" e sua opinião será analisada? Qual opinião? Que aprender química não serve pra nada. Esta é uma resposta à altura dirigida a pessoas de baixa estatura!

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Grandes Nomes da Ciência: Otto von Guericke

Os cavalos de batalha estavam alinhados. Dois grupos, de oito cavalos. Seus mestres mal estavam conseguindo contê-los. Eles estavam ali, prontos! A um coando e o Rei veria o poder do homem à sua frente. A multidão estava ansiosa. Os cavalos relinchavam, batiam as patas, as correias retesadas, as correntes se esticando.

O homem balança a cabeça para os mestres dos cavalos. Os cavalos usam toda a sua força muscular, as correias ficaram mais retesadas ainda, as correntes. Os chicotes estalavam, mas nada acontecia, pois um imenso poder estava ali atuando, o poder invisível, o poder que nos esmaga diariamente, e mal percebemos. O poder da atmosfera.

Esta é a história de Otto von Gericke, o diplomata-cientista que dominou a atmosfera!

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